Cotações por TradingView

Você sabe quais são os títulos de renda fixa mais populares?

Tempo de leitura: 11 minutos

A renda fixa costuma ser uma escolha preferencial entre os investidores que priorizam a segurança. Para tomar as melhores decisões, entretanto, é essencial ter informações de qualidade e saber quais são os mais populares títulos de renda fixa e como eles funcionam.

Isso permite compreender a atuação específica de cada tipo e como eles podem se encaixar no seu perfil de investidor e nos seus objetivos. Dessa maneira, você terá com o que precisa para tomar decisões mais alinhadas.

A seguir, explore os títulos de renda fixa mais populares e descubra o que cada um traz de especificidade!

O que é a renda fixa?

Vamos começar entendendo a renda fixa. Ela é uma classe de investimento em que é possível conhecer as regras de remuneração desde o início. Na prática, significa que você consegue enxergar como será remunerado ao longo do tempo.

Depois de saber o que é renda fixa, é indispensável conhecer o que são os títulos relacionados a essa alternativa. Basicamente, o investimento de renda fixa é um título emitido por uma empresa ou instituição. O intuito é o de captar recursos.

Em troca dessa espécie de empréstimo, os investidores recebem uma taxa de juros na forma de rentabilidade. A emissora dos títulos prevê todas as características, como o modelo de remuneração, os prazos e outras condições específicas.

Por falar nas características das aplicações, é oportuno conhecer os pontos mais relevantes. Veja quais são!

Riscos

A renda fixa é considerada uma modalidade mais segura do mercado, já que há expectativa de rentabilidade no pagamento. Contudo, não significa que ela não apresenta riscos. Como qualquer investimento, há riscos específicos entre os títulos.

Um dos principais perigos é o de calote. Ou seja, da instituição não arcar com o pagamento dos investidores. Em geral, existe uma relação entre risco e retorno. Quanto maior for o risco, maior tende a ser a promessa de rentabilidade feita pela emissora.

Assim, é preciso que o risco do investimento seja avaliado de acordo com o seu apetite. O desalinhamento com o perfil de investidor afeta as expectativas e pode prejudicar os seus resultados.

Segurança

Como você viu, em relação à renda variável, a renda fixa é uma alternativa mais segura. Apesar de não eliminar completamente os riscos, há aspectos importantes. Por exemplo, o fato dos títulos públicos, emitidos pelo Governo Federal, serem vistos como os menos arriscados do mercado.

Enquanto isso, algumas aplicações de renda fixa privada apresentam uma proteção a mais: o Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Ele oferece segurança contra o risco de calote em CDBs (Certificado de Depósito Bancário), LCIs (Letra de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letra de Crédito do Agronegócio) e outros.

O FGC atua para devolver o dinheiro dos investidores em caso de falência da emissora ou da falta de capacidade de cumprir o pagamento dos valores previstos em contrato. O limite para o investidor é de até R$ 250 mil por CPF e por conglomerado financeiro — com teto máximo de R$ 1 milhão a cada 4 anos.

Liquidez

Outra característica central da renda fixa é sua liquidez. Alguns investimentos apresentam liquidez diária. Ou seja, podem ser facilmente resgatados. No entanto, outras aplicações só podem ser resgatadas no momento de vencimento.

Nesses casos, é comum que uma liquidez menor aumente o potencial de ganhos. Por isso, títulos de médio prazo costumam oferecer taxas maiores do que os de curto prazo, por exemplo. Então é preciso ponderar qual deles faz mais sentido para o seu perfil.

Tributação

Em relação à tributação, há cobrança de Imposto de Renda para a maioria dos investidores em renda fixa. Em geral, usa-se a tabela regressiva do IR, em que um tempo maior reduz parcialmente a alíquota a ser paga.

Contudo, há algumas exceções e que são isentas de imposto. É o caso de LCI, LCA, Debêntures incentivadas e outros investimentos específicos.

Quais são as vantagens da renda fixa?

Agora que você já entende sobre os títulos de renda fixa, é interessante compreender os benefícios que a classe oferece.

Na sequência, confira quais são as principais vantagens que estão associadas à renda fixa!

Variedade de escolha

Como você verá em breve ao conhecer quais são os mais populares títulos de renda fixa, há uma grande variedade de investimentos. O investidor pode aplicar seus recursos em diversos setores, além de aproveitar riscos e rendimentos diferenciados.

Desse modo, é possível escolher as possibilidades que estejam relacionadas com o seu perfil e com os seus objetivos e necessidades.

Baixa volatilidade

Os títulos de renda fixa têm uma baixa volatilidade porque não sofrem alterações de preço constantes, como acontece na renda variável. Mesmo em rentabilidades pós-fixadas, que acompanham um índice econômico, as mudanças não costumam ser bruscas de uma hora para outra, mas sim gradual.

Isso é importante porque confere um nível maior de previsibilidade. Assim, você pode aproveitar mais segurança, o que facilita a realização de planos.

Bom nível de liquidez

É claro que há exceções, mas, no geral, os títulos de renda fixa mais populares apresentam um bom nível de liquidez. Dependendo do caso, é possível vender os títulos e convertê-los em recursos no momento desejado.

Ainda que não exista a liquidez diária, você pode encontrar alternativas com prazos variados. Assim, é possível optar pelas aplicações que estejam de acordo com o período de seus objetivos.

Facilidade de acesso

Os títulos da renda fixa podem ser especialmente atraentes para quem começa a aplicar agora. Isso acontece porque, primeiramente, há um baixo nível de burocracia para realizar a aplicação. A compra de títulos pode ser feita online, sem dificuldades.

Além disso, muitos investimentos têm um valor inicial menor. Como consequência, há opções acessíveis para todos os perfis e interesses.

Diversificação de carteira

Com a variedade da renda fixa, é possível ter uma carteira diversificada combinando diferentes títulos. Inclusive, ela pode ser interessante para investidores moderados ou arrojados, a fim de equilibrar os investimentos com maiores riscos.

É possível unir renda fixa e variável para alcançar mais equilíbrio entre rendimento e segurança. A estratégia ajuda a reduzir os riscos referentes a mudanças abruptas no mercado ou em suas condições.

Quais são os mais populares títulos de renda fixa?

Até aqui, você conheceu mais profundamente a renda fixa e suas vantagens. Como visto, há diversos investimentos na renda fixa que podem compor uma carteira. Os títulos se dividem entre opções públicas e privadas, além de trazerem diversas possibilidades de remuneração.

Ao mesmo tempo, há uma variação quanto aos riscos, de modo que algumas possibilidades sejam mais adequadas para certos perfis. Assim, o ideal é conhecer quais são os títulos de renda fixa mais populares e ver como eles funcionam.

Conheça a seguir!

Títulos públicos

Os títulos do Tesouro Nacional são alternativas emitidas pelo governo brasileiro. O objetivo é captar recursos que serão aproveitados em setores diversos, como na saúde e na educação. Nessa modalidade, os investidores se tornam credores do governo, que é considerado um bom pagador.

Então é uma alternativa que pode ser vantajosa para certos perfis e objetivos. Em especial, por quem procura mais segurança e estabilidade na hora de investir.

Existem opções diversas para os investidores. Elas são divididas entre três títulos principais:

  • Tesouro prefixado: a rentabilidade é definida antes da aplicação e é possível saber, de modo antecipado, o quanto será recebido ao final. Pode ter pagamento de cupons de juros semestrais ou apenas no resgate;
  • Tesouro Selic: é uma modalidade pós-fixada e que acompanha a taxa básica de juros da economia, conhecida como Selic;
  • Tesouro IPCA+: tem rendimento atrelado ao IPCA, que é o índice que mede a inflação do país, acrescido de taxa fixa. Alguns contratos preveem o pagamento de juros semestrais, enquanto em outros o retorno se dá no resgate.

A liquidez dos diversos títulos do Tesouro Direto é diária. Isso acontece porque o governo garante a recompra da aplicação. Logo, é possível vender os títulos e receber o dinheiro quando for desejado.

No entanto, é preciso considerar que operações com menos de 30 dias sofrem tributação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Além disso, fique atento à marcação a mercado: a rentabilidade é garantida no vencimento, mas resgates antecipados podem apresentar oscilação.

Em relação ao Imposto de Renda, a tributação se dá pela tabela regressiva de IR. Então quanto maior for o tempo de aplicação, menor é a alíquota. No geral, investimentos a partir de 720 dias pagam a menor tarifa, que é de 15%.

CDB

É indispensável citar o Certificado de Depósito Bancário (CDB) em um conteúdo sobre os mais populares títulos de renda fixa. Ele é uma aplicação emitida por instituições financeiras, como os bancos de diversos portes.

Nesse caso, os títulos são emitidos para que haja a captação de recursos para financiar as operações para os clientes, como empréstimos e financiamentos. Em troca, há o pagamento de uma taxa de juros na forma de rentabilidade para o investidor.

Apesar de ser emitido por bancos e instituições financeiras, os investimentos em CDBs, assim como as demais aplicações de renda fixa, podem ser feitos em corretoras de valores. Nelas, você tem acesso a produtos de diversos emissores.

O retorno dos CDBs pode acontecer de duas maneiras: prefixada ou pós-fixada. No primeiro caso, a taxa é definida desde o começo da aplicação. No segundo, o rendimento costuma estar atrelado a uma porcentagem do CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

Normalmente, os rendimentos estão ligados ao porte das instituições — e, com isso, ao risco que elas apresentam. Instituições mais sólidas podem oferecer maior segurança e pagar taxas menores. Enquanto isso, instituições menores ou com menos tradição no mercado costumam oferecer maior rentabilidade.

Essa é uma alternativa que conta com a proteção do FGC e pode apresentar liquidez e investimentos mínimos variados. Em relação à tributação, há a cobrança de IR segundo a tabela regressiva.

LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) são dois títulos de renda fixa que têm lastro no mercado de imóveis e de agronegócio, respectivamente. Elas têm funcionamento semelhante ao CDB.

O mais comum é que as alternativas rendam de acordo com o CDI. Um dos motivos que tornam os investimentos mais atraentes é a isenção de Imposto de Renda. Com isso, a rentabilidade não é comprometida pelo pagamento de impostos.

Por outro lado, é preciso considerar que a liquidez costuma ser mais baixa. Em geral, o resgate só pode acontecer no vencimento. Além disso, o investimento mínimo exigido também pode ser maior.

CRI e CRA

Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e do Agronegócio (CRA) fazem parte do chamado Crédito Privado. São títulos emitidos por securitizadoras, com lastro nos mercados indicados pelo nome.

Basicamente, as instituições desses setores vendem direitos creditórios para as securitizadoras, que disponibilizam os títulos para os investidores. Assim, a empresa recebe à vista os valores de um financiamento imobiliário, por exemplo.

A rentabilidade pode ser prefixada ou pós-fixada. Esses títulos também são isentos de Imposto de Renda, o que pode torná-los mais atraentes. Contudo, a escolha normalmente tem baixa liquidez no mercado e não conta com proteção do FGC.

Debêntures

Para completar a lista de quais são os mais populares títulos de renda fixa, é preciso falar sobre as Debêntures. Elas são títulos de dívidas de empresas privadas, que fazem a emissão para captar recursos para investimento ou pagamento de dívidas, por exemplo.

A grande vantagem para a empresa é que o valor pago a quem investe é menor do que as taxas de juros cobradas em empréstimos nos bancos. Assim, a companhia consegue obter dinheiro mais barato para solucionar problemas ou concretizar seus planos de crescimento.

Por lei, as Debêntures só podem ser emitidas por sociedades anônimas de capital aberto. Quanto ao pagamento oferecido ao investidor, ele pode ser prefixado ou ser atrelado a algum indicador, como a Selic ou o CDI.

A liquidez costuma ser reduzida nessa modalidade, de modo que o valor só pode ser resgatado no prazo específico. Quanto à tributação, as Debêntures comuns são tributadas pela tabela regressiva de IR. No entanto, as debêntures incentivadas são isentas de imposto.

Um ponto de atenção sobre esses títulos é que eles não têm proteção do FGC. Por isso, a escolha da empresa emissora deve ser criteriosa, de acordo com o seu perfil e os seus interesses. Afinal, o risco de crédito costuma ser maior.

Agora, você já conhece quais são os mais populares títulos da renda fixa e viu suas características principais. A partir disso, será mais fácil avaliar e escolher as alternativas ideais para atender às necessidades do seu patrimônio!

Se quiser mais conhecimento para colocar em prática, curta nossa página no Facebook e siga o nosso perfil no Instagram!

Relacionados

O que é direito de subscrição e para que serve?

O mercado financeiro oferece diversas oportunidades para investidores ampliarem seu patrimônio e rentabilizarem seu portfólio. Afinal, é possível valorizar seus investimentos [...]

Guide Investimentos - 27/05/2022

5 conceitos importantes que todo investidor iniciante precisa entender

Os brasileiros estão começando a investir mais. Pesquisa recente divulgada pela B3 mostrou que a quantidade de investidores chegou a 4,3 [...]

B3 - A Bolsa do Brasil - 25/05/2022

4 Tipos de debêntures que vale a pena conhecer!

Se você deseja diversificar sua carteira de investimentos sem precisar sair da renda fixa, vale a pena conhecer os diferentes tipos [...]

Guide Investimentos - 24/05/2022
Logo o guia financeiro

Entrar

Como deseja continuar?

Abra sua conta

Preencha os campos abaixo
ou use uma das opções