Você sabe calcular o rendimento da poupança?

A poupança é o investimento preferido dos brasileiros. Segundo uma pesquisa realizada pela Sociedade de Proteção ao Crédito (SPC), 6 em cada 10 pessoas que poupam escolhem a caderneta para aplicar os recursos. No entanto, muita gente não sabe calcular o rendimento da poupança.

O que veremos neste artigo?
Como calcular o rendimento da poupança?
Qual é o rendimento mensal da poupança?
Como funciona o rendimento da poupança?
Quais são as vantagens da poupança?
Quais são as desvantagens da poupança?
Quais são as alternativas à poupança?

Somente ao entender qual é o potencial de ganhos no ano é possível determinar se ela é uma escolha conveniente para a sua carteira de investimentos. O cálculo também é uma forma de comparar com mais eficiência o potencial de ganhos entre as escolhas do mercado.

A seguir, você verá como calcular o rendimento da poupança e entenderá como funciona o lucro oferecido por ela. Confira!

Como calcular o rendimento da poupança?

Para começar, convém entender que o rendimento da poupança não é fixo e costuma variar com as condições do cenário econômico. Além disso, o cálculo pode ser feito de duas maneiras, a depender da regra vigente.

A seguir, veja quando usar a fórmula de cada regra e como elas funcionam:

Selic acima de 8,5% ao ano

Uma das regras do cálculo do rendimento da poupança prevê como será o retorno quando a taxa Selic fica acima de 8,5% ao ano. Nesse caso, o rendimento será de 0,5% ao mês, mais o valor da taxa referencial (TR).

Selic igual ou menor a 8,5% ao ano

A outra regra acontece quando a taxa Selic é igual ou menor a 8,5% ao ano. Então, o rendimento da poupança é diferente. Em uma situação do tipo, o retorno é dado por 70% da Selic mais TR.

Assim, para saber quanto a poupança rende, você precisa conferir o valor da Selic. Entre 2017 e 2020, ela vem mantendo patamares abaixo de 8,5%.

Qual é o rendimento mensal da poupança?

Agora que você sabe o que fazer para calcular o rendimento da poupança, vale a pena entender como os valores funcionam na prática. Desse modo, é possível saber qual é o rendimento da caderneta hoje e qual é o potencial de ganhos no mês.

Para começar, é necessário saber quais são as taxas que vamos utilizar. Nosso exemplo considera a Selic em outubro de 2020 — 2% ao ano. No período, a taxa estava no seu menor valor da história – exercendo influência direta no rendimento da poupança.

Como você viu, vale a segunda regra. Ou seja, o rendimento é de 70% da Selic mais a TR. Então, no exemplo que estamos usando, o rendimento anual é de 1,4% ao ano, uma vez que a TR está zerada desde 2017.

Com o número, o rendimento mensal da poupança acaba sendo de cerca de 0,11%. Diante de tais condições, um aporte de R$ 1000,00 lhe geraria, em um ano, um total investido de R$ 1014,00. Em um mês, a variação elevaria o montante apenas para cerca de R$ 1001,10.

Como funciona o rendimento da poupança?

Tão importante quanto calcular o rendimento da poupança é saber como a rentabilidade se consolida. No caso da caderneta de poupança, há uma dependência do que é conhecido como aniversário da poupança.

A ideia é de que o retorno acumulado no mês só é repassado após 30 dias, contados a partir do depósito. Então, apesar de a alternativa ter liquidez diária, você perderá os juros da poupança se retirar os valores antes de um mês.

Isto é, um saque feito depois de 29 dias não terá rendido nada para o investidor. A lógica é diferente de outros tipos de investimento — que podem acumular ganhos diariamente, de maneira proporcional.

Quais são as vantagens e as desvantagens da poupança?

Vale destacar que um investimento não é formado apenas pelo seu retorno. Então, é importante pensar na poupança de forma completa para entendê-la melhor. Será que, mesmo com rendimentos baixos, ela pode ser vantajosa?

O ideal para decidir é avaliar seus pontos positivos e os negativos. Falando das vantagens, você pode observar algumas questões a seguir:

Liquidez diária

Um dos motivos que tornam a poupança tão popular é o fato de ela permitir que o saque seja realizado em qualquer momento. Isso não se repete em algumas alternativas de investimento, o que pode ser um problema para quem busca ter mais flexibilidade para usar o dinheiro.

Não há período mínimo de aporte do dinheiro e o valor é liberado para uso na conta de forma rápida. Em caso de emergências, por exemplo, não é necessário esperar. Mas lembre-se de que, dependendo da data do resgate, você pode não ter nenhum rendimento com a quantia investida.

Segurança

Além da capacidade de sacar a qualquer tempo, a segurança é um fator importante para os investidores que escolhem a caderneta. Por se tratar de um investimento da renda fixa, é possível conhecer como será feita a remuneração ao longo do tempo.

A estabilidade no funcionamento oferece segurança, já que o valor investido não é colocado em risco. O fácil acesso aos recursos também dá tranquilidade para investidores conservadores, principalmente.

Facilidade de aporte

Outro fator positivo é que abrir uma poupança e aplicar os recursos costuma ser simples. O processo só exige a abertura da conta em si. Depois, é possível fazer aplicação por depósitos ou transferência bancária — inclusive, de terceiros.

Essa parece ser uma questão especialmente atraente para quem não tem muita experiência no mercado financeiro. Ainda assim, vale lembrar que muitas alternativas também têm funcionamento simples.

Quais são as desvantagens?

Ao mesmo tempo, podemos dizer que há algumas desvantagens na poupança que não podem ser ignoradas. Conheça as principais a seguir:

Baixa rentabilidade

Em momentos em que a taxa Selic está mais elevada, a poupança já não tem um rendimento muito atrativo, comparado com outras opções. Diante da baixa histórica da taxa de juros da economia, o retorno fica ainda mais comprometido.

Como você conferiu, hoje o rendimento da poupança gira em torno de 0,11% por mês. E o resultado pode ser considerado baixo quando o objetivo é fazer o patrimônio crescer. Em muitos casos, a rentabilidade não supera nem mesmo o aumento de preços no país.

Perda para a inflação

Você sabia que é possível perder dinheiro na poupança? O investidor não verá o valor aplicado na caderneta diminuir, mas o poder de compra da quantia pode ser reduzido. Isso porque, em determinados cenários, a taxa de juros fica menor que o IPCA.

Ou seja, a poupança pode perder para a inflação. Na prática, o dinheiro colocado nela poderá comprar menos coisas ao longo do tempo. Trata-se de um ponto bastante negativo, pois há uma “corrosão” do valor do dinheiro, o que prejudica seu patrimônio.

Pagamento de juros no aniversário de depósito

O fato do rendimento da poupança só ser pago no aniversário de depósito é mais uma desvantagem. Como dissemos, é algo que a torna menos atraente. Afinal, faz com que você saque um valor que não está corrigido nem de forma parcial.

Há alternativas no mercado que são tão seguras quando a poupança e oferecem correções diárias – como o Tesouro Selic. Assim, saques com menos de 30 dias já teriam alguma rentabilidade.

Alto custo de oportunidade

Ao calcular o rendimento da poupança hoje, fica ainda mais clara a diferença dela para outras possibilidades da renda fixa. Em termos de segurança e liquidez, há oportunidades equivalentes, mas com retorno melhor.

Então, manter o seu dinheiro na poupança pode ser mais caro do que parece. O motivo é o alto custo de oportunidade, pois os recursos poderiam ser aplicados de uma forma mais vantajosa.

Quais são as alternativas à poupança?

Como calcular o rendimento da poupança? - imagem de um porquinho de cofrinho com uma calculadora ao lado e uma prancheta embaixo

Como você já aprendeu a calcular o rendimento da poupança, provavelmente notou que o valor pode não ser tão interessante. Para superá-lo, é possível recorrer a alternativas de investimentos.

Há escolhas que são tão seguras quanto a poupança e que rendem mais, por exemplo. Também há alternativas para quem deseja tomar mais risco, diversificar a carreira e aumentar o potencial de ganhos.

A seguir, veja como funcionam algumas das principais possibilidades e entenda o que elas têm a oferecer!

CDB

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um título da renda fixa que está ligado a instituições financeiras. Ele prevê a captação de recursos e, em troca, há o pagamento de juros para o investidor.

Há três tipos principais:

  • CDB prefixado: o título tem uma rentabilidade fixa, que é definida desde o início;
  • CDB pós-fixado: o retorno do título acompanha um indicador de referência, sendo o CDI o mais comum;
  • CDB híbrido: embora seja menos comum, é uma alternativa em que há uma taxa fixa acrescida de um indicador variável.

Geralmente, o retorno está associado ao nível de risco do título e à liquidez. Ou seja, bancos pequenos e médios apresentam mais risco e tendem a oferecer taxas maiores. Da mesma forma, prazos mais longos com menor liquidez também costumam remunerar mais.

Vale destacar que há uma segurança a mais. Trata-se da cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Em caso de falência da instituição, por exemplo, o FGC devolve ao investidor até R$ 250 mil, por CPF e por instituição financeira — com limite global de R$ 1 milhão a cada 4 anos.

Títulos do Tesouro

Os títulos do Tesouro Nacional são escolhas da renda fixa, assim como o CDB. A principal diferença é que se trata de um título público, emitido pelo governo para captar recursos para financiar seus programas e investimentos.

Para atender a diferentes perfis de investidor e objetivos, há mais de um título disponível. Veja quais são os principais:

  • Tesouro prefixado: os títulos têm uma taxa fixa;
  • Tesouro Selic: o rendimento é atrelado à taxa básica de juros da economia (remunerando a 100% da Selic);
  • Tesouro IPCA+: rende de acordo com o índice de inflação, apresentando também uma taxa prefixada.

Apesar de não ter cobertura do FGC, os títulos públicos têm um perfil de risco mais baixo. Isso porque as aplicações atreladas ao Governo são consideradas as mais seguras de um país.

Em relação à liquidez, o governo garante a recompra dos títulos antes do prazo. Contudo, eles podem estar valendo menos do que a taxa contratada. Sobre a tributação, ela segue a tabela regressiva de Imposto de Renda, como o CDB.

LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) são títulos de renda fixa ligados a esses mercados específicos. A captação de recursos acontece mediante o aporte dos investidores, que são remunerados por uma taxa de juros.

É comum encontrar LCI e LCA pós-fixadas, com rendimento atrelado ao CDI. Elas funcionam de maneira semelhante ao CDB, mas normalmente têm menos liquidez e exige aportes mínimos mais altos.

Por outro lado, pode ser uma alternativa interessante para quem valoriza a poupança por conta da tributação. Assim como a caderneta, a LCI e a LCA são escolhas isentas de IR. No quesito segurança, elas também contam com a cobertura do FGC.

Bolsa de valores

Se você estiver disposto a correr um pouco mais de riscos ou mesmo se quiser diversificar a carteira, é possível pensar na bolsa de valores. Nesse ambiente de negociação, há vários tipos de investimento da renda variável.

O ideal é escolher de acordo com o seu perfil de investidor. O investimento em Ações, por exemplo, consiste na aquisição do direito de participar dos resultados de uma determinada empresa. É possível obter rentabilidade pelo pagamento de dividendos ou pela valorização das Ações.

Também é possível investir nos chamados Fundos de Investimento Imobiliário (FII). Eles são negociados na Bolsa a partir de cotas que formam o patrimônio do fundo. Os investimentos são feitos por um gestor profissional.

Além das alternativas apresentadas, é possível encontrar, ainda, os ETFs na bolsa de valores. Eles são fundos que acompanham índices de referência. O indicador é utilizado para definir quais e quantas Ações serão adquiridas pelo fundo, por exemplo.

Ao conhecer as alternativas, tanto de renda fixa quanto de renda variável, você precisa considerar seus objetivos antes de investir. Assim, será mais fácil adequar as escolhas ao seu perfil de risco e selecionar investimentos adequados.

Depois de aprender a calcular o rendimento da poupança, você provavelmente notou que ela pode não ser a melhor escolha para você, certo? Por outro lado, há diversas alternativas para compor uma carteira diversificada, alinhada ao seu perfil e capaz de ajudar na conquista das suas metas!

Para conhecer o que outras possibilidades de investimento têm a lhe oferecer, abra sua conta na Guide e aproveite as oportunidades do mercado!

Relacionados

O que é uma oferta pública de Ações (IPO)?

Você já se perguntou o que é oferta pública de Ações ou IPO? Quando se pensa em investir em Ações ou [...]

Guide Investimentos - 30/11/2020

5 Investimentos de liquidez diária que você deve conhecer

Os investimentos com liquidez diária trazem vantagens interessantes para os investidores que precisam de dinheiro disponível a qualquer momento. Afinal, nem [...]

Guide Investimentos - 26/11/2020

Confira o que são os fundos de debêntures incentivadas e se ainda vale a pena investir

A renda fixa, mesmo tendo ativos considerados mais seguros, é possível que, em situações adversas de mercado, também passe por situações [...]

Syntax Finance - 26/11/2020

Entrar

Como deseja continuar?

Abra sua conta

Preencha os campos abaixo
ou use uma das opções