Você conhece as empresas de tecnologia listadas na bolsa?

Tempo de leitura: 11 minutos

O surgimento e o crescimento de negócios ligados à tecnologia se refletem também nas alternativas de investimento. Um exemplo disso é o mercado brasileiro, que passou a ter mais ações de empresas de tecnologia listadas na bolsa de valores.

Portanto, caso você tenha interesse no segmento, é interessante conhecer as oportunidades disponíveis para avaliá-las de maneira completa. Isso permitirá que você tome decisões de modo informado sobre a aquisição ou não de papéis desse setor.

Para aumentar seus conhecimentos sobre essa área, veja quais são as empresas de tecnologia listadas na bolsa brasileira!

O que você verá neste artigo:

Quais são as empresas de tecnologia que estão na bolsa brasileira?
Essas são as únicas alternativas de tecnologia na B3?
Vale a pena investir em ações de tecnologia?

Quais são as empresas de tecnologia que estão na bolsa brasileira?

Dentro do segmento de tecnologia, há empresas de diversos tamanhos e com propostas distintas. A classificação da bolsa de valores brasileira (B3) é composta tanto por companhias que existem há décadas quanto por negócios recentes, por exemplo.

Além disso, as soluções de empresas da área não se limitam a softwares para os diversos setores da economia. Também há empresas que disponibilizam serviços para o cliente final, bem como fabricantes de componentes e equipamentos.

Quer saber mais sobre as companhias negociadas? A seguir, conheça os principais nomes de tecnologia na bolsa brasileira e a atuação de cada uma delas!

Bemobi

A Bemobi foi fundada oficialmente em 2009, mas era parte da M4U, que foi vendida para a Cielo naquele ano. Com a mudança, a empresa passou a focar na distribuição de serviços e soluções móveis, como games e aplicativos diversos.

A oferta pública inicial (IPO) da Bemobi aconteceu em fevereiro de 2021 e movimentou R$ 1,26 bilhão. Os recursos foram usados para quitar compromissos financeiros, com uma margem significativa para o caixa da empresa e para novos projetos.

Intelbras

A Intelbras (INTB3) foi fundada em 1976 e é uma empresa focada na área de tecnologia de comunicação e rede. Ela também desenvolve soluções voltadas para a segurança. Assim, além de placas de rede e recursos de conexão, ela trabalha com equipamentos de vigilância e de automação.

O IPO aconteceu em fevereiro de 2021 e movimentou R$ 1,3 bilhão. Segundo o prospecto, o objetivo era captar recursos para expandir a capacidade industrial, apoiar o desenvolvimento de soluções e expandir os canais de venda.

Linx

Fundada em 1985, a Linx (LINX3) é uma empresa de software especializada em desenvolver soluções para o varejo do Brasil e da América Latina. O IPO da Linx aconteceu em fevereiro de 2013 e captou R$ 251 milhões.

Até aquele momento, essa foi a 5ª maior estreia da bolsa. A captação buscou fortalecer o caixa da empresa, apoiando iniciativas futuras. Em agosto de 2020, a Linx foi vendida para a Stone, mas teve sua estrutura independente mantida e continuou a ser negociada na B3.

Locaweb

A Locaweb (LWSA3) foi criada em 1997 e se consagrou como uma empresa de hospedagem de sites e registro de domínios nacionais e internacionais. Diante da transformação digital, a companhia também passou a atuar com computação em nuvem.

O IPO da empresa aconteceu em fevereiro de 2020, pouco antes dos impactos causados pela pandemia daquele ano. No total, o lançamento movimentou R$ 2,7 bilhões.

O principal objetivo da abertura de capital era levantar recursos para adquirir outros negócios. Pouco após a estreia, a marca comprou, ao menos, outras 10 empresas.

Meliuz

A Meliuz (CASH3) surgiu como uma startup e foi criada em 2011. A empresa conta com uma plataforma que apresenta cupons de varejistas parceiros e oferece parte do preço da compra de volta para o cliente — uma modalidade conhecida como cashback.

O IPO da Meliuz foi realizado em novembro de 2020 e a empresa captou R$ 661 milhões. O objetivo principal foi levantar recursos para o caixa. Após a abertura de capital, a compra da plataforma internacional Picodi foi uma das primeiras decisões da companhia.

Mosaico

A Mosaico (MOSI3) foi fundada em 2010 e atua como uma plataforma de conteúdo com foco especial na comparação de preços. Vale saber que a companhia é detentora de marcas como Buscapé, Bondfaro e Zoom.

A empresa realizou a abertura de capital em fevereiro de 2021 e movimentou R$ 1,2 bilhão. Entre os objetivos para a captação financeira, estavam quitar dívidas, expandir a presença em segmentos e trazer novos parceiros e modalidades de venda, além do e-commerce nacional.

Neogrid

A Neogrid (NGRD3) foi criada em 1999 e atua no desenvolvimento de software e outras soluções para a cadeia de suprimentos. Além de trazer alternativas para o varejo, ela apresenta oportunidades para a indústria e para diversos segmentos que vão do agronegócio ao setor de moda.

O IPO da Neogrid aconteceu em dezembro de 2020, próximo ao final do ano. No total, captou R$ 486 milhões e definiu o caixa da empresa como destino da maior parte dos recursos.

Logo após a estreia na bolsa, a Neogrid fez sua primeira aquisição como parte do plano de expandir a atuação por meio da compra de outras companhias.

Positivo

A Positivo Tecnologia (POSI3) foi criada em 1989. Está entre as empresas de tecnologia na bolsa de valores porque é especializada na fabricação de componentes de informática. Ela trabalha com produtos que vão desde computadores e notebooks a equipamentos de automação residencial e comercial.

A estreia na B3 aconteceu em dezembro de 2006 e obteve R$ 604 milhões. Em 2020, o negócio realizou um follow on — uma nova emissão de ações — e captou R$ 353 milhões.

Segundo o prospecto, essa segunda captação buscou reforçar a estrutura financeira da empresa e abrir espaço para outras soluções. Entre elas, foram citadas mais contratos com instituições públicas ou disponibilização do parque tecnológico de forma flexível.

Sinqia

A Sinqia (SQIA3) foi criada em 1996 e tem por objetivo desenvolver e oferecer softwares para empresas de diversos segmentos. O destaque em sua atuação é o setor financeiro.

Porém, a empresa também foca na segurança da informação e na terceirização (outsourcing) de profissionais de tecnologia para negócios interessados.

Em relação ao IPO, ele aconteceu em março de 2013, quando a Sinqia captou R$ 39 milhões. A ideia era usar o dinheiro para adquirir outras empresas e oferecer mais soluções aos clientes. Em 2014, tornou-se a principal fornecedora de soluções para o mercado financeiro.

Totvs

A Totvs (TOTS3) foi criada em 1969 e desde sua fundação esteve ligada à incorporação de tecnologia ao processo de gerenciamento de empresas. Com o passar das décadas, passou a focar em desenvolver soluções de gestão empresarial para empreendimentos de todos os tipos.

A estreia na bolsa da Totvs aconteceu em março de 2006, quando captou R$ 460 milhões. Foi uma das primeiras companhias de tecnologia a fazer a abertura de capital na B3.

Em maio de 2019, a Totvs fez uma nova emissão de ações e captou R$ 1 bilhão. Os recursos foram usados para o desenvolvimento de soluções e para aquisições. Em 2021, a companhia adquiriu a RD Station por R$ 1,86 bilhão.

Valid Certificadora Digital

A Valid Certificadora Digital (VLID3) foi criada em 1957 com atuação direcionada para soluções de impressão visando garantir a autenticidade dos documentos. Com o passar dos anos, mudou de nome e passou a focar na emissão de cartões.

A partir de 2010, quando deixou de se chamar ABnote e se tornou Valid, começou a atuar com validação de identidade, certificação digital, meios de pagamento e telecomunicação.

O IPO da Valid foi realizado em abril de 2006 e captou R$ 480 milhões. Os recursos obtidos serviram, principalmente, para apoiar o desenvolvimento de novos serviços e de novas soluções.

Pela classificação da B3, outras ações ainda compõem o setor de tecnologia, como o bazar online Enjoei e os e-commerces Westwing e Mobly. Porém, ao contrário das outras empresas, não são focadas no desenvolvimento de soluções ou softwares e, sim, em vendas pelo ambiente digital.

Essas são as únicas alternativas de tecnologia na B3?

De 2006 e 2020, a B3 contava apenas com 4 empresas de tecnologia listadas. Com os IPOs realizados naquele ano, a lista mais que triplicou de tamanho e você conferiu os principais nomes que a compõem.

No entanto, essas não são as únicas formas de investir em tecnologia pela B3. Também existe a chance de alocar recursos nos brazilian depositary receipts (BDRs) — ou certificados de depósito de valores mobiliários.

Eles são criados por uma instituição depositária, que adquire os ativos no mercado internacional. No caso, é possível que eles sejam atrelados a ações, fundos de índice (ETFs) ou títulos. Depois, ela emite um certificado com lastro nos ativos e negocia o investimento na bolsa brasileira.

Em 2021, a B3 contava com diversos BDRs ligados a empresas de tecnologia, como o BDR da Amazon, a maior varejista do mundo e responsável por oferecer soluções digitais variadas. Além disso, há empresas brasileiras que abriram seu capital no exterior e lançaram BDRs no mercado nacional.

É o caso do PagSeguro, serviço de pagamento do Grupo UOL, que fez sua estreia na bolsa nos Estados Unidos. Com os BDRs, portanto, tornou possível investir em empresas tecnologia listadas no exterior — inclusive brasileiras — a partir do mercado nacional.

Porém, é importante reforçar que essas não são companhias disponíveis diretamente na bolsa brasileira. O investimento só pode ser feito de modo indireto, o que exige atenção às características específicas da alternativa na tomada de decisão.

Vale a pena investir em ações de tecnologia?

O número de IPOs ligados ao segmento de tecnologia ajuda a demonstrar que o setor está avançando no Brasil. Guardadas as devidas proporções, o setor também está se desenvolvendo em bolsas no exterior, com destaque para os Estados Unidos.

Considerando as perspectivas para o segmento, muitos investidores têm buscado oportunidades de tecnologia para fazer o investimento em ações. Porém, antes de decidir alocar os recursos no segmento, é crucial entender se a escolha faz sentido para você.

Afinal, não basta se basear nas perspectivas gerais — é preciso pensar de modo personalizado para a sua carteira. Na sequência, veja o que analisar para definir se vale a pena investir nas empresas de tecnologia na bolsa brasileira!

Identifique seu perfil de investidor

O investimento em ações, independentemente do setor, exige um nível maior de tolerância a riscos e à volatilidade. Sendo assim, o seu perfil de investidor deve ser condizente com essa característica. Em geral, investidores moderados e arrojados tendem a suportar melhor os movimentos do mercado.

Após avaliar se o investimento em ações é adequado para você, também faz sentido compreender se a área de tecnologia é a mais indicada. Há tanto empresas consolidadas há muitas décadas quanto negócios novos, que podem apresentar mais riscos e um alto potencial de crescimento.

Pondere sobre as oportunidades que cada companhia proporciona e veja se elas são condizentes com o risco que você está disposto a assumir.

Pense nos seus objetivos financeiros

Ao considerar os objetivos financeiros, o mercado de ações costuma exigir disposição para alocar recursos no longo prazo. Afinal, um tempo maior permite diluir os riscos ao diminuir os impactos da volatilidade.

Porém, você também deve pensar em outros interesses relacionados à sua estratégia. Empresas de tecnologia, normalmente, fazem investimentos constantes para se manterem atualizadas e relevantes. Por isso, podem não ser as melhores pagadoras de dividendos.

Isso também vale para empresas menores, que buscam se consolidar ou que ainda têm dificuldades para gerar lucros. Então, por exemplo, se o seu objetivo for obter uma renda passiva considerável por meio dos proventos, pode ser mais interessante buscar outro segmento.

Faça a análise de fundamentos da empresa

Caso decida que o investimento em empresas de tecnologia listadas na bolsa é adequado às suas necessidades, será necessário avaliar os negócios para encontrar boas oportunidades. Nesse caso, o recomendado é fazer uma análise fundamentalista.

Utilize os indicadores fundamentalistas para reconhecer a situação da empresa e suas perspectivas econômicas, financeiras e mercadológicas. Assim, você conseguirá identificar se o investimento em longo prazo tende a ser vantajoso.

Diversifique a sua carteira de ações

O investimento em ações pode ajudar a diversificar o risco geral do seu portfólio. Porém, ao investir nesses papéis, também é preciso ter cuidado para evitar a concentração de recursos. Então, em vez de alocar todo seu dinheiro em uma só companhia ou setor, considere diversificar.

Desse modo, ter uma carteira de ações diversificada reduz os riscos envolvidos e pode ajudá-lo a aproveitar melhor as oportunidades do mercado.

Agora que conhece as empresas de tecnologia listadas na bolsa, não se esqueça de avaliar se investir no setor é adequado para você e suas características. Caso opte por alocar capital nessas companhias, use a análise fundamentalista para basear suas decisões.

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