Três vacinas promissoras que em breve devem chegar ao Brasil

A eclosão da pandemia do Coronavírus deu vez a uma corrida entre países e empresas farmacêuticas para desenvolver uma vacina que susta os efeitos temerosos da covid-19. A medida que o final de 2020 se aproxima, várias terapias virais avançam em rumo a etapa final (III) dos seus testes clínicos. O quadro desafiador da epidemia brasileira tornou o Brasil um dos locais mais propícios para a realização destes testes em massa e, em breve, deve fazer do país um dos mercados mais disputados pelos fabricantes de inoculações. O que segue, é um breve resumo dos mais recentes desenvolvimentos de três vacinas promissoras que podem aterrissar no Brasil na virada do ano.

Nome: Coronavac
País de origem: China
Laboratório: Sinovac/ Instituto Butantã
Fase de testagem: III

 O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), acaba de realizar (24/09) uma coletiva, com a participação dos cientistas responsáveis pelo desenvolvimento da vacina chinesa, para divulgar o resultado de testes realizados com 50 mil voluntários na China que foram inoculados com a Coronavac.

 Segundo o laboratório Sinovac, 94,7% das pessoas que receberam a vacina não sofreram qualquer tipo de efeito adverso. Entre os 5,3% que relataram efeitos colaterais, a grande maioria relatou sintomas amenos, como dores no braço, fadiga e febre moderada. Em relação a efetividade da inoculação, quase 99% dos pacientes que receberam a vacina apresentaram resposta imunológica (imunidade ao coronavírus).

 Segundo o governador João Doria, 46 milhões de doses devem chegar ao Brasil em dezembro, período durante qual profissionais da saúde do estado começarão a ser vacinados contra a covid-19. Até o final de fevereiro, o total de doses da Coronavac (60 milhões) disponíveis no Brasil deve ser o suficiente para imunizar toda a população paulista. João Doria também divulgou que discute a compra de 40 milhões de doses adicionais com o Ministério da Saúde que seriam destinados a brasileiros de outros estados.

Nome: Sputnik V
País de origem: Rússia
Laboratório: Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya
Fase de testagem: III

A vacina russa, cujo o nome remete a vitória na corrida para alcançar o Espaço do final da década de 50, se tornou alvo de grande ceticismo após um anúncio no dia 13/07. O  Presidente russo, Vladimir Putin, celebrou o fato da terapia viral se tornar a primeira a receber permissão regulatória de um país – mesmos sem ter concluído os testes em massa que ocorrem durante a etapa final de avaliação clínica . Entre os que já tomaram a vacina, se encontra uma das duas filhas de Putin.

Um estudo publicado no início de setembro pela renomada revista cientifica britânica, The Lancet, confirmou que todos os 76 pacientes que participaram dos testes preliminares russos desenvolveram anticorpos e não apresentaram sintomas sérios.  A chancela britânica ajudou a aliviar boa parte da desconfiança que pairava sobre o antiviral russo.

Aqui no Brasil, os estados do Paraná e da Bahia anunciaram intenção de realizar testes com a Sputnik V em território nacional. O estado do Rio de Janeiro também pretende iniciar negociações para importar a vacina para os moradores do estado fluminense. Um fundo de investimentos diretos russo já anunciou que pelo menos 50 milhões de doses do antiviral devem ser vendidas ao Brasil.

Nome: Ad26.COV2.S
País de origem: EUA
Laboratório: Janssen Pharmaceuticals (Johnson & Johnson)
Fase de testagem: III

O gigante da indústria farmacêutica, Johnson & Johnson, acaba de anunciar (23/09) o início da etapa final de testagem do seu antiviral coma participação de 60 mil pacientes. O Brasil se encontra entre os oito países onde os testes devem ser realizados. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já concedeu permissão para a avalição clínica, que deve ser realizada em oito estados brasileiros (Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo), além do Distrito Federal.

A antiviral norte-americana se destaca entre as várias inoculações atualmente sob estudo por ter duas caraterísticas vantajosas. Primeiro, o produto da Johnson & Johnson foi projetado para surtir efeito em uma única dose, diferente da maioria das inoculações que podem exigir duas aplicações. Adicionalmente, a vacina é mais favorável de um ponto de visto logístico, já que, diferente de outras terapias virais, esta pode ser armazenada em forma liquida em temperatura de geladeira por até três meses – outras vacinas precisam ser congeladas, em temperaturas muito baixas, até o momento que são aplicadas.

A praticidade de armazenamento e a efetividade da dosagem única podem ser atributos chaves para facilitar a vacinação de populações afastadas de grandes centros urbanos. A Johnson & Johnson já divulgou a intenção de produzir 1 bi de doses das Ad26.COV2.S em 2021.  

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