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Ticker: aprenda a interpretar o código utilizado na bolsa de valores

Tempo de leitura: 10 minutos

A B3 é a bolsa de valores brasileira e apresenta uma grande quantidade de ativos, derivativos e produtos financeiros. Entre ações, cotas de fundo e derivativos, existe um ponto em comum: o ticker.

Esse código deve ser conhecido por qualquer pessoa que deseje operar na bolsa de valores, já que é parte de todas as operações. Por isso, vale a pena entender como ele é composto e também como interpretar as informações que o elemento apresenta.

A seguir, veja quais são os pontos principais sobre o ticker e entenda como ele funciona na bolsa de valores!

O que é o ticker?

O ticker funciona como um código de identificação de um ativo, derivativo ou produto financeiro negociado na bolsa de valores. Ele é composto por letras e números e cada ativo ou derivativo tem um código único.

Em relação à definição, as empresas e os fundos escolhem o próprio código, desde que esteja disponível. Já os tickers dos contratos futuros são padronizados pela B3.

Para que serve o ticker na bolsa de valores?

A principal função de um ticker é oferecer uma identificação única e clara de determinado ativo ou derivativo. Como ele é específico para cada instrumento, permite que os investidores saibam exatamente o que estão negociando.

Portanto, um ticker também tem a função de evitar confusões ou dúvidas a respeito da nomenclatura. Na prática, ele ajuda a oferecer mais dinamismo na negociação, já que pode evitar problemas operacionais na realização de investimentos financeiros ou operações na bolsa.

Por que é importante conhecer?

Como você viu, o ticker tem a função de fornecer uma identificação única para os instrumentos financeiros e ajudar quem opera na bolsa. Conhecê-lo, é uma necessidade, pois o código é indispensável para emitir qualquer ordem na bolsa — e é útil para evitar equívocos.

Ao acessar o home broker da bolsa de valores para comprar ou vender ação, por exemplo, a ordem correspondente deverá ser emitida com o ticker correto. Então saber interpretar esse código permite poupar tempo e prevenir dificuldades na hora de executar operações.

Para operadores de curto e curtíssimo prazo, como day traders, isso pode ser ainda mais importante. Afinal, um pequeno erro operacional pode trazer muito prejuízo. Conhecendo bem os códigos, é possível executar as ordens adequadamente.

O entendimento sobre o ticker também é importante para quem tem uma carteira muito diversa e com uma grande quantidade de ativos. Diante de tantos códigos, saber encontrar os ativos é relevante no acompanhamento de carteira e na tomada de decisão.

Além disso, entender o ticker é uma forma de compreender melhor as notícias do mercado financeiro. Ao conhecer a composição geral do ticker de ações, por exemplo, é possível acompanhar a carteira do Ibovespa com mais facilidade.

Como funciona o ticker no mercado à vista da bolsa de valores?

Até aqui, você entendeu o papel do ticker, que é válido em todos os casos. Porém, a maneira como ele é composto depende dos ambientes de negociação e também dos ativos, derivativos e produtos financeiros.

No caso do mercado à vista, existem quatro tipos principais de instrumentos financeiros que têm regras diferentes de nomenclatura. Veja como funcionam!

Ações

O ticker no mercado de ações é composto por 4 letras seguidas por um ou dois números, dependendo do tipo de papel. Isso é importante porque as ações podem ser ordinárias ou preferenciais.

Além disso, o mercado prevê a negociação de direitos de subscrição, classes preferenciais diferentes, recibos de subscrição e units. Cada classificação apresenta um número, como você confere abaixo:

  • 1: direito de subscrição de ações ordinárias;
  • 2: direito de subscrição de ações preferenciais;
  • 3: ação ordinária;
  • 4: ação preferencial;
  • 5: ação preferencial de classe A;
  • 6: ação preferencial de classe B;
  • 7: ação preferencial de classe C;
  • 8: ação preferencial de classe D;
  • 9: recibo de subscrição de ações ordinárias;
  • 10: recibo de subscrição de ações preferenciais;
  • 11: unit.

Como exemplo, considere as ações da Petrobras. O ticker PETR3 faz referência às ações ordinárias (ON) da companhia, enquanto o PETR4 faz referência às ações preferenciais. Em outro exemplo, o código BIDI11 representa as units do Banco Inter.

Ainda sobre as ações, vale a pena conhecer as diferenças para o mercado fracionário. Nesse ambiente, é possível comprar ações em quantidades diferentes do lote padrão. Para identificar esse tipo de negociação, há um F após a sequência de letras e números do ticker.

FIIs

Os fundos de investimento imobiliário (FIIs) estão entre os fundos que têm suas cotas negociadas na bolsa de valores. Nesse caso, o ticker também é composto por quatro letras, que são seguidas pelo código 11 ao final.

Vale notar que não existem diferenças no código de identificação de um fundo de tijolo para um fundo de papel ou para um fundo de fundo, por exemplo. A identificação do ticker é o primeiro passo para poder acessar outras informações sobre o veículo de interesse.

ETFs

Assim como FIIs, os fundos de índice (ETFs) são negociados na bolsa de valores. O ticker do ETF também é composto por uma sequência de quatro letras com o código 11 ao final.

Não há como diferenciar os tipos de ETF somente pelo código, que é único para esse tipo de veículo. Novamente, é preciso conferir as informações específicas de cada fundo para ter certeza antes de emitir a ordem de compra ou de venda.

BDR

Os certificados de depósito de valor mobiliário (BDRs) aparecem na bolsa de valores com regras de nomenclatura semelhantes aos ETFs e FIIs. Com isso, diversos BDRs têm uma sequência de quatro letras e o código 11 em seguida.

Porém, também existem alternativas que trazem códigos diferentes ao final. Veja quais são as classificações para considerar:

  • 32: BDR Patrocinado de Nível II;
  • 33: BDR Patrocinado de Nível III;
  • 34: BDR Não Patrocinado de Nível I;
  • 35: BDR Não Patrocinado de Nível I;
  • 39: BDR de ETF.

Como exemplo, existem os BDRs GOOG34 e APPL34. Eles são de ações do Google e da Apple, respectivamente. Já o ticker BIVB39 faz referência a ao BDR com lastro nas cotas de um ETF de ações que replica a carteira do índice S&P 500.

Como funciona o ticker nos diferentes ambientes de negociação?

Além do mercado à vista, a bolsa de valores conta com outras possibilidades de negociação. Os tickers também apresentam características específicas em cada ambiente. Então é preciso conhecer quais são os códigos nos ambientes antes de realizar operações.

Quer saber como os derivativos financeiros são identificados? Veja as características!

Mercado de opções

No mercado de opções, o ticker é composto por três partes principais, nessa ordem:

  • o código de identificação com as letras do ativo de referência;
  • a letra que representa a data de vencimento;
  • o número que faz referência ao strike ou preço de exercício.

Além disso, as opções podem ser de compra (call) ou de venda (put). Assim, as letras do alfabeto são divididas entre elas. Portanto, conferir a letra do vencimento ajuda a reconhecer tanto a data quanto o tipo de opção negociada.

Veja quais são as correspondências nesse mercado:

Opções de compra (call)Opções de venda (put)
A: janeiroM: janeiro
B: fevereiroN: fevereiro
C: marçoO: março
D: abrilP: abril
E: maioQ: maio
F: junhoR: junho
G: julhoS: julho
H: agostoT: agosto
I: setembroU: setembro
J: outubroV: outubro
K: novembroX: novembro
L: dezembroZ: dezembro

No caso do ticker das opções, vale notar que o número final não corresponde, exatamente, ao preço de exercício na data de vencimento. Ele serve mais como elemento de diferenciação entre as alternativas disponíveis.

Mercado futuro

O mercado futuro é formado por derivativos financeiros conhecidos como contratos futuros. Eles têm ticker padronizado pela B3 que são compostos por:

  • três letras que identificam o ativo de referência;
  • uma letra que indica o vencimento;
  • números que apontam o ano de vencimento.

Além dos contratos cheios, existem os minicontratos futuros. Eles correspondem a 1/5 do contrato cheio e apresentam código específico. Em relação à sequência de letras, veja as correspondências principais:

  • BRI: Índice Brasil-50;
  • CAD: dólar canadense;
  • CCM: milho com liquidação financeira;
  • DDI: cupom cambial;
  • DOL: dólar americano comercial;
  • EUR: euro;
  • GBP: libra esterlina;
  • ICF: café arábica;
  • IGM: Índice Geral de Preços do Mercado;
  • IND: Índice Bovespa;
  • ISP: Índice &P 500;
  • ISU: açúcar cristal especial;
  • JPY: iene;
  • OZ1: ouro;
  • SFI: soja com liquidação financeira;
  • WBG: mini boi gordo;
  • WCF: mini café arábica;
  • WDO: mini dólar;
  • WEU: mini euro;
  • WIN: mini Índice Bovespa

Além desses códigos, existem outros que também ficam disponíveis na bolsa. Em relação aos prazos, cada letra representa um mês de vencimento. Confira:

  • F: janeiro;
  • G: fevereiro;
  • H: março;
  • J: abril;
  • K: maio;
  • M: junho;
  • N: julho;
  • Q: agosto;
  • U: setembro;
  • V: outubro;
  • X: novembro;
  • Z: dezembro.

Como um exemplo, considere que um contrato futuro com o ticker WDOJ22 é do tipo mini dólar e tem vencimento em abril de 2022.

Quais são outras informações que o ticker pode oferecer?

Você viu que conferir o ticker pode ajudá-lo a identificar o tipo de ativo ou derivativo, possíveis prazos e preços. Porém, ele carrega mais informações — as quais são acessadas quando você digita o respectivo código no home broker.

Há como conhecer, por exemplo, qual é o preço de mercado, com atualização em tempo real. Digitar o ticker na bolsa também permite ver qual é o volume de negociação e qual é a variação de preço em relação ao início do pregão.

Para códigos que são parecidos, como ETFs e FIIs, o ticker esclarece qual é o item específico. Portanto, não é necessário decorar os códigos e as correspondências, já que você pode acessar informações detalhadas. Mas conhecer o ticker é necessário para buscar essas informações.

Como operar na bolsa de valores?

Agora que você conhece a composição dos tickers e o seu funcionamento, será possível operar na bolsa de valores com mais preparo. Porém, esse é apenas um passo para realizar esse tipo de operação.

A seguir, veja quais são as demais etapas que você também deverá considerar!

Conheça seu perfil de investidor

O primeiro cuidado consiste em reconhecer o seu perfil de investidor. As classificações variam entre conservador, moderado e arrojado. Como a bolsa de valores prevê a negociação na renda variável, ela pode estar mais alinhada com investidores moderados e arrojados.

Entenda quais são seus objetivos financeiros

Operar na bolsa de valores pode ter motivações diferentes. Você pode querer investir para aumentar seu patrimônio ou obter independência financeira, por exemplo. Também pode querer operar derivativos para fazer a proteção de carteira, que é conhecida como hedge.

Já a especulação tem como objetivo aproveitar as oscilações de preço para obter lucro no curto e no curtíssimo prazo. Dependendo dos seus interesses e dos prazos, será necessário operar nos mercados específicos.

Abra conta em uma corretora de valores

O próximo passo inclui a escolha de uma instituição financeira, como uma corretora de valores. É por meio dela que você poderá acessar as oportunidades da bolsa e realizar as negociações.

Por isso, é interessante abrir conta em uma corretora que tenha boa estrutura e que esteja autorizada pelos órgãos reguladores.

Acesse o home broker e emita as ordens

Depois de criar a conta na corretora de valores, é preciso transferir o dinheiro que você deseja operar na B3. A partir disso, é necessário acessar o home broker, onde ficam todos os ativos e derivativos da bolsa.

Nesse ambiente, você poderá avaliar os tickers, pesquisar um código de interesse, expandir as informações e conferir os detalhes. Após confirmar que se trata do instrumento financeiro do seu interesse, é preciso emitir a ordem correspondente à sua estratégia.

Agora você já sabe o que é o ticker, como ele funciona e para que serve. Ao operar na bolsa de valores, é importante considerar todas essas características para fazer operações de maneira confiável em relação aos ativos e derivativos.

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