Democracia e Tesouro Direto

Apesar do significado de democracia ser majoritariamente associado a uma determinada forma de sistema político, é possível encaixar esse termo como sendo algo muito mais amplo, com relação a qualquer situação em que o indivíduo possui, pelo menos, mais do que uma alternativa (real) de escolha. Seguindo essa linha fora das fronteiras do mundo da política, podemos citar a opção de investimento no Tesouro Direto como um bom exemplo de democracia.

Para a esmagadora maioria de especialistas em finanças, a poupança  não é considerada como um investimento, mas apenas como uma forma de poupar dinheiro e formar alguma reserva ao longo do tempo. Não obstante a isso, e por motivos que vão da falta de informação até à comodidade, grande parte da população brasileira ainda insiste em enxergar na caderneta de poupança como uma forma de investimento. Em um contexto antidemocrático, que não ofereça outras escolhas minimamente viáveis – no sentido de serem populares e acessíveis – para investir, a poupança acabaria sendo a única escolha possível. A tradicional alocação brasileira fechou 2019 com um estoque de R$845 bilhões, ainda com captação positiva de R$ 13,3 bilhões.

Mas a opção de investimento no Tesouro Direto torna democrático esse contexto, dado que é uma alternativa (real) de investimento e que pode ser realizada por indivíduos dos mais diferentes perfis socioeconômicos, com acesso, segurança e rendimento que acabam por superar a poupança. Esse é um tipo de investimento que não fica restrito a mega investidores donos de portfólios milionários ou a especialistas em finanças, dado que investir no Tesouro Direto pode ser mais barato do que ir no cinema, podendo ser realizado passo a passo e sem burocracia.

Se pensarmos do ponto de vista de risco, quando pensamos no Tesouro Direto é quase impossível pensarmos numa situação de calote da dívida. Até porque os bancos tem boa parte de seus recursos alocados na dívida do governo e, em caso de não pagamento, todos os outros ativos seriam afetados, como é o caso da poupança. Lembrando que o governo tem a prerrogativa de emitir nova dívida para pagar os juros e principal de dívidas que estão vencendo. Em 2019, devido a queda dos juro básico da economia, o governo economizou quase R$ 100 bilhões com pagamento de juros devidos aos credores.

Dessa forma, o Tesouro Direto, além de outras formas de investimento, traz democracia para o ato de investir. Assim, o “investimento” na poupança é uma questão de escolha e não uma falta de opção. Aqui na Guide, há opção de investimento no Tesouro Direto, nos mais diversos papéis atrelados à dívida do governo (pós, pré e inflação). Em tempos de juros baixos, a renda fixa ainda pode balancear adequadamente a relação risco x retorno das carteiras de investimento.

Especialmente em uma semana como essa, que se encerra com uma das maiores baixas para a renda variável em um longo período de tempo, convém lembrar ainda que, nesta “democratização dos investimentos” que a Selic em 4,25% está nos permitindo, é válido sempre verificar seu perfil de investidor e estar diversificado em seus investimentos – ou, de maneira mais direta, não buscar estar presente apenas nos que “ganharam mais nos últimos tempos”, mas sim no que, em termos gerais, poderá lhe garantir uma segurança maior ao longo do tempo, uma liquidez financeira que lhe permita ter mais sossego ao longo dos anos.

Certamente o Tesouro Direto faz parte do tipo de alocação que te permite este sossego.

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