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Terminei de montar minha reserva de emergência? E agora?

18 de julho de 2022
Escrito por Guide Investimentos
Tempo de leitura: 10 min
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Tempo de leitura: 10 min

Investir seu dinheiro é fundamental para fazê-lo render e trabalhar para você. Porém, antes de aproveitar as diferentes oportunidades do mercado, é indispensável montar a sua reserva de emergência.

Depois que você atingir o valor necessário, é o momento de explorar outros objetivos e as diversas possibilidades do mercado financeiro. Para tanto, vale a pena desenvolver conhecimentos importantes e que terão influência em suas decisões de investimento — o que pode beneficiar a conquista das suas metas.

Para não ter dúvidas sobre os próximos passos, acompanhe este artigo e veja o que fazer ao terminar de montar a sua reserva de emergência!

O que é reserva de emergência e para que serve?

Para começar, vale a pena saber que a reserva de emergência é um dos elementos mais relevantes para qualquer investidor. Ela consiste em um montante financeiro utilizado para cobrir imprevistos que possam surgir ao longo do tempo.

Isso evita que você fique financeiramente desamparado em situações emergenciais, como em caso de problemas relacionados à saúde ou perda de emprego. Em geral, é indicado que a reserva de emergência seja equivalente a, no mínimo, 6 meses da sua média de despesas.

Assim, mesmo que você fique sem nenhuma renda durante um semestre, será viável cumprir as suas obrigações financeiras. Além disso, para que o dinheiro esteja disponível a qualquer momento, o mais recomendado é que o montante seja investido em alternativas seguras e com liquidez diária.

Dessa forma, é possível evitar ou reduzir a perda do poder de compra a qual o dinheiro que fica guardado sem render está exposto. Ainda, esse tipo de investimento permite resgatar o valor sempre que necessário.

Qual é a importância de montar a reserva de emergência?

Após entender o que é a reserva de emergência, se torna mais fácil entender por que montar a sua deve ser o primeiro passo antes de começar a investir. Isso acontece, primeiramente, porque ela serve para evitar o endividamento.

Afinal, você pode recorrer a esses valores caso surjam despesas imprevistas no seu orçamento, por exemplo. Como consequência, você consegue manter sua capacidade de poupar para investir ao longo do tempo.

Além disso, a reserva de emergência evita a necessidade de resgatar ou antecipar outros investimentos. Sem ela, você poderia ser obrigado a vender suas ações mesmo na baixa para obter o dinheiro para atender a uma necessidade urgente, por exemplo.

A reserva emergencial, portanto, é fundamental para proteger sua carteira de investimentos e sua estratégia. Ela também traz mais tranquilidade sobre as finanças. Isso pode ajudá-lo a tomar decisões mais estratégicas — em vez de direcionar os recursos para cobrir um imprevisto no orçamento.

O que fazer depois de montar a reserva emergencial?

Como você viu, montar a reserva de emergência deve ser o seu primeiro passo antes de pensar em fazer outros investimentos. Mas, o que fazer após juntar o dinheiro necessário para esse objetivo?

Depois de concluir esse passo, é hora de montar sua carteira para atingir outros objetivos e metas. Para saber o que fazer nesse sentido, acompanhe a seguir dicas para começar a investir.

Confira!

Compreenda seu perfil de investidor

Antes de realizar os próximos investimentos, é importante avaliar o seu perfil de investidor. Essa classificação serve para indicar seu nível de tolerância ao risco e ajuda a definir como deve ser a composição da sua carteira.

Nesse sentido, você pode ser classificado como conservador, moderado ou arrojado, de acordo com a capacidade de tolerar a volatilidade e eventuais perdas. Como você viu, ao investir sua reserva de emergência, foi necessário adotar uma abordagem conservadora para garantir a segurança e a liquidez do montante.

Para os próximos passos, é possível correr mais riscos, se isso estiver alinhado às suas características. Portanto, é essencial fazer um novo teste de suitability para definir seu perfil. Assim, você saberá como seguir com a alocação dos seus recursos.

Avalie seus objetivos financeiros

Ao montar sua reserva de emergência, você esperava compor um colchão de segurança para as finanças. Depois de atingir esse resultado, é preciso pensar no que mais você deseja alcançar, pois essa definição influencia nos investimentos.

Portanto, esse é o momento de identificar seus objetivos e entender como eles se alinham aos diferentes prazos. Como referência, você pode usar as seguintes definições:

  • curto prazo: objetivos de menor complexidade, que podem ser realizados em até 1 ano;
  • médio prazo: metas de média complexidade, com resultados atingidos entre 1 e 5 anos;
  • longo prazo: objetivos mais complexos e que são realizáveis em períodos a partir de 5 anos.

Utilizar o prazo como referência é importante para definir quais são os investimentos mais adequados para a sua carteira. Se você quiser começar a investir para a aposentadoria, por exemplo, é necessário pensar em investimentos de longo prazo.

Nesse caso, eles podem ter mais riscos, em troca da chance de maior retorno, se isso fizer sentido para o seu perfil. Com a duração mais ampla, os riscos tendem a ser diluídos ao longo do tempo, o que pode aumentar o nível de proteção do portfólio.

Além de pensar na aposentadoria, existem outros objetivos que você pode definir. Entre eles, estão:

  • dispor de recursos para fazer uma viagem ou especialização;
  • fazer uma aquisição de alto valor, como comprar um imóvel próprio;
  • planejar o futuro dos filhos;
  • abrir o próprio negócio;
  • acumular patrimônio;
  • atingir a independência financeira para viver de renda, e outros.

Portanto, é preciso identificar o que faz sentido para a sua vida e dividir os objetivos entre os diferentes prazos. Assim, você poderá tomar decisões mais acertadas para que o seu dinheiro o ajude a realizar esses planos.

Conheça as alternativas do mercado

O próximo passo é conhecer as alternativas disponíveis no mercado financeiro. Afinal, para investir a reserva, é provável que você tenha focado em investimentos de renda fixa líquidos e seguros, como:

  • Tesouro Selic;
  • certificado de depósito bancário (CDB) com liquidez diária;
  • fundos DI.

Agora, entretanto, é possível assumir mais riscos e adaptar as alocações ao seu perfil e aos seus objetivos específicos. Para tanto, você precisará conhecer outras alternativas do mercado.

Na renda fixa, por exemplo, você pode investir no Tesouro Prefixado ou no Tesouro IPCA. Esses títulos costumam ter um prazo de vencimento maior e podem oferecer mais retorno que o Tesouro Selic.

Além disso, você pode investir em CDBs sem liquidez diária ou em letras de crédito imobiliário (LCIs) e do agronegócio (LCAs). Esses títulos costumam ser menos líquidos e podem fazer sentido para uma estratégia com um prazo maior.

Ainda na renda fixa, há os títulos de crédito privado, como debêntures, certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) e do agronegócio (CRAs). Contudo, eles não têm proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) — e, portanto, um nível de risco mais elevado. Assim, essas alternativas podem oferecer uma rentabilidade maior.

Também há os investimentos de renda variável, que não têm regras de rentabilidade conhecidas e apresentam mais riscos. Ao mesmo tempo, essas opções podem ajudar a rentabilizar sua carteira, ajudando a alcançar seus objetivos financeiros mais rapidamente.

Entre os investimentos dessa classe estão:

  • ações;
  • fundos de índice (ETFs);
  • fundos de investimentos imobiliários (FIIs);
  • fundos cambiais;
  • fundos internacionais;
  • fundos de criptomoedas;
  • certificados de depósitos de valores mobiliários (BDRs) e outros.

Trace uma estratégia de investimento

Após estudar sobre os investimentos disponíveis no mercado, é essencial traçar uma estratégia para aproveitá-los. A ideia é criar um plano para alocar os recursos, pois isso ajudará a fazer seu dinheiro render a favor dos seus objetivos.

Dependendo do tipo de ativo que você escolher e do nível de risco que estiver disposto a correr, existem diferentes estratégias que podem ser seguidas.

Ao investir em ações, por exemplo, você pode adotar a estratégia buy and hold. Ela consiste em manter os papéis na sua carteira por um período longo, até que os objetivos sejam atingidos ou que os fundamentos da empresa mudem.

Já uma estratégia focada em dividendos visa escolher empresas que distribuem mais lucros e com maior frequência, por exemplo. Existem outras metodologias que você pode adotar e que servem como orientação para avaliar e escolher os ativos, aplicações e veículos financeiros.

Além disso, há uma estratégia especialmente relevante para quem investe: a diversificação dos investimentos. Ela consiste em escolher alternativas que tenham níveis de risco diferentes — ou seja, que não se comportem da mesma maneira nas diversas situações do mercado.

Portanto, compor uma carteira diversificada pode incluir investimentos de baixo e alto risco, com prazos diferentes, setores distintos, entre outras possibilidades.

Você pode dividir os recursos entre a renda fixa e a renda variável, de acordo com o seu perfil. Depois, em cada classe, vale escolher opções com condições e riscos distintos. Assim, você evita que seu dinheiro fique concentrado em poucas alternativas, diminuindo o risco e até aumentando o potencial de ganhos.

Realize aportes frequentes

Até aqui, você viu dicas importantes para começar a compor sua carteira após finalizar a reserva de emergência. O próximo passo inclui um elemento essencial para o seu sucesso no mercado financeiro: a consistência nos aportes.

Para colocar isso em prática, o ideal é realizar aportes frequentes como parte da sua estratégia. É o que acontece quando você decide investir mensalmente, por exemplo.

Com esse hábito, será possível acelerar a construção do seu portfólio e o alcance dos objetivos. Afinal, essa é a forma mais eficiente de fazer o seu patrimônio evoluir —permitindo atingir retornos maiores com seus investimentos.

Para entender como isso acontece, imagine que você investiu R$ 10 mil em uma ação, que valorizou 10% em determinado período. Se você vendeu os ativos, seu retorno foi de R$ 1 mil. Já se você tivesse investido R$ 20 mil, a mesma rentabilidade resultaria no dobro do retorno.

Como consequência, é possível criar um ciclo positivo para formar um patrimônio cada vez maior. No caso da renda fixa, você consegue notar essa questão ainda mais claramente. Como o rendimento é dado por juros compostos, há os chamados juros sobre juros.

Logo, quanto maior for o patrimônio sobre o qual a taxa incide, maior será o montante final. No longo prazo, isso pode fazer o seu capital crescer de forma exponencial.

Então, aproveite os hábitos financeiros que o ajudaram a construir a reserva de emergência e continue poupando todos os meses. A diferença é que, em vez de direcionar o dinheiro para a reserva, você o destinará para construir o seu patrimônio e alcançar outras metas.

Faça o rebalanceamento da carteira

Após montar o portfólio, é fundamental garantir que ele se mantenha adequado aos seus objetivos e ao seu perfil. Porém, tanto as suas características quanto o equilíbrio da carteira podem mudar com o tempo.

Nesse contexto, vale a pena realizar o rebalanceamento da carteira. Essa prática é uma análise periódica do portfólio com o objetivo de fazer mudanças estratégicas.

Imagine que você tem uma carteira formada 60% por renda variável e 40% por renda fixa. Se as suas ações apresentarem uma grande alta, é provável que a proporção de renda variável da sua carteira fique maior, em relação ao patrimônio investido, certo?

Isso também significa que mais dinheiro está exposto aos riscos dessa classe. Dessa forma, sua carteira pode se tornar mais arrojada que seu perfil tolera. Nesse caso, você pode vender uma parte das ações para realizar o lucro ou investir mais em renda fixa para equilibrar o risco.

Além disso, o rebalanceamento é importante quando você tem um novo objetivo financeiro ou realizou uma meta anterior. É o que acontece depois de montar a reserva de emergência.

Antes, seu portfólio era composto apenas por investimentos de baixo risco e com liquidez diária. Agora com novos planos, é possível fazer outros investimentos.

Para aproveitar os benefícios do rebalanceamento, é essencial realizá-lo de forma periódica e segundo a sua estratégia. Se você investir para o longo prazo, pode ser interessante rebalancear a carteira uma vez por ano, por exemplo.

Como você viu, após montar sua reserva de emergência é importante continuar investindo para aproveitar as oportunidades do mercado. Com essas informações, você poderá compor uma carteira robusta e alinhada para a conquista dos seus objetivos!

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