Swap: entenda o que é e como funciona essa operação

Tempo de leitura: 6 minutos

O mercado não é composto apenas por ativos financeiros. Entre os derivativos, por exemplo, existem instrumentos que podem ser especialmente úteis para a proteção. Assim, uma das alternativas disponíveis é o swap, um tipo de contrato que prevê trocas de posições entre as partes.

O que você verá neste artigo:
O que é swap?
Como funciona uma operação swap?
Quais são os tipos de swap?
O que é swap reverso?
Quais as vantagens do swap?
Quais são os riscos do swap?
Como fazer swap?

Com esse derivativo, é possível diminuir a exposição ao risco e evitar perdas. Porém, ele também pode servir para quem deseja rentabilizar determinadas condições do mercado. Saber como usá-lo, portanto, é fundamental definir se vale a pena recorrer à estratégia.

Quer aprender mais sobre o assunto? Na sequência, veja o que é o swap e entenda melhor a operação financeira!

O que é swap?

Em inglês, o termo “swap” pode ser traduzido livremente como “troca”. No mercado financeiro, o swap representa uma operação na qual ocorre uma troca de posição, conforme os interesses do investidor.

O uso desse instrumento financeiro prevê a troca de risco entre as partes envolvidas na operação, como por meio de uma alteração de índices. Dessa forma, é possível ter proteção em relação a certos movimentos do mercado.

Como funciona uma operação swap?

O funcionamento das operações de swap se baseia em um contrato estabelecido entre o investidor ou operador e uma instituição financeira. Esse contrato prevê a troca de condições do investimento, com o objetivo de substituir o risco, mediante o posicionamento na operação.

Normalmente, as partes têm impressões opostas sobre o comportamento do mercado — ou seja, um lado acredita que determinado indicador subirá, enquanto a outra fez projeções de queda, por exemplo.

Isso faz com que uma parte envolvida possa obter rentabilidade, enquanto a outra precisará lidar com o prejuízo. Porém, como você verá, a lucratividade pode não ser o ponto de atenção em relação a esse tipo de operação.

Outra questão importante sobre o swap é o seu prazo, que é definido para uma data futura. Logo, a troca financeira só ocorre, efetivamente, no vencimento. Nesse momento, há o pagamento de cupom por cada uma das partes.

Para facilitar a compreensão, imagine um investidor que trocou a indexação dos seus investimentos por outro índice. Se esse segundo indicador tiver desempenho acima do primeiro, a operação foi lucrativa e a outra parte pode ter tido prejuízos. Essa pode ser a explicação da dinâmica de uma operação de swap.

Quais são os tipos de swap?

Como é possível estabelecer trocas financeiras diversas, há mais de um tipo de swap. Por isso, conheça quais são as classificações dessa operação de derivativos e veja como cada uma funciona!

Swap cambial

O swap cambial é um tipo de operação na qual o Banco Central (Bacen) fica responsável por pagar a variação do câmbio e a contraparte paga a taxa de juros acordada. Se o câmbio subir, a contraparte tem o lucro. Além disso, pode-se fazer a troca de câmbio, como ao trocar o dólar por outra moeda.

Swap de índices

O swap de índices permite que ocorra a troca de índices de preço. É o caso de substituir o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pelo Índice Geral de Preços — Mercado (IGP-M), por exemplo. Também é possível fazer swap com índices do mercado de ações, como o Ibovespa.

Swap de taxa de juros

Já o swap de taxa de juros costuma ser realizado com a taxa Selic, que é trocada por outra alternativa entre os indexadores de mercado. Normalmente, ele serve para momentos em que há a tendência de queda nos juros.

Swap de commodities

Um swap de commodities prevê a troca de partes entre os fluxos referentes à cotação das commodities. Portanto, é uma forma de fazer a substituição de posição em relação a esses produtos padronizados.

O que é swap reverso?

Embora seja um dos tipos de swap, o swap reverso merece atenção especial. Ele prevê que o Banco Central pague a taxa de juros, enquanto a contraparte paga o câmbio. Logo, o swap reverso funciona de modo oposto ao swap cambial tradicional.

Normalmente, ele é feito em momentos de queda do câmbio e ajuda o Bacen a evitar uma redução muito abrupta do valor do dólar.

Quais as vantagens do swap?

Um dos maiores benefícios do swap é a possibilidade quanto à proteção de carteira (hedge). Por meio dessa troca de risco, é possível se proteger tanto da valorização quanto da queda do câmbio ou do mercado.

O swap cambial, especificamente, pode auxiliar empresas que compram ou vendem em dólares e outras moedas. Com as operações de swap, há como se proteger de movimentações do mercado que têm o potencial de causar prejuízo. Embora não garanta previsibilidade, ela pode ajudar a evitar perdas.

Dependendo da tolerância ao risco e dos interesses, também é possível utilizar o swap para aproveitar determinadas condições do mercado. No entanto, essa é uma estratégia mais avançada e que exige a consideração dos riscos antes de buscar a rentabilidade desejada.

Quais são os riscos do swap?

Pensando na segurança, convém se lembrar de que o swap é um tipo de derivativo financeiro. Como consequência, ele pode oferecer riscos maiores — em especial, pela exposição à volatilidade.

Considerando que, nesse tipo de operação, pode haver perdas, deve-se pensar na possibilidade de o prejuízo se consolidar. Assim, é necessário compor uma gestão de riscos que contemple todos os cenários possíveis.

Como fazer swap?

Após ponderar pontos positivos e negativos do swap, você pode determinar se essas operações financeiras fazem sentido para a sua realidade. Antes de realizar a troca de condições, considere seu perfil de investidor, seus objetivos e conheça melhor o mercado.

Além disso, é necessário ponderar as condições do mercado e os custos desse tipo de operação. É o caso de definir quanto você deseja proteger da variação cambial, por exemplo.

O próximo passo é acessar os contratos no mercado de balcão da B3. Para tanto, você precisará ter uma conta em uma instituição financeira, como uma corretora de valores. O apoio de uma assessoria de investimentos também pode ser útil para ajudá-lo nesse processo.

Após assumir sua posição de troca no swap, será necessário esperar a data de vencimento e fazer o pagamento do cupom devido, em relação ao preço da posição. Com base no desempenho do mercado, você saberá se houve lucro ou prejuízo no final da operação.

Com essas informações, agora você conhece as características e os objetivos do swap. Antes de realizar uma operação de derivativos do tipo, entretanto, é fundamental compreender bem o funcionamento e avaliar suas características para gerenciar adequadamente os riscos.

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