SMAL11: o que é e como investir no ETF das small caps

Tempo de leitura: 5 minutos

O crescimento do mercado de ações brasileiro, com a entrada de novas empresas, traz mais oportunidades aos investidores, mas também um desafio: como escolher e investir em um universo de tantos ativos?

O investimento em ETF, que funciona como uma cesta de ações referenciada em um índice, surge como uma opção de diversificação de carteira. Um desses ETFs que merece atenção é o SMAL11, que busca refletir o desempenho das empresas classificadas como small caps na B3.

Continue a leitura e compreenda como SMAL11 pode estar em seu portfólio de investimentos.

O que veremos neste artigo?
Para começar, o que é ETF?
O que é SMAL11?
Quais empresas compõem o SMAL11?
Quais são as vantagens em investir em SMAL11?
Quais são as desvantagens em investir em SMAL11?
Existem riscos ao investir em SMAL11?
Qual a diferença entre SMAL11 e BOVA11?
Por que investir em SMAL11?
Afinal, como investir em SMAL11?
Conclusão

Para começar, o que é ETF?

A sigla ETF significa Exchange Traded Fund que consiste em um fundo de índice, ou seja, ele busca replicar um determinado índice, geralmente do mercado de ações.

Assim é possível investir em cotas de um ETF que refletem o comportamento de um determinado índice. Para mais informações, você pode conferir este guia exclusivo e completo sobre ETF.

O que é SMAL11?

SMAL11 é o ETF que espelha o índice das small caps que, por sua vez, correspondem as ações das empresas com menor capitalização, mas que representam ativos com projeção de crescimento.

Ao investir em cotas do SMAL11, você adquire um fundo que reflete a performance do índice small caps. Desta maneira, há a aplicação em um ativo que reúne várias empresas brasileiras de menor capitalização.

Quais empresas compõem o SMAL11?

Atualmente temos 98 empresas compondo a carteira do SMAL11, sendo todas as empresas negociadas na B3 e de diferentes setores de atuação. Essa quantidade elevada de empresas reflete sua pulverização e diversificação, tendo a maior posição menos do que 5% da carteira total.

Confira as cinco empresas e ações com maiores participações:

  • Eneva (ENEV3) do setor de energia elétrica com 4,92% da carteira
  • Banco Inter (BIDI11) do setor de bancos com 4,11% da carteira
  • Bradespar (BRAP4) do setor de materiais com 4,02% da carteira
  • Azul (AZUL4) do setor de aviação civil com 3,31% da carteira
  • Yduqs (YDUQ3) do setor de educação com 2,73% da carteira

A carteira completa está disponível no site da gestora BlackRock responsável pelo ETF.

Quais são as vantagens em investir em SMAL11?

A diversificação com a pulverização do investimento é a maior vantagem do investimento em um ETF como SMAL11. Afinal, esta modalidade possibilita a exposição a quase 100 empresas listadas na B3.

Outra vantagem é a praticidade, pois em um único ativo você tem a exposição a small caps de maneira atualizada, já que a sua composição é periodicamente revisada e ajustada.

Como a gestão nesses fundos é passiva, a taxa de administração é menor que em fundos de ações tradicionais (conhecidos como FIA). Atualmente ela é de 0,50% a.a. Assim, também há uma vantagem de custos.

Quais são as desvantagens em investir em SMAL11?

Uma desvantagem muito lembrada pelos investidores é que os ETFs não distribuem dividendos, via de regra, portanto se este é o objetivo do investidor, talvez o SMAL11 não seja a melhor opção para investimento na renda variável.

Além disso, o SMAL11 não é isento de imposto de renda para o investidor pessoa física para movimentação abaixo de R$20 mil, apresentando assim uma desvantagem tributária. Dessa forma, ao vender SMAL11 com lucro, o investidor deve pagar 15% de imposto.

Existem riscos ao investir em SMAL11?

Além dos riscos já conhecidos para o investimento em ações, referente a oscilação de preços no dia a dia, no SMAL11 há maior volatilidade pelo fato da carteira conter ações com menor liquidez.

Em geral, observamos um comportamento mais agressivo nas variações de preço nas ações de menor capitalização. Se por um lado, representa a oportunidade de maiores ganhos, também pode oferecer mais risco.

Qual a diferença entre SMAL11 e BOVA11?

Outro ETF bastante conhecido no mercado brasileiro é o BOVA11, em que seu objetivo é replicar a carteira do índice Ibovespa que é a maior referência do mercado brasileiro, com ações selecionadas por critérios de liquidez e volume de negociação.

Já no SMAL11, a composição é diferente porque esse ETF busca replicar a carteira do índice Small Cap, conhecido como SMLL na B3. Por esse motivo, SMAL11 acompanha a performance do índice SMLL.

Por que investir em SMAL11?

Ao investir em SMAL11, o investidor tem acesso a uma cesta de ações de empresas com menor capitalização, obtendo uma maior diversificação com um valor reduzido.

Para os investidores que querem exposição em small caps, as cotas de SMAL11 surgem como boa opção para compor seu portfólio, combinado com outros ativos financeiros.

Afinal, como investir em SMAL11?

Para investir em um ETF, inclusive no SMAL11, o investidor deve ter uma conta em uma corretora de valores, em que poderá negociar (comprar e vender) as cotas do fundo de índice por meio do Home Broker ou da mesa de operações.

Tendo seu cadastro habilitado na corretora, basta preencher uma boleta de ordem de compra do ticker (código) SMAL11 com a quantidade e valor unitário desejado, assim como fazemos com uma ação.

Conclusão

Aos investidores com perfil de maior tolerância a risco e que buscam diversificação para seus investimentos em renda variável, as cotas de SMAL11 são uma boa opção de exposição a um grupo de ações de menor capitalização, em que há um risco mais elevado, mas também há um maior potencial de valorização.

Ao reunir uma cesta de ações em um único produto, trazendo maior praticidade ao investidor, o SMAL11 pode ser aquela dose controlada de risco no portfólio da renda variável. 

Quer saber mais sobre as small caps? Confira este material que preparamos para você?

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