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Cotações por TradingView

Você sabe calcular o rendimento do Tesouro Direto?

4 de novembro de 2021
Escrito por Guide Investimentos
Tempo de leitura: 6 min
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Você sabe como funciona a rentabilidade do Tesouro Direto? - ilustração de um baú rosa
Tempo de leitura: 6 min

O Tesouro Direto é uma das aplicações financeiras mais seguras do Brasil. Ele é o único investimento 100% garantido pelo Tesouro Nacional.

Os títulos públicos oferecem flexibilidade, liquidez, aplicação mínima acessível a muitos investidores e uma rentabilidade atrativa, que pode ser prefixada ou pós-fixada.

Conhecer as particularidades de cada tipo de título e entender como eles contribuem com a rentabilidade de uma carteirade investimento é um passo importante para identificar qual atenderá melhor suas necessidades e objetivos.

Continue a leitura deste guia financeiro e saiba como calcular os rendimentos do Tesouro Direto. 

Confira o que veremos neste material
Relembre o que são títulos públicos
Quais são os títulos disponíveis no tesouro direto?
Como calcular a rentabilidade do tesouro direto?
Como funciona o resgate das aplicações no Tesouro Direto?
Vale a pena investir no tesouro direto em 2021?
Considerações

Relembre o que são títulos públicos

Os títulos públicos são ativos de renda fixa emitidos pelo governo federal para captar recursos e financiar a dívida pública.

Eles representam uma opção de investimento segura que viabiliza aos investidores alcançar, de maneira simples, objetivos financeiros de curto, médio e longo prazo.

Em 2002, o Tesouro Nacional em parceria com a bolsa de valores, a B3, criou o programa Tesouro Direto com o objetivo de facilitar e democratizar o acesso a essa classe de ativos, em especial para os pequenos investidores.

Antes, os títulos eram conhecidos por siglas, como LTN, LFT, NTN-B, NTN-F, que muitas vezes confundiam os investidores. Com o programa, eles ganharam nomes mais simples e atrativos, facilitando a escolha de qual título comprar.

Quais são os títulos disponíveis no tesouro direto?

Os títulos do Tesouro Direto se diferenciam pela forma como remuneram seus investidores. Eles se dividem em três tipos:

Tesouro prefixado

O Tesouro Prefixado é aquele em que a remuneração é definida no momento da aplicação. Na prática, o investidor que o adquire já sabe quanto terá de rendimento se não resgatá-lo antes do prazo de vencimento.

Esse é um título público interessante para quem tem um prazo definido e gostaria de ter um rendimento previsível para se programar.

A periodicidade com que é feito o pagamento dos juros os divide em:

  • Tesouro Prefixado, representa a antiga LTN (Letra do Tesouro Nacional) e com juros creditados no vencimento do título.
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais, antes conhecido como NTN-F (Nota do Tesouro Nacional série F) e que paga cupons de juros a cada seis meses.

Tesouro Selic

O Tesouro Selic é o título com rendimento pós-fixado e atrelado à taxa básica de juros do país, a Selic, que por sua vez é divulgada a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central. Pode-se dizer que ele é o ativo mais conservador do Tesouro Direto.

O Tesouro Selic é ideal para quem está ingressando no mercado financeiro. Além disso, a sua baixa volatilidade e alta liquidez fazem com que ele seja utilizado para compor a reserva de emergência dos investidores e demais objetivos de curtíssimo prazo.

Um dos diferenciais desse título público é que ele consegue superar a Poupança, uma vez que o rendimento da caderneta corresponde à regra: em cenários de juros baixos, quando a Selic está igual ou menor que 8,5% ao ano, o investidor é remunerado em 70% da Selic acrescido da Taxa Referencial (TR).

Já em momentos de alta dos juros, acima de 8,5%, a poupança rende 0,5% ao mês mais a TR, enquanto o Tesouro Selic acompanha 100% a taxa de juros. 

Tesouro IPCA

O Tesouro IPCA é o título com rentabilidade atrelada à inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Ele equivale às famosas NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional Série B) do passado.

A sua remuneração é composta pela variação do índice de referência durante o período de aplicação acrescido de uma taxa fixa, que garante um ganho real acima da inflação, por isso são considerados títulos híbridos.Por exemplo, IPCA + 5,50%.

Assim como nos títulos prefixados, o pagamento de juros no Tesouro IPCA pode ser no vencimento ou por cupons de rendimento semestrais.

Como calcular a rentabilidade do tesouro direto?

A rentabilidade do Tesouro Direto varia de título para título. Ela depende de variáveis como tipo de remuneração, prazo de vencimento, taxas de juros e condições de mercado. Esses fatores explicam porque alguns títulos são mais voláteis que outros.

Simulador de investimento

O Tesouro Direto disponibiliza uma calculadora que simula a rentabilidade dos títulos públicos com base no valor que deseja investir e ainda compara a outros tipos de títulos de renda fixa, como as Letras de Crédito do Agronegócio e Imobiliário (LCAs e LCIs), Certificados de Depósito Bancário (CDBs), fundos de investimento e poupança.

Vale lembrar que os valores apresentados pelo simulador não são uma garantia de retorno, tendo em vista que o mercado é dinâmico e isso reflete no resultado, principalmente no longo prazo.

Lembre-se que neste cálculo de retorno não são considerados os custos operacionais, como taxa de custódia, Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), imposto de renda, entre outros.

Como funciona o resgate das aplicações no Tesouro Direto?

Os títulos do Tesouro Direto podem ser negociados antes do prazo de vencimento. Isso é possível graças ao Tesouro Nacional que assegura a recompra dos papéis no mercado secundário.

Neste caso, o investidor precisa estar ciente que os preços dos títulos estão sujeitos a marcação a mercado. Em outras palavras, ao valor que está sendo negociado no momento, o que pode resultar em um ganho ou prejuízo no curto prazo.

Inicialmente, quando o investidor solicitava a venda do título público, a liquidação acontecia no próximo dia útil, ou seja, em D+1. Agora, o Tesouro Direto possui liquidez diária, o que significa que o dinheiro é creditado no mesmo dia na conta do investidor, desde que solicitado até às 13 horas.

Cabe reforçar que no resgate recairá sobre o lucro a cobrança de imposto de renda no Tesouro Direto seguindo a tabela regressiva, em que a alíquota inicial é de 22,5% e 15% após dois anos.

Vale a pena investir no tesouro direto em 2021?

Investir no Tesouro Direto é sempre uma boa pedida! Além da segurança, os títulos públicos são excelentes instrumentos de diversificação, ideais para investidores conservadores e também para aqueles com perfis mais arrojados.

Os títulos do Tesouro exercem diferentes funções em uma carteira de investimentos. Eles podem ser utilizados como margem de garantia nas operações de renda variável, reserva de liquidez, proteção contra a inflação ou até mesmo como fonte de renda extra.

O Tesouro Direto tem adotado medidas para incentivar as aplicações em títulos públicos, como a isenção da taxa de custódia para o Tesouro Selic, limitada a R$10 mil por CPF, e a redução de 0,25% para 0,20% para o Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA.

Considerações

Para quem busca preservar e aumentar o patrimônio com segurança, o Tesouro Direto é uma das opções de investimentos mais recomendadas.

Em cenários de instabilidade da economia brasileira, o comportamento dos juros pode refletir na rentabilidade dos títulos e é natural que eles chamem a atenção dos investidores.

O investidor que aprende a calcular o rendimento do Tesouro Direto consegue mensurar de quanto será sua taxa de retorno em um determinado período ou ainda chegar ao valor que precisa poupar para conquistar seus objetivos.

Quer começar a investir hoje no tesouro direto? Então confira mais um artigo completo sobre quais as opções de investimento em títulos públicos e amplie os seus conhecimentos sobre educação financeira.

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