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Renda fixa x variável: qual a melhor alternativa para o seu perfil de investidor?

Tempo de leitura: 9 minutos

O mercado financeiro tem diversos tipos de investimento, então cabe ao investidor identificar a alternativa mais adequada para a sua realidade. Para tanto, é fundamental aumentar o conhecimento sobre as oportunidades. Assim, vale começar entendendo as diferenças entre renda fixa x renda variável.

Além de saber como cada classe funciona e quais são os investimentos disponíveis, você deve considerar seu perfil de investidor e objetivos na escolha. Dessa maneira, é possível fazer aportes que tenham riscos e características alinhados às suas necessidades.

Mas, afinal, entre renda fixa x variável, qual das alternativas é a melhor para a sua carteira? Leia este artigo e veja como tomar uma decisão mais sólida!

Quais são as características da renda fixa?

A renda fixa é uma classe de investimento que se caracteriza por ter regras de rentabilidade previamente conhecidas. Logo, quem investe sabe antecipadamente como ocorrerá a incidência de juros compostos.

Além dessa característica principal, exigem outros pontos para considerar sobre a classe. Confira!

Rentabilidade

O retorno da renda fixa é uma remuneração para o investidor que disponibiliza seus recursos. Funciona como um empréstimo, em que o investidor cede dinheiro para o emissor do título ou certificado e, em troca, recebe uma taxa de juros — que é o rendimento.

Na prática, a renda fixa prevê ganhos que podem acontecer de três formas. Essa rentabilidade pode ser:

  • prefixada, quando segue uma taxa fixa definida previamente;
  • pós-fixada, quando está atrelada ao resultado de um indicador de mercado;
  • híbrida, quando é composta por uma taxa fixa mais a variação de um indicador.

No caso da renda pós-fixada, os índices mais comuns são a Selic e o Certificado de Depósito Interbancário (CDI). O CDI está atrelado à Selic, ficando pouco abaixo da taxa básica de juros da economia.

Ainda sobre o rendimento pós-fixado, é comum que ele seja apresentado em porcentagem, em especial quando envolve o CDI. Por isso, é possível encontrar títulos atrelados a 100% do CDI ou números semelhantes.

Em relação aos títulos híbridos, o indicador mais usado é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Com isso, um investimento com essa regra tende a proteger os recursos da perda de poder de compra causada pela inflação.

Riscos

Apesar de terem mais previsibilidade, os investimentos em renda fixa também têm riscos. Devido ao seu funcionamento, o mais comum é o chamado risco de crédito. Ele decorre da possibilidade de o emissor não ser capaz de cumprir as condições quanto ao pagamento da rentabilidade.

Para reduzir o nível de risco, alguns investimentos contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Caso o emissor não consiga fazer o pagamento, a entidade ressarce o investidor, dentro dos limites estabelecidos.

O teto é de R$ 250 mil por CPF e instituição, com limite global de R$ 1 milhão que é renovável a cada 4 anos. Contudo, existem títulos com outras garantias ou que não apresentam nenhum tipo de cobertura, exigindo atenção do investidor no momento da escolha.

Objetivos

Devido às características, a renda fixa tende a ser alinhada com objetivos de proteção do capital. Além disso, pode se adequar a metas de curto, médio ou longo prazo, conforme o vencimento da aplicação.

Por exemplo, existem investimentos com prazo mais curto e com liquidez diária, que trazem segurança e permitem o resgate a qualquer momento. Porém, existem alternativas com liquidez apenas no vencimento ou após um período de carência, se alinhando a outros horizontes.

Vale destacar que a renda fixa costuma trazer alternativas interessantes para quem deseja investir a reserva de emergência. Esse é um montante essencial para manter a segurança financeira do investidor.

Investimentos

Já em relação aos investimentos disponíveis, há diversos títulos públicos e privados que fazem parte dessa classe. Para investir na renda fixa, veja as principais alternativas do mercado:

  • títulos públicos do Tesouro Direto;
  • certificado de depósito bancário (CDB);
  • letra de crédito imobiliário (LCI);
  • letra de crédito do agronegócio (LCA);
  • letra de câmbio (LC);
  • letra financeira (LF);
  • letra hipotecária (LH);
  • debêntures;
  • certificado de recebíveis imobiliários (CRI);
  • certificado de recebíveis do agronegócio (CRA);
  • fundo referenciado DI;
  • fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC);
  • entre outros.

Quais são as características da renda variável?

Diante da comparação renda fixa x renda variável, você deve saber que a segunda classe se caracteriza por não ter regras predefinidas para a rentabilidade. Portanto, não há garantias sobre o retorno e nem previsibilidade sobre a sua ocorrência.

Contudo, também existem outros aspectos importantes sobre essa classe. Então confira como é investir em renda variável!

Rentabilidade

Como você viu, a rentabilidade da renda variável não segue regras predefinidas e nem pode ser prevista. Após o aporte, os recursos podem ou não sofrer valorização, existindo também a chance de perdas.

Como consequência, os investimentos em renda variável têm mais riscos. Entretanto, devido à relação entre risco e retorno, a rentabilidade da classe também pode ser maior.

Riscos

A renda variável apresenta riscos que devem ser considerados. Um dos principais é o risco de mercado. Ele decorre das mudanças que podem ocorrer no interesse do mercado em determinado ativo. Com isso, o preço tende a flutuar, o que pode gerar ganhos ou perdas.

Uma das formas de reduzir os riscos é por meio da análise de investimento. Com a avaliação de condições consideradas relevantes, o investidor pode gerenciar os riscos dos aportes.

Objetivos

Os ativos de renda variável tendem a ser mais alinhados aos objetivos de longo prazo. Afinal, com um período maior surgem chances de diminuir o impacto da volatilidade, o que pode ajudar a diluir os riscos.

O investimento no longo prazo também favorece o acúmulo de resultados. Isso pode ajudar na construção de patrimônio. Ademais, o interesse em investir na renda variável também pode estar atrelado à rentabilização dos recursos, em busca de mais resultados.

Investimentos

Entre os tipos de investimento de renda variável, há tanto o foco em ativos individuais como em fundos de investimento específicos. Entre as principais oportunidades, estão:

A renda variável também é composta por derivativos. Eles são contratos cujo valor está atrelado a um ativo-objeto. Eles são negociados em ambientes como o mercado futuro, o mercado a termo ou o mercado de opções.

Porém, os derivativos têm maior volatilidade e mais riscos, sendo utilizados para a especulação ou para a proteção de carteira. Portanto, não são considerados investimentos.

Renda fixa x variável: como se relacionam com o perfil de investidor?

Além de conhecer o funcionamento da renda fixa x renda variável, é importante entender como as oportunidades se encaixam em suas características. Por isso, um dos aspectos mais importantes consiste na identificação do seu perfil de investidor.

Essa classificação indica o seu nível de tolerância ao risco e ajuda a determinar quais opções de investimentos pode funcionar melhor para a sua carteira. Veja quais são os perfis!

Perfil conservador

A primeira das três classificações é o perfil conservador. Ele se aplica ao investidor com baixa tolerância ao risco e à perda. Normalmente, investidores desse tipo optam por aplicações seguras e líquidas, mesmo com rentabilidade menor.

É comum que o foco esteja em investimentos da renda fixa, como títulos públicos e títulos privados com cobertura do FGC.

Perfil moderado

O perfil moderado compreende quem está disposto a se arriscar um pouco mais, em troca de ganhos maiores. É comum que investidores desse tipo foquem em uma carteira de investimento equilibrada entre risco e retorno.

O perfil moderado costuma fazer a alocação de recursos entre renda fixa e renda variável, em proporções que variam.

Perfil arrojado

Já o investidor classificado como arrojado tem o maior nível de tolerância ao risco. Com isso, consegue fazer escolhas mais agressivas, em busca de um nível de retorno mais elevado.

É comum que a maior parte dos recursos de um investidor desse tipo seja voltada para a renda variável, inclusive operando derivativos.

Além disso, note que essas não são recomendações de investimento ou de composição de carteira. Essas informações servem apenas para que você entenda qual opção de investimento pode estar mais alinhada com cada perfil.

Porém, a escolha de um investimento depende também da consideração sobre os seus objetivos financeiros. Portanto, é comum que investidores com o mesmo perfil tenham configurações diferentes de portfólio.

O que é e qual a importância da diversificação de investimento?

Independentemente do perfil de investidor, é interessante ter uma carteira diversificada. A estratégia de diversificação consiste em dividir os recursos disponíveis entre investimentos com comportamentos e riscos distintos.

É o que acontece, por exemplo, ao investir em renda fixa e renda variável na mesma carteira. Ao diversificar investimentos, há uma redução dos riscos e também pode haver uma melhoria no rendimento. Ainda, é possível buscar diferentes objetivos simultaneamente.

Qual é o papel da corretora de valores?

Embora a renda fixa e renda variável sejam diferentes, existe ao menos um ponto em comum: é essencial contar com uma boa instituição financeira para investir.

Com uma conta em uma corretora de valores, por exemplo, você poderá acessar o home broker e/ou a plataforma de investimentos. Com isso, poderá conferir os investimentos disponíveis e fazer os aportes desejados.

Na Guide Investimentos, você encontra ampla oferta de investimentos de renda fixa e de renda variável, além de suporte qualificado e uma estrutura robusta. Então, ao abrir sua conta, você pode compor a carteira ideal para o seu perfil e objetivos.

Ao conhecer as diferenças entre renda fixa x renda variável, você pôde identificar como esses investimentos se caracterizam. Independentemente da sua escolha, buscar uma corretora de valores de qualidade é fundamental para fazer investimentos.

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