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Quanto rende 50 mil na poupança? Descubra!

Tempo de leitura: 12 minutos

Uma das primeiras alternativas de investimento que o brasileiro tem acesso é a caderneta de poupança. Isso porque ela é fornecida pela maioria das instituições bancárias. Mas, se você tem dúvidas se ela vale a pena para o seu caso, é importante saber quanto rende R$ 50 mil na poupança, por exemplo.

Apesar de essa quantia não ser uma realidade para muitas pessoas, a análise do montante pode ajudar a mostrar o potencial de rendimento da poupança. Tomar esse rendimento como parâmetro é uma boa forma de encontrar melhores alternativas para investir seu dinheiro.

Portanto, acompanhe este artigo até o final e descubra quanto rende R$ 50 mil na poupança. Além disso, conheça outras opções de investimento que podem rentabilizar melhor e impulsionar os ganhos da sua carteira.

O que veremos neste artigo?
O que é a caderneta de poupança?
Como funciona a poupança?
Qual é o rendimento da poupança?
O quanto rende R$ 50 mil da poupança?
Quais são as alternativas de investimento à poupança?
Conclusão

Não perca!

O que é a caderneta de poupança?

A caderneta de poupança, popularmente chamada apenas de poupança, é uma modalidade de investimento de renda fixa. No Brasil, suas regras são estabelecidas pelo Governo Federal, sendo considerada uma aplicação de baixo risco.

Sua origem remonta o período do império quando, em 1861, Dom Pedro II criou a Caixa Econômica Federal. O objetivo do monarca era rentabilizar o capital de pessoas de baixa renda, instituindo a remuneração dos depósitos até 50 mil réis com juros de 6% ao ano.

Apesar de diversas leis e decretos terem modificado a remuneração da poupança ao longo de séculos, ela manteve a média de remuneração próxima aos 6% anuais. Isso perdurou até o ano de 2012, quando passou a ser atrelada à taxa Selic — a taxa básica de juros.

Como funciona a poupança?

Ter uma caderneta de poupança aberta é semelhante a ter uma conta corrente bancária. Ou seja, por meio dela é possível fazer depósitos, retiradas, transferências, pagamentos, consultar extratos, entre outras funções disponibilizadas pelos bancos.

No entanto, diferente da conta corrente, os valores depositados são remunerados com determinado percentual de juros. Esses valores são pagos mensalmente. Isso significa que você somente receberá essa remuneração se a quantia aplicada completar 30 dias depositada.

Por exemplo, considere que nos dias 10 e 25 do mês de junho você deposita R$ 1 mil e R$ 5 mil, respectivamente. No dia 10 de julho será pago o rendimento sobre os R$ 1 mil depositados, e apenas no dia 25 o rendimento sobre os R$ 5 mil.

Se você retirar os valores antes desses dias, não haverá o pagamento. Essa é uma desvantagem da poupança. Por outro lado, uma vantagem é que os seus rendimentos são isentos de Imposto de Renda.

Um ponto que faz da popança um investimento seguro é o fato de ela contar com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Desse modo, caso o banco onde os valores estão depositados entre em falência, o FGC garante o pagamento de até R$ 250 mil ao investidor.

Qual é o rendimento da poupança?

Como visto, desde 2012, a poupança passou a ter o seu rendimento atrelado à taxa Selic. Até então, a rentabilidade da caderneta era de uma taxa de juros de 0,5% ao mês, somada à TR (taxa referencial) — uma taxa que tinha a função de controlar a inflação no passado.

Contudo, a partir daquele ano, a popança passou a render de duas formas diferentes. Veja:

  • quando a Selic está acima de 8,5% ao ano: nesse cenário a caderneta de poupança renderá os mesmos 0,5% ao mês + a TR;
  • quando a Selic está igual ou abaixo de 8,5% ao ano: nessa hipótese a poupança será remunerada em 70% da taxa Selic + a TR;

Acontece que, desde o final de 2017, a TR está zerada. Isto é, não está mais remunerando o investimento. Em junho de 2021 a Selic estava em 4,25%, o que significa que a poupança apresentava a rentabilidade de 2,97% ao ano, ou 0,24% ao mês.

O quanto rende R$ 50 mil da poupança?

  • Quanto rende R$ 50 mil na poupança por um ano hoje: o rendimento será de R$ 1.241,86;
  • Quanto rende R$ 1 mil na poupança por um ano hoje: o rendimento será de R$ 24,84;
  • Quanto rende R$ 100 na poupança por um ano hoje: o rendimento será de R$ 2,48.

Vendo um histórico, se você tivesse investido R$ 100.000,00 em 2011 e o dinheiro ainda estivesse lá rendendo integralmente este seria o rendimento:

Ano R$50 mil rendendo na poupança
2011 R$ 53.407,80
2012 R$ 56.919,42
2013 R$ 60.515,62
2014 R$ 64.763,87
2015 R$ 69.909,25
2016 R$ 75.745,30
2017 R$ 81.046,64
2018 R$ 86.045,42
2019 R$ 91.352,50
2020 R$ 96.986,93
2021 R$ 102.968,87
Fonte: Calculadora do Cidadão – Banco Central

Entenda os dois cenários possíveis!

R$ 50 mil na poupança com aplicações antes de 2012 ou com a Selic acima de 8,5%

Utilizando como parâmetro a taxa Selic acima de 8,5%, o rendimento é de 0,5% ao mês + TR. Portanto, investir R$ 50 mil renderia ao mês a quantia de R$ 250, ou R$ 3 mil ao ano — desconsiderando a incidência de juros compostos.

R$ 50 mil na poupança com aplicações posteriores a 2012 com a Selic igual ou abaixo de 8,5%

No cenário de 2021, como já visto, com a Selic a 4,25%, o rendimento da poupança seria de 2,97% ao ano (70% da Selic) + TR. Logo, os R$ 50 mil renderiam cerca de R$ 123 ao mês, ou cerca de R$ 1.485 ao ano — se não forem computados os juros compostos.

Nesse contexto da Selic, a poupança pode, inclusive, não superar a taxa de inflação do país — fazendo o investidor perder poder de compra. Por isso, é importante estudar a lógica de rendimentos dos investimentos.

Sem essas informações, você não saberá se está ganhando ou perdendo dinheiro ao investir.

Assim, a caderneta pode não ser a mais indicada para manutenção ou aumento do patrimônio. Por isso, é importante que o investidor conheça outras alternativas de investimentos que contenham rentabilidades maiores — e riscos dentro do perfil aceito pelo investidor.

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Quais são as alternativas de investimento à poupança?

Depois de ter visto que a poupança pode não ser uma alternativa adequada para guardar R$ 50 mil, é o momento de ampliar seus horizontes na hora de investir. No mercado financeiro existem diversos investimentos que também contam com simplicidade e baixo risco.

Conheça abaixo alguns investimentos com rentabilidade superior à poupança e que podem ser bastante interessantes para quem deseja investir R$ 50 mil:

1 – Títulos do Tesouro Nacional

Considerados os investimentos mais seguros do país, os títulos do Tesouro Nacional possuem liquidez e rentabilidade garantidos pelo Governo Federal. Aquele que compra um título público se torna credor do Estado e, em troca, recebe juros.

A negociação desses títulos se dá na plataforma do Tesouro Direto, sendo bastante acessíveis — é possível encontrar títulos à venda por cerca de R$ 35. As taxas ou a lógica de juros são conhecidas antes mesmo de fazer o investimento.

Assim, você pode verificar qual delas se adéquam aos seus objetivos. São três principais modalidades de remuneração:

  • Tesouro Selic: nesse título os juros são pós-fixados e estão atrelados à taxa Selic, a mesma que remunera a poupança. A diferença é que, nesse caso, a remuneração é de 100% da taxa;
  • Tesouro Prefixado: como o nome indica, os juros são fixos. É escolhido um percentual de remuneração que vigorará durante todo o prazo do investimento;
  • Tesouro IPCA+: trata-se de uma modalidade híbrida, pois é remunerada por uma taxa pós-fixada, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), somado a um percentual prefixado.

Entre as maiores vantagens dos títulos do Tesouro está o fato de que o Governo garante sua recompra, então o investidor consegue antecipar o regate. Contudo, isso deve ser feito com cautela, uma vez que pode impactar no retorno do investimento ou no recolhimento de impostos.

A característica tem relação com o fato de que os títulos contam com a marcação a mercado, especialmente no titulo Prefixado e no Tesouro IPCA. Mas quando você mantém o dinheiro investido até o prazo de vencimento, recebe exatamente a taxa contratada.

2 – CDB

O CDB é o certificado de depósito bancário. É um título de renda fixa emitido por instituições bancárias e que possui a remuneração geralmente atrelada ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário) — uma taxa próxima à Selic. 

Aquele que investe em CDB empresta dinheiro para o banco e recebe uma remuneração — que também pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida. O prazo de vencimento desses títulos é variado e indica quanto tempo o dinheiro deve ficar aplicado.

Em alguns casos, o CDB pode ter liquidez diária. Assim, é possível fazer resgates antecipados facilmente e receber o dinheiro de maneira rápida. Já outros títulos têm liquidez apenas no vencimento, sendo mais difícil (e exposto a perdas) resgatar antecipadamente.

Assim como na poupança, os CDBs contam com a cobertura do FGC. Portanto, caso ocorra um problema com o emissor, haverá restituição ao investidor, nos mesmos R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira, limitados a uma soma global de R$ 1 milhão a cada 4 anos.

3 – LCI e LCA

Também de emissão bancária, a LCI (letra de crédito imobiliário) e a LCA (letra de crédito do agronegócio) são títulos de renda fixa parecidos com o CDB. Contudo, sua emissão é incentivada para financiar os setores imobiliário e do agronegócio.

A remuneração desses títulos é semelhante ao do CDB, podendo ser pós-fixada, prefixada e híbrida. No que se refere à liquidez, muitos oferecem resgate apenas no vencimento — a não ser que os títulos sejam vendidos no mercado secundário.

Já determinadas aplicações podem oferecer resgate com liquidez diária após um período de carência. Ele representa um período mínimo em que o dinheiro precisa ficar aplicado para poder ser resgatado (normalmente, 90 dias).

Assim como a poupança, a LCI e LCA contam com isenção de Imposto de Renda sobre os rendimentos — o que pode ser vantajoso se comparado aos títulos do Tesouro ou CDBs. Em relação à segurança, esses títulos também são protegidos pelo FGC.

4 – Fundos Imobiliários (FIIs)

Os fundos imobiliários são uma alternativa de renda variável, sendo um tipo de investimento coletivo que objetiva investir no setor de imóveis. O funcionamento dos FIIs é próximo ao de um condomínio, havendo os cotistas (condôminos) e o gestor (síndico).

O gestor é um profissional do mercado que fica responsável por administrar o patrimônio do fundo e escolher os investimentos que serão feitos. A rentabilidade dos FIIs pode ser proveniente da compra e venda ou locação de imóveis e, também, de títulos no segmento imobiliários — como a LCI — e de cotas de outros FIIs.

Um ponto interessante a respeito dos FIIs é que eles permitem a exposição de seu capital ao setor imobiliário de forma prática — eliminando a burocracia de administrar um imóvel. Por meio deles é possível obter uma renda passiva mensal, com o recebimento de dividendos.

As cotas dos FIIs podem ser adquiridas na bolsa de valores com preços bastante acessíveis. Por exemplo, existem cotas negociadas em cerca de R$ 10,00 cada. Entretanto, lembre-se de que os FIIs integram a renda variável e seus riscos são maiores que a poupança e outros títulos de renda fixa.

5 – Ações

Grande parte dos brasileiros já ouviu falar de investir em ações, mas poucos o fazem. Em muitos casos, isso se deve à falta de informação e ao receio dos riscos. Afinal, a bolsa de valores apresenta oscilações e chance de quedas.

Embora seja uma modalidade de investimento de maior risco, o potencial de rentabilidade das ações é superior aos encontrados na renda fixa — especialmente se considerado o investimento no longo prazo. E conhecê-las pode mudar a forma com que você investe seu dinheiro.

Ações são pequenas frações do capital social uma sociedade anônima. O papel representa um título negociável que pode ser comprado ou vendido no ambiente disponibilizado pela bolsa de valores.

Quem compra uma ação se torna acionista da companhia que emitiu aquele papel. Com isso, se ela tiver bons resultados, o investidor pode ter lucros — seja com a valorização da ação ou com o recebimento de dividendos. Caso contrário, poderá ter prejuízos.

No mercado acionário é possível especular ou investir. O especulador é aquele que busca lucro no curto ou curtíssimo prazo. Já o investidor se vale das ações como meio de acumular e rentabilizar seu patrimônio, pensando no futuro.

Grandes investidores do mercado financeiro ficaram milionários investindo em ações com estratégias de longo prazo. É o caso de Luiz Barsi Filho, que começou a investir com 32 anos e, aos 82, acumula um patrimônio superior a R$ 2 bilhões na B3 — a bolsa de valores brasileira.

Assim, embora o investimento em ações tenha riscos maiores que os da poupança, o potencial de retorno pode compensar no longo prazo. Mas, para integrar as ações à sua carteira, você deve considerar o seu perfil de risco — a fim de identificar se as ações são adequadas às suas necessidades.

 Não deixe, ainda, de diversificar o portfólio, de modo a não investir todos os R$ 50 mil apenas em ações. Faça uma avaliação pessoal e considere os fundamentos das empresas caso deseje escolher papéis para compor sua carteira de longo prazo.

Conclusão

Agora que você sabe o quanto rende R$ 50 mil na poupança, deve ter percebido que existem outras opções mais rentáveis para seu capital, certo? Contudo, lembre-se de que a tomada de decisão de investir depende do perfil e objetivos de cada um, e diversificar pode ajudar a controlar os riscos. Se quiser saber onde investir R$ 50 mil ou quanto rende R$ 100 mil na poupança, veja nossas outras sugestões.

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