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Quanto rende 100 mil na poupança? Entenda os cálculos e projeções

Tempo de leitura: 11 minutos

Um dos investimentos mais conhecidos pela população brasileira é, sem dúvida, a caderneta de poupança. Mesmo sem ter muita noção de quanto ela pode oferecer de rendimentos, muitas pessoas deixam seus aportes nessa alternativa — por conta da praticidade e segurança.

Mas, para entender como ela funciona, nada melhor do que fazer simulações, certo? Então a ideia deste post é mostrar quanto rende R$ 100 mil na poupança em períodos de um mês e ao longo de um ano. Dessa forma, fica mais fácil avaliar se vale a pena aplicar na tradicional poupança.

Continue a leitura para compreender qual a rentabilidade da poupança ao aplicar R$ 100 mil e descobrir alternativas de investimento mais rentáveis e que oferecem igual segurança ao investidor.

Confira!

O que você verá neste artigo:
Como funciona a caderneta de poupança?
Como é sua rentabilidade?
Quanto rende R$ 100 mil na poupança?
Quais são as alternativas de investimentos tão seguras quanto à poupança?
Afinal, compensa investir na poupança?

Como funciona a caderneta de poupança?

Como você viu, a poupança é um investimento de renda fixa bastante tradicional no Brasil. Ainda que não seja destaque por sua rentabilidade, ela chama a atenção das pessoas pela praticidade. Afinal, funciona como uma conta de banco.

Assim, mesmo em cenários com a rentabilidade baixa, o volume de depósitos na caderneta costuma ser alto. Isso mostra a confiança da população nessa alternativa — e, muitas vezes, o desconhecimento de outras opções que podem trazer retornos mais significativos.

Saiba mais sobre a aplicação!

Segurança

A caderneta de poupança é um investimento considerado seguro. A rentabilidade é previsível e ela também é coberta pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), oferecendo garantia se o banco passar por falência.

Caso haja algum problema com o banco, o fundo garante o ressarcimento de até R$ 250 mil por CPF e por instituição, considerando o valor total de R$ 1 milhão renováveis a cada 4 anos.

Liquidez

Outro fator que caracteriza essa alternativa é a alta liquidez. Ela se refere à rapidez com que é possível resgatar o dinheiro investido. No caso da poupança, a liquidez é imediata. Ou seja, caso as pessoas precisem rapidamente do dinheiro investido, conseguem ter o montante disponível.

Seu funcionamento é simples, permitindo depósitos de qualquer valor e saques e transferências bancárias rápidas. Inclusive, podem oferecer cartão de débito para compras e pagamentos.

Além disso, a poupança pode ser atrelada à conta corrente e há bancos que programam investimento automático do saldo salarial. Assim, as possibilidades para investir e resgatar o dinheiro são muitas.

Isenção de imposto

Um ponto que também agrada o investidor é a questão de não haver incidência de Imposto de Renda (IR) nas aplicações. Contudo, é preciso estar atento para os aspectos que podem tornar a caderneta desvantajosa — como a lógica de rentabilidade.

Ganhos

Como todo investimento, a poupança apresenta uma remuneração ao investidor que deixa o dinheiro na conta. Ela oferece uma rentabilidade mensal — atrelada ao valor da taxa básica de juros (Selic), como você verá a seguir.

Nesse ponto, é necessário destacar que a poupança tem uma particularidade que a difere de outros investimentos: ela terá o mesmo rendimento, independentemente da instituição bancária. Outros títulos de renda fixa apresentam taxas diferentes, a depender do emissor e dos prazos.

Como é sua rentabilidade?

Você viu como é prático fazer os aportes na poupança, mas sabe como funciona a rentabilidade da caderneta? O rendimento ocorre de mês a mês, sempre considerando o dia de aniversário do depósito. Logo, os ganhos se dão depois de 30 dias da aplicação.

Assim, se ocorrer depósitos em datas diferentes, o rendimento também surgirá em datas variadas. E é preciso ter atenção com a questão do resgate, pois caso ele ocorra antes de completar um mês do dia de aniversário do depósito, o rendimento não é creditado.

Além desse detalhe, é importante entender a taxa de juros aplicada na poupança para saber quanto rende R$ 100 mil nela. Nesse sentido, vale considerar que, até 2012, havia apenas uma regra de rendimento: ele era de 0,5% ao mês acrescido da taxa referencial (TR).

Depois, as regras mudaram e a poupança passou a render seguindo a taxa Selic. Assim, passaram a existir dois cenários a se considerar:

  • se a taxa Selic estiver acima de 8,5% ao ano — rendimento é de 0,5% ao mês mais a TR;
  • se a taxa Selic for igual ou menor do que 8,5% ao ano — rendimento de 70% da Selic mais a TR.

É preciso ressaltar que, desde 2017, a taxa Selic tem se mantido em um patamar inferior a 8,5%. Nessa mesma época, a Taxa Referencial chegou a zero. Assim, nesse período, o rendimento da poupança esteve atrelado à regra de 70% da Selic.

Esse é um ponto relevante a se considerar, porque faz da poupança uma das aplicações menos rentáveis do país. Em períodos com a taxa básica de juros mais baixa, ela pode render até mesmo abaixo da inflação — fazendo o investidor perder poder de compra.

Quanto rende R$ 100 mil na poupança?

Como você pode perceber, existem dois cenários diferentes para fazer o cálculo do rendimento da poupança. A ideia aqui é simular como seria o retorno com um aporte de R$ 100 mil, então é preciso considerar como a taxa Selic pode se comportar. Veja:

Cenário com Selic baixa

Considerando junho de 2021, a taxa Selic estava em 4,25% ao ano (0,35% ao mês), é preciso aplicar a regra para o segundo cenário em que a aplicação rende 70% da Selic mais TR.

Como foi apontado, a TR está zerada, então, R$ 100 mil na poupança rende:

  • ao ano — 4,25 x 70% + TR = 2,975%. Assim, o rendimento do montante em 12 meses é de R$ 2.975;
  • ao mês — 0,35 x 70% +TR = 0,245%. Nesse caso, o rendimento mensal é de R$ 245.

Ao final do ano, o seu saldo na poupança seria de R$ 102.975, sem considerar os juros compostos.

Cenário com Selic alta

E quanto rende R$ 100 mil na poupança com a taxa básica de juros acima 8,5% ao ano? Aqui, é preciso considerar o rendimento da poupança como de 0,5% ao mês + TR.

Então, se a TR estiver zerada, o cálculo é o seguinte:

  • ao ano — 0,5% x 12 meses + TR = 6%. O rendimento anual seria de R$ 6 mil;
  • ao mês — 0,5% +TR = 0,5%. O rendimento mensal seria de R$ 500.

Nesse caso, o saldo da poupança depois de 12 meses seria de R$ 106 mil, sem considerar os juros compostos.

Para simular a rentabilidade da caderneta com outros valores e períodos, existe um recurso no site do Banco Central — a calculadora do cidadão.

Quais são as alternativas de investimentos tão seguras quanto à poupança?

Depois de acompanhar quanto rende R$ 100 mil na poupança é possível perceber que, apesar da praticidade e segurança, o retorno é baixo. Contudo, há alternativas que também tem como característica um risco menor, mas que podem oferecer ganhos maiores que a caderneta.

Logo, é interessante conhecer as diferentes opções que o mercado financeiro oferece. Veja a seguir!

Títulos do Tesouro Direto

Quando se fala em investimento de baixo risco, o destaque são os títulos do Tesouro Direto — a plataforma de negociação de títulos emitidos pelo Governo Federal. Dessa maneira, os investidores podem emprestar dinheiro para o Governo e ter ganhos com os juros do período.

Eles são aplicações de renda fixa e, diferentemente do funcionamento da caderneta, o rendimento é realizado diariamente, considerando os dias úteis. Nesse ponto, já há uma vantagem em relação à poupança, pois haverá rentabilidade mesmo se o dinheiro ficar aplicado por menos de um mês.

Além disso, os títulos do Tesouro Direto são considerados os mais seguros do mercado, pois contam com a garantia do Governo Federal. Eles também permitem fazer aportes com valores baixos e possuem alta liquidez.

Na plataforma, você encontra três alternativas principais:

  • Tesouro Selic — o rendimento acompanha 100% da taxa Selic;
  • Tesouro Prefixado — rende segundo uma taxa já fixada no momento da compra;
  • Tesouro IPCA+ — a rentabilidade acompanha as variações do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e também uma taxa prefixada, por isso é um título híbrido.

Diferentemente da poupança, os títulos públicos têm incidência de IR. Ainda assim, as alternativas do Tesouro Direto podem oferecer retornos mais atrativos quando comparados à caderneta.

O Tesouro Selic tem sido uma das escolhas de muitos investidores para substituir a poupança. Isso porque ele tem alta liquidez, possibilitando resgates antecipados sem perdas. Ainda que os outros títulos também apresentem liquidez alta, pode haver risco de perda no resgate antecipado.

CDB

Os CDBs são certificados de depósitos bancários — títulos emitidos por bancos com o objetivo de captar recursos dos investidores para financiar suas operações. Então você empresta dinheiro ao banco e é remunerado com os juros do período.

Ao investir nesses títulos, você também pode encontrar rentabilidades prefixadas, híbridas ou pós-fixadas (que é a mais comum). Assim, como a poupança, os CDBs têm um risco baixo e são garantidos pelo FGC.

No caso da liquidez, ela pode ser diária em alguns títulos, mas outros permitem resgate apenas no vencimento — a não ser que haja venda no mercado secundário. Em relação à tributação, esses títulos têm incidência de IR, mas podem ter rentabilidade mais alta.

Fundos DI

Os fundos referenciados DI são fundos de investimento de renda fixa que apresentam alta liquidez, possibilitando fazer resgates a qualquer tempo. Isso porque eles têm sua carteira composta por títulos públicos federais ou privados pós-fixados.

Além disso, tem como característica acompanhar a taxa Selic ou o CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Assim, pode ser uma alternativa para objetivos mais imediatos, como a reserva de emergência ou planos financeiros de curto prazo.

LCIs e LCAs

Ainda na renda fixa, temos a LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio). Elas são títulos emitidos por bancos e utilizados para as operações relacionadas ao setor imobiliário e ao agronegócio, respectivamente.

Por conta disso, não há tributação do IR. Elas também contam com a garantia do FGC, assim como a poupança. Todavia, a liquidez nas LCIs e LCAs não costuma ser muito alta — e geralmente são alternativas que exigem aportes maiores do investidor.

Quanto à remuneração desses títulos, ela costuma ser mais alta, tanto considerando os juros oferecidos quanto a isenção de IR. Assim, para quem tem um prazo maior, pode ser uma opção vantajosa.

Alternativas em renda variável

Por fim, é importante ter em mente que a renda variável, apesar de ter riscos maiores, também podem ser uma opção à poupança. Você pode investir em ações, ETFs (Exchange Traded Funds), fundos de investimento imobiliários (FIIs) e outros ativos.

Contudo, o ideal é sempre considerar seu perfil de investidor. Por conta da volatilidade, os investimentos dessa classe são voltados para perfis moderados e arrojados — enquanto a poupança é voltada para os investidores mais conservadores.

Mas pode valer a pena considerar expor pelo menos parte do seu capital à renda variável para diversificar seu portfólio. Considerando o montante de 100 mil, é possível aumentar o potencial de quanto ele rende ao pulverizar em opções além da poupança.

Com isso, você pode, por exemplo, manter uma parte significativa em alternativas seguras e ter uma menor parte na renda variável, a depender do seu perfil. Isso ajuda a reduzir os riscos e aumentar a possibilidade de ganhos mais interessantes, especialmente no longo prazo.

Afinal, compensa investir na poupança?

Ao longo deste artigo, você viu as características da caderneta e soube quanto R$ 100 mil rende na poupança. Depois de conferir essas informações, vem a questão: vale a pena fazer esse investimento?

O primeiro ponto para responder a essa pergunta é entender seu perfil de investidor. Também vale considerar suas metas financeiras. A partir disso, você pode avaliar os aspectos de risco, liquidez e rentabilidade da poupança e das alternativas apresentadas.

Entretanto, é preciso pensar que mesmo pessoas conservadoras e que buscam praticidade têm opções mais rentáveis que a poupança — com a mesma segurança. O retorno da caderneta, especialmente quando a taxa Selic está baixa, portanto, é pouco atrativo.

Então a dica é analisar outros investimentos, a fim de encontrar opções semelhantes, mas com mais vantagens para você. Além disso, considere a importância da diversificação da carteira. Mesclar investimentos de renda fixa e variável pode ser interessante.

Se você ficar em dúvida diante de tantas opções do mercado, não se preocupe. É possível contar com o suporte da sua corretora de valores. Abrindo uma conta na Guide, você terá orientação para entender os investimentos de acordo com o seu perfil e objetivos.

Agora você sabe quanto R$ 100 mil rende na poupança. Como pôde notar, o retorno, mesmo depois de um ano, não é muito significativo. Assim, apesar da facilidade de fazer aportes e resgates na caderneta, é válido ampliar seu olhar para outros investimentos, a fim de buscar por maiores ganhos!

Gostou deste conteúdo? Se você quer conhecer os possíveis ganhos que a caderneta pode proporcionar com outros valores, basta usar a nossa calculadora de rendimento da poupança!

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