Quanto rende 1 milhão no Tesouro Direto?

Tempo de leitura: 12 minutos

Quem busca segurança na hora de investir geralmente se interessa pelos títulos públicos, uma vez que eles são garantidos pelo próprio Governo Federal. No entanto, para fazer uma boa escolha de investimento, é importante considerar quanto de ganho você pode obter.

O que veremos neste artigo?
O que é Tesouro Direto?
Como funcionam os títulos públicos?
Quais são os principais títulos disponíveis no Tesouro Direto?
Qual é a diferença entre rentabilidade nominal e real?
Quais fatores afetam a rentabilidade dos títulos públicos?
Como investir nos títulos do Tesouro Direto?
Como escolher a alternativa mais adequada para investir R$1 milhão?
Conclusão

Que tal saber, por exemplo, quanto rende R$1 milhão no Tesouro Direto? Este conteúdo ajudará você a fazer os cálculos. Nos tópicos a seguir, será possível entender o que é Tesouro Direto e qual a importância de calcular a rentabilidade real de um investimento.

Por fim, você saberá como se faz para investir no Tesouro Direto e quais fatores considerar para escolher um investimento. Continue lendo e entenda!

O que é Tesouro Direto?

Tesouro Direto é o nome da plataforma desenvolvida pelo Tesouro Nacional em parceria com a B3, a bolsa de valores brasileira. Por meio dele, pessoas físicas podem adquirir títulos públicos federais de maneira totalmente on-line.

Nessa plataforma, há diversos títulos, que variam em prazo, rentabilidade e forma de pagamento dos rendimentos. Por isso, vale destacar que o Tesouro Direto não é um investimento em si, mas o programa ou plataforma que distribui títulos públicos.

Logo, quando se fala em investir e em saber quanto rende R$1 milhão, estamos falando dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto. Pela diversidade de opções, é possível encontrar alternativas mais alinhadas com as suas necessidades.

Como funcionam os títulos públicos?

Uma característica marcante nos títulos públicos é a segurança. Eles são garantidos pelo próprio Governo, enquanto títulos privados são garantidos por empresas ou instituições financeiras. Desse modo, no segundo caso há maior risco de calote.

Por isso, há investidores que decidem guardar sua reserva de emergência em títulos públicos — em especial, no Tesouro Selic. Contudo, por conta dessa segurança, a rentabilidade deles não é tão expressiva quando os comparamos com outros investimentos.

Ainda assim, há vantagens. Afinal, no momento em que o investidor precisa de seus recursos para lidar com um imprevisto, ele tem a certeza de que conseguirá resgatá-los. A previsibilidade dos ganhos também é um benefício importante.

E títulos públicos não são usados apenas para guardar a reserva de emergência. Há pessoas que os escolhem visando atingir objetivos de longo prazo. Nesse caso, eles podem oferecer rentabilidades mais interessantes.

Por isso, vale a pena conhecer bem cada tipo de título público e analisar quanto rende R$1 milhão nesse investimento. É sobre isso que você lerá a seguir.

Quais são os principais títulos disponíveis no Tesouro Direto?

Você acabou de ver que o Tesouro Direto não é propriamente um investimento. Como a plataforma oferece diversos títulos, é preciso conhecer cada tipo para saber quais são as principais alternativas de investimento disponíveis.

A seguir, você verá quais são os títulos possíveis e qual o valor dos rendimentos que é possível obter ao investir R$1 milhão. Para isso, foi utilizada a Calculadora do Tesouro Direto, que permite fazer simulações de investimentos.

Vale destacar, contudo, que os resultados do cálculo só se concretizam quando o investidor mantém o dinheiro investido até a data de vencimento. Além disso, nos títulos com componente pós-fixado a simulação pode não ser correta, a depender das movimentações futuras nas taxas.

Dito isso, confira quanto rende R$1 milhão no Tesouro Direto!

Tesouro Selic

O Tesouro Selic tem uma rentabilidade diária pós-fixada, atrelada à taxa Selic. Para calcular os rendimentos gerados por R$1 milhão de reais investidos nesse título, podemos recorrer à calculadora do Tesouro Direto.

Considere o Tesouro Selic 2024, sendo 1º/04/2021 a data do investimento e 1º/09/2024 a data do vencimento, por exemplo. A rentabilidade está atrelada à taxa Selic, mas a página do Tesouro Direto indicava também um componente prefixado de 0,18% em abril de 2021.

Vale notar que esta porcentagem sofre alterações constantemente. Eventuais taxas cobradas por corretoras não entrarão no cálculo, por serem variável. Quanto à taxa Selic, consideremos um percentual de 2,75%.

Com esses dados, o valor bruto no momento do resgate seria de R$1.103.503,06. No entanto, o valor líquido obtido seria de R$1.079.016,10, pois é preciso descontar algumas cobranças:

  • a taxa de custódia cobrada no período de investimento — nesta simulação, um total de R$8.961,50.
  • com uma alíquota de 15%, o Imposto de Renda, nesse caso, seria de R$15.525,46.

É possível realizar um cálculo também considerando o Tesouro Selic 2027, que vence em 1º/03/2027. O componente prefixado indicado na página no Tesouro Direto em abril de 2021 era de 0,33%.

Nesse caso, o valor bruto no momento do resgate seria de R$1.196.355,41. A taxa de custódia, por sua vez, seria de R$16.209,40, e o Imposto de Renda, um montante total de R$29.453,31, considerando uma alíquota de 15%. Assim, o valor líquido de resgate estaria em R$1.150.692,69.

Tesouro Prefixado

O Tesouro Direto disponibiliza também o Tesouro Prefixado. Nesse caso, a rentabilidade é determinada de acordo com um percentual fixo, de modo que você já sabe previamente o quanto receberá no título.

Essa característica torna importante ter atenção à estratégia de investimentos. Isso porque investir em títulos pós-fixados permite acompanhar a economia. Afinal, a rentabilidade sobe ou desce de acordo com aumentos ou cortes nas taxas de juros.

No prefixado, a rentabilidade permanece a mesma. Se a taxa Selic começar a subir, por exemplo, o investimento feito pode se tornar menos vantajoso. Por outro lado, quando a taxa básica de juros está em queda, um investimento de rentabilidade prefixada pode ser mais benéfico.

Na simulação para saber quanto rende R$1 milhão no Tesouro Direto, considere o Tesouro Prefixado 2024, que estava oferecendo uma rentabilidade de 8,14% em abril de 2021.

Suponhamos que a data do investimento seja 1º/04/2021 e a data de vencimento seja 1º/07/2024. Com isso, o valor bruto de resgate seria de R$1.287.614,43.

No entanto, o valor gasto em taxa de custódia no período alcançaria R$9.260,14, e, em Imposto de Renda, mais um desconto de R$43.142,16. Assim, teríamos um valor líquido de resgate de R$1.235.212,13.

É possível simular, ainda, o Tesouro Prefixado 2026 — que vence em 1º/01/2026 e tem uma rentabilidade de 8,68% ao ano.

Nesse caso, o valor bruto de resgate seria de R$1.484.472,41. A taxa de custódia alcançaria R$14.728,16 e o Imposto de Renda, R$72.670,86. Assim, o valor líquido de resgate, nesse exemplo, seria de R$1.397.073,39.

Tesouro IPCA

Por fim, o Tesouro IPCA é mais um título público. Ele possui uma rentabilidade híbrida: parte dela é prefixada, definida em um percentual fixo que varia conforme o tipo de título e o dia da aquisição. Outra parte é pós-fixada, atrelada ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

O IPCA é a medida oficial da inflação no Brasil. Logo, esse título garante a reposição das perdas causadas pela inflação, já que rende sempre uma taxa fixa acima do índice.

Visto que a rentabilidade do título tem uma parcela pós-fixada, não é possível calcular quanto exatamente é o rendimento desse investimento. No entanto, consideraremos um percentual fictício de 6% para a inflação.

Veja a simulação para dois títulos:

IPCA 2026

O vencimento do Tesouro IPCA 2026 se dará em 15/08/2026, e o componente prefixado de sua rentabilidade é de 3,56%.

Investindo R$1 milhão no dia 1°/04/2021, o valor de resgate seria de R$1.649.204,40, com valor líquido de R$1.534.068,63.

Isso porque devemos descontar a taxa de custódia que, nesse caso, seria de R$17.755,11, e o Imposto de Renda de R$97.380,66.

IPCA 2035

No Tesouro IPCA 2035, a data de vencimento é 15/05/2035, e a parcela prefixada da rentabilidade é de 4,06%. Com isso, temos um rendimento bruto total de R$3.974.639,42.

A taxa de custódia seria de R$87.771,72 e o Imposto de Renda descontaria R$446.195,91. Desse modo, o valor líquido de resgate seria de R$3.440.671,79.

Você pode perceber que se trata de uma grande diferença em relação aos títulos anteriores. Isso porque esses são investimentos de longo prazo. Para obter essa rentabilidade, é preciso se comprometer a manter o dinheiro investido por mais de uma década.

Qual é a diferença entre rentabilidade nominal e real?

Talvez os custos dos títulos públicos tenham chamado a sua atenção enquanto você analisava os cálculos acima. Para analisá-los, é importante compreender os conceitos de rentabilidade nominal e rentabilidade real.

A rentabilidade nominal diz respeito à rentabilidade bruta; já a real, ou líquida, por sua vez, considera os custos do investimento. Assim, descontando as cobranças, você pode saber o quanto de fato receberá pela aplicação.

Isso é ainda mais relevante quando se compara dois investimentos. Para tomar uma decisão acertada, é preciso considerar fatores como a taxa de custódia. Além disso, alguns investimentos estão sujeitos a uma taxa de administração e até mesmo a uma taxa de performance.

O Imposto de Renda é outro custo que incide sobre diversos investimentos. Mas há aqueles em que essa cobrança não ocorre. Esse é o caso das LCIs e LCAs (letras de crédito imobiliário e do agronegócio). Debêntures incentivadas também não estão sujeitas ao Imposto de Renda.

É preciso considerar todos esses custos antes de investir, a fim de evitar surpresas negativas. Por isso, quando você for consultar a rentabilidade de um investimento, verifique tanto a rentabilidade nominal quanto a real.

Quais fatores afetam a rentabilidade dos títulos públicos?

Como você viu, R$1 milhão investidos no Tesouro Direto geram rendimentos de valores variados, dependendo do tipo do título. Por isso, vale a pena destacar os fatores que impactam a rentabilidade dos títulos públicos.

Um deles é o prazo do investimento. Quando um investidor se compromete a manter o dinheiro investido por um tempo maior, ele espera ser recompensado por isso, certo? Essa recompensa se dá na forma de uma rentabilidade mais alta.

Em outros casos, o investidor tem a liberdade de resgatar seu dinheiro no curto prazo sem ter prejuízo na rentabilidade. Assim, não se espera que o devedor arque com um pagamento maior de juros.

Em relação à rentabilidade dos títulos públicos, há um fator importante a considerar: a lógica de juros prometida só é garantida na data de vencimento. Em casos de resgates antecipados, você estará exposto à marcação a mercado.

Ela se baseia na lei da oferta e da demanda e no valor que o mercado dá ao seu título a cada momento. Assim, se você decide vender a aplicação antes do vencimento, é preciso aceitar o preço que o mercado está concordando em pagar.

Essa dinâmica pode fazer com que a rentabilidade seja maior ou menor que o acordado. Isso reforça a necessidade de se fazer um bom planejamento antes de investir em títulos de maior prazo, para não correr riscos de prejuízo.

Como investir nos títulos do Tesouro Direto?

Achou interessante a ideia de investir nos títulos do Tesouro Direto? Para adquiri-los, é preciso acessar o sistema por meio de uma conta em corretora de valores, como a Guide. Você deve abrir uma conta e transferir dinheiro para ela.

Então, terá acesso a uma grande variedade de investimentos. Entre eles, os títulos públicos. Lembre-se de verificar se eles estão alinhados com os seus objetivos antes de investir.

Como escolher a alternativa mais adequada para investir R$1 milhão?

Os títulos públicos são considerados os investimentos mais seguros do país. Essa é uma vantagem que atrai diversos investidores. No entanto, é preciso considerar outros fatores antes de tomar suas decisões de investimento.

Confira!

Objetivos

Um dos elementos a considerar é o que você pretende com o investimento. Por exemplo, há pessoas que alocam a reserva de emergência no Tesouro Selic. Com isso, elas garantem segurança e liquidez para imprevistos.

Mas suponhamos que você tenha um objetivo de longo prazo, como custear a faculdade dos filhos daqui a muitos anos. Nesse caso, o Tesouro Selic pode não ser a melhor alternativa. Afinal, há investimentos de longo prazo que proporcionam uma rentabilidade superior.

Entre esses investimentos estão títulos públicos como o Tesouro IPCA. Mas há também títulos privados que podem oferecer uma boa rentabilidade. Com respeito à segurança, há aqueles que são cobertos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Perfil de investidor

Ao considerar suas necessidades e os riscos dos investimentos, a escolha adequada passa pela descoberta do seu perfil de investidor. Ele pode ser conservador, moderado ou agressivo. Para pessoas com perfil conservador, os títulos públicos são mais atrativos.

Já para quem tem perfil moderado e agressivo, há alternativas de renda variável que podem trazer melhor potencial de retorno — especialmente no longo prazo. É o caso de ações, fundos imobiliários etc.

Conhecimento

Com um capital alto como R$1 milhão, é preciso ter cuidado ao tomar boas decisões de investimento. Para isso, vale a pena se informar com relação ao mercado financeiro. Uma boa maneira de fazer isso é acompanhar fontes confiáveis de informações, como O Guia Financeiro.

Diante da variedade de alternativas de investimentos, você pode conhecer as opções e montar uma carteira de diversificada. Isso permite fazer o manejo do risco, que é uma maneira de amenizar o impacto de eventuais desvalorizações em determinados ativos.

Conclusão

Agora que você sabe quanto rende R$1 milhão no Tesouro Direto, faça uma boa análise para escolher a melhor alternativa. Títulos públicos oferecem segurança e liquidez, enquanto apresentam rentabilidade limitada. Considere os diversos elementos para decidir!

O que acha de começar a compor uma carteira sólida? Abra uma conta na Guide e tenha acesso a uma grande variedade de investimentos, inclusive ao Tesouro Direto!

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