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Psicologia Econômica: o que é e como aplicá-la para organizar suas finanças pessoais?

Tempo de leitura: 8 minutos

A relação das pessoas com o dinheiro vai além dos cálculos de ganhos e despesas. Para dar conta dos aspectos comportamentais ligados às finanças, existe a psicologia econômica. Trata-se de uma ciência que pode ajudar a melhorar a sua organização e proporcionar mais tranquilidade.

Conhecer o conceito é útil para compreender como as emoções interferem em suas finanças pessoais. Com isso, você poderá evitar as armadilhas e usufruir do dinheiro de maneira mais consciente.

O que veremos neste post?
O que é psicologia econômica?
Como funciona a psicologia econômica?
Por que ela é tão importante?
Qual a relação entre psicologia econômica e finanças pessoais?
Quais são as armadilhas que a psicologia econômica identifica?
Como aplicar a psicologia para organizar as finanças pessoais?

Quer saber mais? Neste post, você entenderá a psicologia econômica e verá como usar esses conhecimentos a seu favor. Confira a seguir!

O que é psicologia econômica?

A psicologia econômica é uma área de estudos que tem a finalidade de compreender a relação entre o comportamento humano e a economia. Nesse sentido, compreende que as atitudes relacionadas ao uso do dinheiro não são puramente racionais.

Essa ciência surgiu da percepção de que alguns padrões não podiam ser explicados pelas teorias econômicas tradicionais. Por exemplo, ainda que as pessoas tenham consciência de que não devem gastar mais do que recebem, muitas vezes elas cedem aos impulsos de compras.

Logo, existem decisões irracionais sobre o dinheiro e isso precisa ser explicado. A psicologia econômica ganhou forma só no século XX. Na década de 1940, George Katona criou o Índice de Sentimento do Consumidor.

Ele é um instrumento que até hoje auxilia na compreensão da conexão entre emoções e finanças.  Efetivamente, a área teve estudos mais expressivos na década de 1970 e ainda está consolidando seu espaço no Brasil. Um dos destaques em nosso país é a pesquisadora Vera Rita De Mello Ferreira.

Os avanços nas pesquisas da área contribuem para entender comportamentos, crenças e limitações que impactam na organização financeira. Assim, são conhecimentos que podem ajudar a lidar com desafios ligados ao dinheiro.

Como funciona a psicologia econômica?

Como vimos, a psicologia econômica tem como base a compreensão de que as decisões financeiras não são unicamente racionais. Elas são atravessadas por fatores internos, como comportamentos e emoções, além de aspectos socioemocionais.

Desse modo, é importante considerar que todas as pessoas são afetadas por questões emocionais em algum grau. Além disso, a mesma pessoa pode ter maior ou menor predomínio das emoções, dependendo de outros influentes.

Por exemplo, mesmo alguém que costuma ser bastante consciente em relação ao planejamento e uso do dinheiro pode assumir gastos desnecessários ou tomar decisões ruins quando está em situações de estresse e cansaço.

Portanto, a psicologia econômica tem o objetivo de entender e explicar esses comportamentos. Interessa para a área observar elementos individuais e sociais. Com isso, ela auxilia na tomada de consciência para assumir uma postura mais autônoma em relação ao dinheiro.

Por que ela é tão importante?

Mudar a vida financeira, geralmente, é um grande desafio e muitas pessoas desistem antes que os hábitos se consolidem. Isso porque existem muitas armadilhas que prejudicam o seu controle. Logo, não basta apenas ter conhecimento financeiro.

Dessa forma, entender a psicologia nos ajuda a avaliar as influências antes de tomar as decisões. Como resultado, é possível ponderar com maior assertividade na hora de fazer escolhas e gerir o seu dinheiro. Inclusive, sabendo evitar decisões importantes em momentos não propícios.

Também é preciso compreender que o dinheiro não se limita ao poder de compra, pois é também o resultado dos seus esforços dedicados a conquistá-lo. Além disso, representa objetivos maiores, como a liberdade, a segurança e a tranquilidade financeira.

Qual a relação entre psicologia econômica e finanças pessoais?

Como você viu, entender a fundamentação da psicologia econômica é importante para identificar os fatores que interferem na relação das pessoas com o dinheiro. Mas, afinal, como isso pode ser usado para melhorar a vida financeira?

Em primeiro lugar, é preciso considerar que é humanamente impossível controlar totalmente as emoções. Por outro lado, ter a consciência de como elas afetam o comportamento e as decisões torna mais fácil ter algum controle.

Com o tempo, você começa a se conhecer melhor e a perceber quais são os seus próprios padrões. Também entende determinados obstáculos e dificuldades. Assim, pode buscar soluções para aumentar as chances de concretizar os planejamentos e cuidar melhor das finanças.

Quais são as armadilhas que a psicologia econômica identifica?

Até aqui, você teve um panorama da psicologia econômica e da importância dela para a vida financeira. Nas próximas linhas, será possível entender algumas armadilhas que ela identifica.

Acompanhe!

Desejo impulsivo

Uma das armadilhas mais comuns é o desejo impulsivo. Ele vem acompanhado de sentimentos negativos — como frustração, raiva e tristeza — por não ter imediatamente o que se quer. Para solucionar esse incômodo, muitas pessoas atendem à vontade sem refletir.

Junto a isso, está a ideia social de que “só se vive uma vez”, que dá a sensação de ser preciso fazer o que se tem vontade no momento. Contudo, apesar de o gasto parecer vantajoso pelo prazer, ele pode acarretar frustrações e dificuldades ao trazer desequilíbrio no orçamento.

A educação financeira ajuda a perceber que não é necessário eliminar a satisfação da compra para ter uma boa relação com o dinheiro. Quando você compreende o que é importante em sua vida, tem o discernimento para atender a certos prazeres sem que isso comprometa sua tranquilidade.

Comportamento de manada

O efeito manada é uma tendência de “fazer o que todo mundo está fazendo”. Isso leva as pessoas a comprarem produtos que não precisam — e que muitas vezes nem são usados — para seguir o fluxo, por exemplo.

Já existem muitos experimentos científicos e sociais que demonstram esse efeito. Um bom exemplo é quando uma pessoa começa a olhar um ponto fixo e as outras ao seu redor repetem a ação quase que automaticamente.

A lógica por trás desse comportamento é que se outras pessoas estão fazendo aquilo, deve ser o certo a fazer. Então, antes de gastar o seu dinheiro, é importante se questionar se realmente é um desejo seu ou a decisão tem maior influência social.

Efeito ancoragem

As armadilhas anteriores se referem à escolha de gastar ou não o dinheiro. Já o efeito ancoragem está mais relacionado ao modo como a despesa é feita. Trata-se de uma predisposição a se ater à primeira informação que se tem contato.

Para exemplificar, se você entra em uma loja e vê uma blusa por R$200, esse valor se tornará a sua referência. Assim, ao se deparar com outra peça por R$100, ela parecerá muito mais vantajosa, pois representa a metade do preço da outra.

Mas isso não significa que o valor cabe em seu orçamento ou que a peça tem qualidade. Logo, é preciso buscar mais informações além dessas.

Aversão à perda

É comum o ser humano não desejar perder. Nesse sentido, perder R$100 provoca emoções mais fortes em uma pessoa do que ganhar R$100. E isso não se restringe a valores e objetos — também se refere a oportunidades.

Imagine ver uma oferta com 60% de desconto e não comprar nada. A situação lhe remete à ideia de perder uma oportunidade. Assim, sua tendência será a de adquirir um item, mesmo que não precise.

Como aplicar a psicologia para organizar as finanças pessoais?

Agora você já conhece algumas das armadilhas financeiras que a psicologia econômica ajuda a identificar. Que tal saber como aplicar os conhecimentos para organizar as finanças pessoais?

Confira dicas!

Compreenda a sua relação com o dinheiro

Para mudar os padrões de comportamento com o dinheiro, é preciso compreender a sua relação com as finanças pessoais. Dessa maneira, é necessário observar como esse assunto foi abordado ao longo de sua vida e quais hábitos foram desenvolvidos, por exemplo.

Defina as prioridades

Ao desenvolver o autoconhecimento, ficará mais fácil perceber quais são as prioridades em sua vida. A partir disso, você pode hierarquizar o que é essencial, importante ou supérfluo.

Ter essa clareza é fundamental para lidar com as interferências, pois traz a consciência de que elas afastam você do que é prioridade. Com isso, será viável analisar com mais consciência se determinado gasto faz sentido ou não.

Fale sobre dinheiro

O dinheiro é um tabu em nossa sociedade. Perguntar sobre valores costuma ser constrangedor e quase ofensivo. Mas conversar sobre esse assunto é saudável e necessário.

O Brasil não tem a tradição de desenvolver a educação financeira e esse é um problema que está lentamente sendo revertido. Assim, discutir sobre o tema, especialmente com as pessoas mais próximas, ajuda muito a aprender mais e a ampliar a visão.

Automatize decisões de investimentos

Uma dica bastante prática para começar a organizar o hábito de investir é automatizar os investimentos no início do mês. Isso ajudará a visualizar o seu salário já sem aquela quantia que reservou para poupar mensalmente.

Assim, você usa a ancoragem a seu favor, por exemplo. E evita que o dinheiro seja perdido em armadilhas da mente. Considere o valor das aplicações como uma mensalidade, assim como as contas de água, luz etc.

Entenda seus comportamentos

Analisar o próprio comportamento é fundamental na vida financeira. Por isso, verifique quais são as situações em que a sua predisposição a gastar sem necessidade está maior e tente evitá-las. E entenda também as frustrações envolvidas nos seus desejos e em outras armadilhas

Como você viu, a psicologia econômica traz conhecimentos importantes para compreender sua vida financeira. Com ela, é possível entender as dificuldades de mudar os hábitos financeiros e superar esses desafios. Então estudar o assunto é sempre interessante!

Se você deseja transformar a sua relação com o dinheiro, a educação financeira é essencial. Para isso, conte com o Guia Financeiro Vip da Guide Investimentos — uma plataforma completa para aprender a investir no seu tempo!

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