CabeçalhoConteúdoNewsletterRodapé

Cotações por TradingView

Por que cada vez mais empresas brasileiras estão abrindo IPO fora do país?

7 de julho de 2022
Escrito por Guide Investimentos
Tempo de leitura: 5 min
Compartilhar
imagem ilustrativa
Tempo de leitura: 5 min

Quando as empresas decidem abrir o seu capital, elas realizam o chamado IPO. Esse processo traz novas oportunidades para os investidores e, por isso, ele pode fazer parte das suas decisões de investimentos.

Ao mesmo tempo, vale observar um movimento que tem se repetido entre as empresas brasileiras: a estreia em mercados externos. Por isso, é importante saber quais são os motivos que têm levado a essa migração das companhias de capital aberto e como ela pode afetar sua estratégia de investimentos.

A seguir, descubra por que as empresas brasileiras têm realizado IPOs fora do país e veja como aproveitar essas oportunidades no mercado financeiro!

O que é um IPO e como funciona?

Sigla para initial public offering, o IPO também é conhecido como oferta pública inicial. Ele está relacionado à estreia de uma empresa ou de um fundo de investimentos na bolsa de valores. No caso das companhias, elas passam a ter o capital aberto assim que suas ações ficam disponíveis na bolsa.

Com isso, os investidores interessados podem negociar as ações, adquirindo os papéis para se expor aos resultados do negócio. Com os fundos, há o lançamento das cotas de participação para compra no mercado.

Em relação ao funcionamento, o processo de IPO no Brasil é regulado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Nesse sentido, a empresa deve atender a diversos requisitos, como solicitar autorizações, fazer registros de documentos, entre outros processos.

Ao longo do processo de abertura de capital, é comum contar com um intermediário financeiro — como uma instituição responsável por conduzir o procedimento. Entre os passos, há o período de reserva.

Nessa fase, os interessados indicam quantas ações pretendem adquirir e qual é o preço que desejam pagar pelos papéis. Essa etapa ajuda a formar o preço final de negociação da ação.

Os investidores que tiverem indicado um preço menor são excluídos da oferta e os demais podem adquirir os papéis de modo antecipado. Assim que ocorre IPO, a empresa participa do pregão da bolsa de valores brasileira (B3) pela primeira vez e as ações podem ser negociadas entre os investidores.

Por que as empresas abrem IPO?

Agora que você entendeu como funciona um IPO, é importante compreender porque as empresas realizam o processo. Em geral, o principal motivo é a captação de recursos. Afinal, assim que as ações são emitidas e negociadas no IPO, os recursos captados seguem diretamente para a empresa.

Descontadas as taxas e outros custos, o dinheiro obtido pode financiar projetos e ajudar no pagamento de dívidas da companhia, por exemplo. Nesse sentido, a empresa obtém recursos financeiros sem precisar pagar juros de um empréstimo ou financiamento.

Além disso, o negócio pode aproveitar o fortalecimento do nível de governança e a projeção no mercado. Logo, essa também pode ser uma estratégia para alcançar objetivos comerciais e de posicionamento.

Por que cada vez mais empresas brasileiras estão abrindo IPO fora do país?

Após considerar as vantagens que podem estar associadas aos IPOs, vale a pena entender como as empresas brasileiras têm se comportado. Em 2021, por exemplo, a bolsa brasileira observou um recorde de ofertas públicas de ações: foram 46 empresas que, juntas, movimentaram mais de R$ 65 bilhões.

No entanto, o movimento perdeu força no final daquele mesmo ano. Em agosto de 2021, aconteceu o último IPO até, pelo menos, junho de 2022.

Além disso, muitas companhias decidiram realizar a abertura de capital fora do país. Embora o movimento já tivesse acontecido antes da interrupção de IPOs na bolsa brasileira, ele parece ter ganhado força nesse contexto.

O Nubank é um dos exemplos de empresas que abriram capital em 2021 na bolsa de valores de Nova York (NYSE). Além da fintech, outras instituições optaram por estrear a negociação de ações no mercado externo.

Somente em 2021, seguiram esse caminho as empresas:

  • Vinci Partners;
  • Zenvia;
  • Vtex;
  • CI&T.

Entre os motivos para a migração, estão as diferenças entre a bolsa brasileira e as bolsas estrangeiras — com destaque para os mercados dos Estados Unidos. Nos ambientes globais, há um volume maior de negociação, o que pode tornar as ações mais líquidas e, consequentemente, mais atraentes para os investidores.

Além disso, como o mercado estrangeiro tem um número maior de investidores, a tendência é que a captação financeira seja mais elevada. Se ela ocorrer em dólares, ainda há a variação cambial que pode favorecer a empresa em sua estreia no mercado internacional. Isso porque a moeda americana costuma ser mais valorizada que o real.

Como consequência dessa maior captação de recursos, a avaliação da empresa pode ser favorecida. Além disso, a companhia pode ser comparada a seus concorrentes globais, o que tende a expandir e fortalecer sua atuação.

Como acessar esses negócios?

Depois de você descobrir por que as empresas brasileiras têm feito IPO fora do país, é o momento de saber como acessar essas oportunidades. Para tanto, existem duas possibilidades principais.

A primeira é participar de um IPO que for realizado na própria bolsa de valores brasileira. Nesse cenário, vale a pena analisar a oportunidade para entender se é interessante fazer o aporte. Em caso afirmativo, você pode aproveitar o período de reserva e, assim, adquirir as ações no seu lançamento.

Já para acessar as ações das empresas que negociam em bolsas estrangeiras, existem oportunidades para acessá-las via mercado brasileiro. Entre elas, está o investimento em um fundo de índice (ETF).

Esse veículo financeiro replica a carteira teórica de um indicador de mercado para compor seu portfólio. Ao escolher o ETF de um índice estrangeiro, você pode ter acesso indireto aos resultados de empresas negociadas em bolsas internacionais.

Além disso, existe o certificado de depósito de valores mobiliários (BDR). Esse é um investimento que também está disponível na bolsa e que tem lastro em ações, ETFs ou títulos de dívidas internacionais.

À época do seu IPO na NYSE, por exemplo, o Nubank lançou BDRs na bolsa brasileira. Assim, tornou-se possível participar do negócio pela B3, mesmo que a estreia tenha acontecido em outro mercado.

Neste artigo, você descobriu o que é o IPO de empresas e por que diversas companhias brasileiras têm optado pela estreia fora do mercado nacional. Ainda assim, há como acessar até as companhias que abriram seu capital fora do país por meio de investimentos disponíveis no Brasil.

O que você pensa sobre esse assunto? Para explorar o funcionamento do mercado financeiro, assine O Guia Financeiro VIP e destrave seu conhecimento!

Guiar as pessoas para que o dinheiro não limite a vida. Este é o nosso propósito e o que acreditamos. Queremos eliminar as barreiras e limitações que impedem as pessoas de viverem sem ter que ficar só preocupadas com dinheiro. Aqui, no portal O Guia Financeiro, te auxiliamos e ensinamos diversas formas de alcançar a sua independência e sempre te lembramos de contar com os nossos Assessores-Guias com o objetivo de alcançar seus sonhos e objetivos.

Veja também