Como fazer um bom planejamento financeiro? 9 Dicas para começar!

Tempo de leitura: 11 minutos

Saber como fazer um bom planejamento financeiro é um dos passos mais importantes para ter total controle sobre as suas finanças pessoais. Assim, você pode desfrutar do presente com sabedoria, sem se preocupar com as incertezas do futuro.

Além disso, com o planejamento é possível criar um plano personalizado para que os seus sonhos e objetivos sejam alcançados mais facilmente. No entanto, é comum encontrar pessoas que não sabem como e nem por onde começar a se organizar.

Por isso, neste artigo você entenderá a importância dessa organização e verá 9 dicas de como fazer um planejamento financeiro. Confira!

O que é planejamento financeiro?

O planejamento financeiro é um conjunto de medidas que ajudam na organização das finanças para suprir as necessidades do cotidiano com mais tranquilidade e segurança. Além disso, ele pode ser utilizado como uma ferramenta para alcançar objetivos de curto, médio ou longo prazo.

Por exemplo, uma viagem de férias, aquisição de uma casa ou a sonhada independência financeira. Com um bom planejamento, é mais fácil cuidar não apenas do seu presente, mas também construir um futuro mais próspero.

Cabe ressaltar que, depois de ter um planejamento financeiro estabelecido, o seu primeiro passo para construção de patrimônio deve ser montar a reserva de emergência. Ela protege você de imprevistos financeiros e assegura também seus planos de outros investimentos para alcançar seus sonhos.

Qual a importância do planejamento financeiro?

Depois de saber o que é planejamento financeiro, entenda por que ele é importante para a sua vida — e de sua família também. Acompanhe!

Criação de hábitos saudáveis

A partir do momento em que há uma organização financeira, sua relação com os gastos se torna mais saudável. Isso porque é possível ter uma visão melhor sobre o seu dinheiro e você aprende como usá-lo a seu favor.

Um exemplo é a prevenção de compras por impulso. Em vez de comprar um item porque está na promoção, você passa a entender que as compras planejadas são o melhor caminho para usar o dinheiro com inteligência. Assim, não desperdiça recursos.

Maior tranquilidade financeira

Um planejamento também traz mais tranquilidade para a sua vida financeira. Afinal, ao controlar as finanças você evita situações que podem levar ao endividamento. Logo, não precisa viver preocupado em função disso.

Além disso, ao ter um planejamento financeiro você fica mais tranquilo para tomar decisões porque conhece seu saldo e sabe o quanto pode gastar. Assim, tendo consciência do seu orçamento é possível se sentir mais seguro para lidar com imprevistos no curto prazo.

A tranquilidade também vem da preparação para o futuro. Com uma reserva de emergência e outros investimentos planejados, você não se sentirá tão vulnerável. Pelo contrário, saberá que tem um dinheiro reservado para momentos futuros.

Realização de sonhos

Por fim, fazer um planejamento financeiro é importante porque também pode ajudá-lo a realizar os seus sonhos. Com hábitos saudáveis, você terá disciplina para poupar e guardar o dinheiro necessário para realizar os planos de curto, médio e longo prazo.

Nesse momento, é fundamental fazer investimentos. Afinal, essa prática pode permitir aumentar o seu patrimônio ao longo do tempo. Assim, você conseguirá realizar os seus sonhos mais facilmente.

Para ter sucesso nessa jornada, entretanto, é preciso se planejar e aprender a investir e fazer escolhas alinhadas aos seus objetivos e preferências.

Como fazer um planejamento financeiro?

Você já entendeu a importância do planejamento financeiro. Agora, é preciso aprender a colocá-lo em prática. Confira a seguir 9 dicas para fazer um planejamento eficiente das suas finanças!

1. Entenda as suas finanças pessoais e familiares

O primeiro passo para saber como fazer um planejamento financeiro é conhecer a realidade das suas finanças. Para tanto, é preciso saber o que entra e sai da sua conta todo mês. Então anote todos os seus ganhos e, principalmente, os seus gastos.

Vale registrar até mesmo aqueles que parecem insignificantes. Isso porque os pequenos gastos, quando somados, podem ter um impacto significativo no seu orçamento. Depois de anotar toda sua movimentação financeira, você conseguirá perceber como está gastando seu dinheiro.

Diante disso, é possível reorganizar os gastos e eliminar algumas despesas para economizar. Assim, ficará mais fácil ter dinheiro para investir em seus planos. Ao terminar esse passo, você terá informações para montar seu planejamento financeiro.

2. Faça um diagnóstico financeiro

O segundo passo no planejamento financeiro para começar a poupar dinheiro é fazer um diagnóstico financeiro. Ele permitirá identificar formas de reduzir as despesas e cortar os gastos — aumentando, assim, a probabilidade de sobrar dinheiro no final do mês.

Nesse sentido, veja quais despesas podem ser reduzidas. Por exemplo, energia elétrica, planos de telefonia e alimentação fora de casa. Além disso, existem cobranças que podem ser facilmente eliminadas — como tarifas bancárias ou anuidades de cartões.

Certamente estando atento a esses detalhes será mais fácil descobrir como economizar ou cortar custos. Desse modo, um diagnóstico das suas finanças ajuda a fazer sobrar dinheiro para investir nos seus planos.

3. Trace objetivos e metas financeiras

Ao identificar o que se passa nas suas finanças, é o momento de traçar os seus objetivos financeiros. Ou seja, definir o que você quer para o futuro e o de sua família. Assim, você poderá ter o controle do caminho que está tomando.

Alguns exemplos de objetivos mais comuns são: fazer uma festa de casamento, comprar um carro, viajar de férias. Além disso, matricular-se em uma faculdade, começar um negócio próprio e se aposentar são objetivos comuns.

O próximo passo é estipular metas financeiras para cada um dos objetivos traçados. Determine quanto precisa poupar do seu salário para conquistar os seus objetivos. Ao pensar no prazo de realização e no valor necessário, é possível realizar esse cálculo.

4. Defina uma regra para utilizar o seu dinheiro

Para orientar os seus gastos e não perder o controle das suas metas, é importante estabelecer um limite mensal para cada tipo de despesa. Para ajudá-lo nessa tarefa pode ser interessante pensar em uma regra. Uma indicação geral que pode funcionar para você é a regra do 50-30-20.

Ela é uma fórmula simples que divide as despesas pessoais ou da família em três categorias:

  • 50% para as despesas essenciais: moradia, educação, saúde, alimentação e transporte, por exemplo;
  • 30% para os gastos variáveis e supérfluos: academia, assinaturas e serviços, cuidados pessoais, lazer e diversão, compras, etc;
  • 20% para poupar e investir: pagamento de dívidas, reserva de emergência e investimentos em geral.

A ideia dessa regra é ajustar o orçamento de acordo com os percentuais para controlar as despesas e enxugar os gastos desnecessários. Ela também visa ajudar a criar o hábito de guardar dinheiro para investir. Ainda, ela pode ser adaptada segundo suas preferências e possibilidades.

5. Controle seu orçamento

Após ter um orçamento estabelecido e conhecer suas finanças, é importante continuar anotar as suas receitas e despesas para conseguir manter o seu planejamento. Para tanto, você pode contar com o auxílio da tecnologia.

As planilhas de Excel, por exemplo, podem ser configuradas para criar categorias de despesas e fazer cálculos automáticos. Dessa forma, fica mais fácil controlar as suas despesas e o saldo disponível. Um aplicativo de finanças pode ser ainda mais simples e funcional.

Alguns aplicativos oferecem relatórios sobre suas movimentações financeiras e alertas de contas a pagar e a receber. Ademais, permitem a criação de metas de gastos, focando na sua economia. Portanto, uma solução mais completa que pode ajudar a controlar melhor seu orçamento.

6. Evite endividamento

As dívidas são um grande problema para os brasileiros. Além de levar ao descontrole no orçamento, elas podem consumir ainda mais o seu dinheiro pelo pagamento de juros. Assim, é preciso ter um planejamento para evitar esse cenário no seu dia a dia.

E fique atento: dívidas não são apenas as contas em que você está inadimplente. Parcelas de cartão de crédito ou financiamentos também são consideradas assim. Portanto, vale manter esses recursos controlados para não impactar suas finanças.

O crédito disponível pode ser uma tentação. Muitas pessoas acabam vendo os seus cartões de crédito como complemento da renda, por exemplo. Mas na verdade eles são custos a mais. Ao usá-los, você estará contraindo uma dívida com o banco.

E o descontrole poderá levar a um endividamento. Por isso, evite usá-los sem cautela. Caso não seja possível, adote boas práticas. Por exemplo, anote todas as suas compras a crédito para ter uma visão geral dos gastos no cartão e estabeleça um limite de uso.

Assim, você diminui as chances de extrapolar o orçamento. Além disso, evite compras parceladas. Quanto mais parcelas, mais você estará comprometendo um orçamento futuro (sobre o qual você não consegue ter controle). Assim, os riscos são maiores.

7. Encontre maneiras de aumentar sua renda

Se você quer alavancar as suas finanças para atingir os seus objetivos mais rapidamente, uma renda extra pode ser um impulsor financeiro. Existem diversas maneiras de aumentar sua renda sem precisar se esforçar muito para isso.

Uma delas é o dropshipping. Com ele, você pode vender pela internet sem ter estoque. Isso porque o vendedor atua como um intermediário entre o fornecedor e os clientes. Assim, sua responsabilidade é apenas divulgar um produto.

Quando o cliente finaliza uma compra, sua tarefa como vendedor está finalizada. E é o fornecedor quem fica responsável por enviar o produto ao cliente.

Além dessa, outras formas interessantes de fazer renda extra são:

  • afiliado digital;
  • cuidador de animais;
  • anfitrião de hospedagem;
  • freelancer de conteúdo;
  • professor de aulas particulares etc.

8. Monte a sua reserva de emergência

Até aqui você já viu dicas para planejar sua vida financeira, alterar os seus hábitos em relação aos gastos e impulsionar os seus ganhos. Tendo todos esses cuidados, é possível começar a trilhar seu caminho no universo dos investimentos.

A primeira etapa para isso é criar uma reserva de emergência, como você viu. Então é preciso definir um plano para poupar dinheiro mensalmente e montá-la. O valor destinado deve ser capaz de cobrir, pelo menos, 6 meses do seu custo de vida.

Além disso, também é importante saber onde esse dinheiro será investido. Como o foco é segurança, já que o montante deve ficar disponível para ser usado em imprevistos, o mais recomendado é investir em alternativas com baixo risco.

A liquidez é outro ponto que deve ser considerado. Afinal, as emergências podem acontecer a qualquer momento. Logo, o ideal é poder transformar o investimento em dinheiro rapidamente. Então deve-se optar por opções com liquidez diária.

Um dos principais investimentos para quem busca segurança e alta liquidez é o Tesouro Selic. Ele é um título público, por isso, é considerado um dos mais seguros do mercado. Também costumam ser usadas alternativas como títulos privados de liquidez diária e fundos DI.

9. Comece a investir para alcançar seus sonhos e objetivos

Com sua reserva de emergência formada, agora é o momento de realizar investimentos para alcançar os seus sonhos e objetivos financeiros. Para tanto, você precisa entender qual o seu perfil como investidor.

Ele indica qual é o seu nível de tolerância aos riscos. Portanto, poderá ajudar a encontrar os investimentos mais adequados para você.

De acordo com as classificações, há três perfis:

  • conservador: prioriza mais a segurança. Logo, prefere investimentos de baixo risco;
  • moderado: ainda mantém interesse pela segurança, mas está disposto a abrir mão de parte dela para buscar retornos melhores;
  • arrojado: está mais aberto ao risco e, por isso, costuma se expor mais para tentar obter ganhos maiores com seus aportes.

Após entender o seu perfil de investidor, procure conhecer as alternativas disponíveis no mercado financeiro. Os investimentos são divididos em duas classes principais.

Uma delas é a renda fixa, que tem as suas regras de remuneração definidas. Portanto, seu funcionamento envolve mais previsibilidade sobre os resultados que o investidor pode ter. Outra classe é a renda variável — que possui maiores riscos e volatilidade.

Depois de conhecer as duas classes, o próximo passo é pesquisar os investimentos mais alinhados aos seus planos. Por exemplo, se você tem um perfil arrojado e objetivos de longo prazo, pode fazer sentido investir em ações. Já pessoas conservadoras podem ter preferência pela renda fixa.

Conclusão

Pronto! Agora você já sabe como fazer um bom planejamento financeiro com estas 9 dicas! Então dê o primeiro passo o quanto antes. Ao conhecer seu orçamento, criar sua reserva de emergência e começar a investir, seus sonhos estarão mais próximos de serem realizados!

Com a educação financeira é possível otimizar os resultados do seu processo de aprendizagem no universo dos investimentos. Destrave agora mesmo todo o seu conhecimento com nosso Guia Financeiro!

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