PIB 2019: mensagens do segundo trimestre

Recentemente tivemos a divulgação do PIB do segundo trimestre de 2019: 0,4% de avanço em relação ao trimestre anterior. Grande avanço? Ritmo de parada? Há, na verdade, pontos a se comemorar e outros a se lamentar.

É sabido amplamente que, da virada entre 2018 e 2019 até hoje, as previsões para o PIB 2019 derreteram. Houve quem apontasse que neste ano cresceríamos pelo menos o dobro do que no ano anterior, 1%, e alguns diziam que poderia ser até o triplo. Essa reversão de expectativas trouxe, para as edições mais recentes do Boletim Focus, uma previsão de que nossa economia tenha acréscimo ao redor de 0,85% neste ano.

Porém, nem só de más notícias vive nossa recuperação econômica após a maior crise já registrada em terra brasilis. Esse resultado trimestral nos traz boas notícias, tais como: a décima alta trimestral seguida no consumo das famílias, formação bruta de capital fixo (investimentos) teve um aumento pela primeira vez após duas quedas seguidas e uma surpresa positiva pela indústria e pela construção civil. O setor de serviços continua a segurar o crescimento, enquanto o agro e a indústria pouco interferem.

Especificamente no tocante a construção civil, temos que seu crescimento é importante porque, em se tratando de um setor intensivo em mão-de-obra e em uma situação ainda muito complicada de desemprego em dois dígitos, a aceleração desse setor pode significar um arrefecimento mais intenso do desemprego no país.

Estamos saindo a passos lentos da maior crise econômica da história do Brasil. Mas, por mais que não seja o ritmo de retomada igual ao previsto por alguns economistas, não dá para negar que o fundo do poço está ficando cada vez mais para trás. Ainda bem.

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