CabeçalhoConteúdoNewsletterRodapé

Cotações por TradingView

Os riscos de se entrar em um mercado estrangeiro

6 de dezembro de 2021
Escrito por Suno Research
Tempo de leitura: 3 min
Compartilhar
ilustração de uma pessoa sentada na cadeira de um avião olhando pelo horizonte com um celular na mão
Tempo de leitura: 3 min

Para gerar valor aos acionistas, uma empresa precisa não somente suprir as necessidades de suas operações, mas também, conseguir crescer e se expandir ao longo do tempo.

De certa forma, uma companhia pode gerar esse valor tornando suas operações mais eficientes, lançando novos produtos ou serviços para atingir um novo público, ou então, expandindo sua base de clientes atual. Mas para o funcionamento dessas alternativos, é preciso que exista mercado em potencial para ser explorado.

Para isso, uma alternativa interessante é a expansão em mercados no exterior. A estratégia pode ser utilizada tanto por empresas com espaço de crescimento no mercado nacional, mas que querem aproveitar um crescimento ainda maior, quanto por companhias que já enfrentam dificuldade em crescer no Brasil, por uma possível saturação no mercado local.

O problema é que entrar no mercado em um país diferente do habitual nem sempre é tão simples, e por mais que em um primeiro momento isso demonstre ser uma grande oportunidade de aumentar as vendas, a administração precisa ter certos cuidados.

Para uma empresa expandir suas operações ao exterior, investimentos precisam ser realizados, e um devido retorno deve ser exigido, para não somente permitir a expansão da empresa nesse novo mercado, mas também para garantir a sua sustentabilidade.

Dessa forma, os seguintes riscos e adequações devem ser levados em consideração:

Risco cambial: Ter operações no exterior, torna a companhia sujeita a variações cambiais, impactando diretamente o resultado, não somente nas receitas e despesas, mas também na própria conversão dos resultados para moeda nacional. Assim, por exemplo, os retornos obtidos em um país no exterior, podem ser reduzidos, caso a moeda nacional se valorize, prejudicando a empresa.

Para reduzir esse impacto, as companhias tentam se proteger utilizando o chamado “hedge”, mas isso nem sempre consegue proteger totalmente a companhia.

Risco político e regulatório: Empresas que expandem ao exterior, passam a estar sujeitas também aos riscos políticos e regulatórios da região. Países diferentes possuem exigências e regras diferentes, e a empresa precisa ser capaz de não somente atender as necessidades impostas hoje, mas também conseguir resolver futuros problemas que podem surgir.

Eficiência operacional: A eficiência da empresa é um dos mais importantes de todos os riscos. Por mais que a empresa opere eficientemente em território nacional, nem sempre se repetirá em outra região.

Muitos fatores podem afetar a empresa no exterior, como exigências regulatórias, licenças, regras trabalhistas, uma logística não eficiente, dentre muitas outras.

Adequação dos produtos ou serviços a região: Um problema que muitas empresas enfrentam ao entrar em mercados externos, é a falta de adequação aos consumidores locais.

Cada país possui sua própria cultura, costumes e necessidades, e é preciso que as instituições sejam comprometidas em realizar investimentos de longo prazo,  adaptando seus produtos ou serviços para os gostos do mercado estrangeiro.

Portanto, o investidor precisa avaliar bem toda companhia que tem, ou pretende ter, operações no exterior. Mesmo que seja uma oportunidade, existem riscos adicionais que precisam ser levados em consideração, desde a maneira em como essa penetração no exterior está sendo feita, até a própria sustentabilidade da operação.

Da mesma forma que um investidor busca as empresas que podem lhe dar os melhores retornos no longo prazo, uma companhia deve avaliar exaustivamente como alocar o capital, e o investimento para atingir um mercado no exterior não é diferente. Até porque no final das contas, são esses tipos de decisões que vão decidir se algum valor será criado, ou então, destruído.

Gostou desta edição? Envie seu feedback para [email protected]

Somos a maior casa de análises financeiras independente, que educa e apoia o pequeno e médio investidor de valor - pessoa física - a atingir a sua independência financeira. Para isso, fornecemos conteúdos educativos e recomendações de investimentos de excelente qualidade, com foco no longo prazo e com total respeito ao consumidor, sem promessas desleais ou mirabolantes.

Veja também