Petróleo fecha em baixa, após varejo da China desapontar e dúvidas sobre demanda

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Os contratos futuros do petróleo encerraram o pregão desta quinta-feira, 16, em baixa, um dia depois de o WTI ter atingido o nível de fechamento mais alto desde 6 de março. O mercado operou com cautela hoje, após uma queda inesperada das vendas no varejo chinês em junho, o que gera incerteza sobre a demanda pela commodity energética.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para setembro, que agora é o contrato mais líquido, recuou 1,14%, a US$ 40,93 o barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para o mesmo mês caiu 0,96%, a US$ 43,37 o barril.

O Produto Interno Bruto (PIB) da China registrou alta anual de 3,2% no segundo trimestre de 2020, acima das expectativas, mas o recuo de 1,8% nas vendas no varejo em junho, na comparação anual, geraram dúvidas sobre a continuidade da retomada econômica chinesa. Essa incerteza se soma à aceleração da pandemia nos Estados Unidos.

Segundo analistas da RBC Capital Markets, também pesou no mercado da commodity energética o fato de a China estar reduzindo suas compras de petróleo. “Os enormes programas de compras chinesas provaram ser uma válvula de escape necessária para os saldos globais de petróleo”, dizem os profissionais.

Ontem, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, grupo conhecido como Opep+, anunciou que flexibilizará o acordo de corte na produção em agosto, mas sinalizou confiança na retomada da demanda. “É improvável que os medos que ressurgiram da pandemia inviabilizem o passo em direção à normalização do mercado de petróleo”, avalia Norbert Rücker, chefe de Pesquisa em Economia do banco suíço Julius Baer. Na visão da Fitch Ratings, a redução gradual dos cortes reflete, de fato, a recuperação da demanda.

Para o chefe de Pesquisa em Commodities do Commerzbank, Eugen Weinberg, por outro lado, permanecem dúvidas sobre o acordo da Opep+, embora o grupo pareça ter o mercado sob controle. “Os retardatários realmente implementarão os cortes prometidos? Com que rapidez o cartel poderá reagir se as perspectivas da demanda piorarem novamente?”, questiona.

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