Petróleo fecha em queda com retorno lento da demanda e foco em tensões EUA-China

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Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda, nesta quarta-feira, 27, com participantes do mercado demonstrando mais cautela sobre a recuperação da demanda, à medida que as economias reabrem. As tensões entre Estados Unidos e China também ajudaram a mudar o humor dos participantes do mercado, azedando o otimismo anterior. Arábia Saudita e China decidiram que é preciso esforço coordenado para que o mercado produtor atinja as metas de corte e segurem a queda de preços.

O petróleo WTI para julho fechou em queda 4,48%, a US$ 32,81 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o Brent para agosto recuou 3,51%, a US$ 35,45 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

Os contratos futuros do petróleo já operavam em baixa na madrugada, revertendo ganhos do dia anterior, em meio à tensões entre EUA e China e dúvidas sobre a recuperação da demanda pela commodity. A Casa Branca acrescentou combustível ao cenário de incerteza com ameaças de retaliação à China, pela interferência em Hong Kong.

Além disso, há certa reavaliação sobre o retomada da demanda por petróleo. Para o Commerzbank, as expectativas de que a demanda se normalize rapidamente e um aumento geral no apetite pelo risco ontem fizeram com que os preços subissem. No entanto, “os números confiáveis em relação à demanda serão divulgados com algum atraso, e manchetes relacionadas ao lado da oferta, em particular, estão provocando flutuações de preços no curto prazo”.

Para Eugen Weinberg, analista do banco alemão, “é provável que o mercado concentre sua atenção na reunião Opep+” Organização dos Países Exportadores de petróleo de 9 e 10 de junho. “Até o momento, as posições dos dois principais participantes diferem consideravelmente”, afirma o analista sobre a decisão de estender os cortes.

No noticiário internacional, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, informaram que concordam em realizar uma “coordenação estreita” das restrições à produção de petróleo, segundo um comunicado do Kremlin.

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