Petróleo fecha em baixa, com alta do dólar e preocupações por covid-19

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Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa nesta segunda-feira, pressionados por uma valorização do dólar e a diminuição no apetite por risco no mercado, diante de dúvidas sobre a recuperação econômica principalmente na Europa.

O petróleo WTI com entrega para abril fechou em queda de 0,34% (US$ 0,22), cotado a US$ 65,39 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o Brent para maio recuou 0,49% (US$ 0,34), aos US$ 68,88 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

O petróleo começou o dia operando em alta, em reação a dados positivos da China. Segundo divulgou o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês), a produção industrial chinesa do primeiro bimestre de 2021 cresceu 35,1% em relação a igual período de 2020. Já as vendas de moradias dispararam 143,5% no primeiro bimestre, em comparação anualizada.

O Commerzbank aponta que o processamento de petróleo aumentou 15% na China no primeiro bimestre com relação ao ano passado. Já a produção, mesmo comparada com 2019, quando não havia as adversidades pela covid-19, aumentou 11,4% no período.

No entanto, ao longo da sessão, o avanço da covid-19 voltou a deixar muitos países em alerta, em meio a um processo de vacinação lento na Europa, para os padrões de economias avançadas. Às preocupações somaram-se ainda as interrupções na aplicação de doses do imunizante da AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. A Itália voltou a decretar lockdown nacional, em meio ao aumento no número de casos, enquanto França e Alemanha estudam aumentar as restrições à mobilidade.

Além disso, o dólar se valorizou perante os pares, o que torna o petróleo mais caro para detentores de outras divisas.

No entanto, os fundamentos do mercado levaram o Citigroup a elevar sua previsão para o barril do Brent para US$ 69 ao final de 2021, ante US$ 64 anteriormente. O mesmo ocorreu para 2022, quando o banco espera que o barril seja cotado a US$ 59 no fim do ano, ante US$ 58 da última previsão. Entre os motivos apontados pelo Citigroup para as elevações na projeção, estão as ações “agressivas” da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) para “tirar petróleo do mercado por mais tempo”.

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