Petróleo fecha em alta com foco em Fed, retomada e queda nos estoques dos EUA

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Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quarta-feira, 10, com otimismo sobre a retomada da economia no pós-covid e foco no posicionamento do Federal Reserve (Fed, banco central americano), que decidiu manter sua taxa básica de juros entre 0% e 0,25% e se comprometendo a deixá-la nos níveis atuais enquanto for necessário. As declarações reverteram a tendência de queda vista mais cedo.

O petróleo WTI para julho fechou em alta de 1,70% a US$ 39,60 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). O Brent para agosto avançou 1,34%, a US$ 41,73 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

O mercado de petróleo reagiu positivamente a indicações do Fed de que continuará a dar o suporte necessário à economia, após manter os juros. Diante da postura do BC americano, os contratos da commodity se fortaleceram e se firmaram em território positivo. Segundo a Pantheon, o Fed reforçou seu compromisso de manter o “bom funcionamento do mercado”, nesta quarta-feira, prometendo continuar as compras de Treasuries e títulos lastreados em hipotecas “pelo menos no ritmo atual”. A posição do Fed ajuda na recuperação econômica e no aumento da demanda, obviamente importante para o petróleo.

Antes disso, os contratos tentavam superar o movimento de queda observado desde início da sessão, com temor de alta nos estoques. O clima de incerteza foi se reduzindo gradualmente após a divulgação do relatório semanal de estoques nos Estados Unidos do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). O documento mostrou recuo de 5,72 milhões de barris nos estoques de petróleo americana, bem superior à expectativa de queda de 1,2 milhão de barris dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal.

Segundo o Commerzbank, atualmente o mercado parece estar interessado principalmente no tipo de petróleo WTI. “O preço nos EUA é mais importante para a indústria de óleo de xisto, que apesar da atual “superioridade” da Opep provavelmente continuará a ser o principal produtor marginal a longo prazo e ditará o desempenho dos preços no futuro”, afirma Eugen Weinberg, analista do banco alemão.

“Apesar do aumento maciço dos preços – mesmo após o último declínio do WTI ainda ser negociado acima de US$ 38 (o barril) -, a indústria de óleo de xisto dos EUA ainda não parece estar fora de perigo”, acredita Weinberg.

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