Petróleo fecha em baixa, com fraqueza na demanda e estoques em destaque

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Os contratos fecharam em território negativo nesta terça-feira, 28. O contrato em Nova York bateu mínimas desde pelo menos 1986, depois chegou a ser apoiado por declarações do governo dos Estados Unidos, mas não teve fôlego. Voltou a predominar a avaliação de que a demanda pela commodity é muito diminuta atualmente, diante da pandemia de coronavírus e das consequentes restrições à atividade, e também de que os estoques podem ficar repletos, sobretudo nos EUA, o que pioraria o quadro.

O petróleo WTI para junho fechou em baixa de 3,44%, a US$ 12,34 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para julho caiu 1,43%, a US$ 22,74 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

A queda muito forte na demanda continua a pressionar os contratos. Hoje, a Moody’s, por exemplo, divulgou projeções de contração para a economia dos países do G20 e previu que o petróleo WTI fique em média em US$ 30 o barril em 2020 e o Brent, em US$ 35.

Além disso, o fato de estoques estarem já com muitos barris do produto tem sido destacado. Hoje, o ministro da Energia da Rússia, Alexander Novak, disse que os elevados níveis de estoques têm pesado sobre os preços. Ele previu que o pacto de corte na produção do Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) ajudará o quadro, embora advertindo que não deve haver alta significativa no futuro próximo, justamente pela questão dos estoques.

Ainda pela manhã, o WTI chegou a virar para o positivo, após o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, dizer que o presidente Donald Trump o instruiu a “cuidar” do setor de energia. À emissora Fox Business, Mnuchin disse que o país não abrirá mão de sua segurança energética, por isso apoiará o setor. Mais adiante, porém, os dois contratos voltaram a se firmar em território negativo.

Em relação ao WTI, o ING comenta que a pressão de baixa também é fruto de notícias segundo as quais o US Oil Fund rolará seus contratos para junho em busca de outros, com vencimento mais adiante, por causa das condições do mercado e por questões regulatórias. O ING afirma em relatório que a atuação desse fundo reflete o fato de que “ninguém quer estar entre os últimos a encerrar suas posições antes de um contrato expirar”, a fim de evitar o que ocorreu com o WTI para maio, que chegou a ser negociado em território negativo, com investidores evitando ter de receber o produto e desejando vender seus contratos antes disso. Para o banco holandês, o WTI para junho pode ficar cada vez menos líquido, como resultado da situação, e deve sofrer mais volatilidade quando estiver perto de vencer.

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