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Os 7 erros mais comuns na declaração de imposto de renda

Tempo de leitura: 6 minutos

O envio da declaração anual de imposto de renda é um dos principais compromissos na agenda dos brasileiros e que merece bastante atenção. Isso porque um erro no seu preenchimento pode resultar em consequências desagradáveis ao contribuinte.

Em 2020, por exemplo, mais de um milhão de brasileiros caíram na malha fina. Dentre os erros mais cometidos, destacaram-se a omissão de rendimentos e problemas de dedução de IR. Isso mostra que mesmo sendo um assunto familiar, as dúvidas relacionadas a ele são constantes.

Para evitar problemas com a Receita Federal, confira neste guia financeiro os sete erros mais comuns no preenchimento da declaração de imposto de renda e saiba como evitá-los.

  1. Perder o prazo da declaração
  2. Autonomeação como isento
  3. Esquecer de pagar o IR todo mês
  4. Errar na conta dos ganhos e perdas do trade
  5. Esquecer de calcular as ações
  6. Não lembrar dos custos operacionais!
  7. Prorrogar demais e deixar para a última hora
    Quase sempre tem uma solução

1.   Perder o prazo da declaração

Iniciamos com um erro clássico: não declarar. Precisa enviar a declaração de IR, todo contribuinte que em 2020:

  • recebeu rendimentos tributáveis acima de R$28.559,70 ou isentos acima de R$40.000,00;
  • obteve ganho de capital na venda de bens;
  • fez operações na bolsa de valores;
  • estava com patrimônio superior a R$300.000,00 em 31 de dezembro de 2020;
  • adquiriu um imóvel em menos de 180 dias após ter vendido outro com isenção de IR.

Atenção! Aqueles que tiveram apenas prejuízo em suas operações, também precisam declarar. A ausência desta informação, além de gerar uma pendência no CPF do investidor, resulta em multa (no mínimo R$165,74 e máximo de 20% do IR devido) e os prejuízos não poderão ser usados para descontar em lucros futuros.

2.   Autonomeação como isento

É considerado como isento, o contribuinte que não atender aos requisitos mencionados acima, assim como aquele cuja fonte dos rendimentos seja aposentadoria, pensão ou outro benefício previdenciário.

Também é desobrigado de declarar imposto de renda aquele que constar como dependente em outra declaração.

No caso das operações em renda variável, o benefício da isenção é apenas para quem não ultrapassou o limite de R$20 mil no mês. Acima desse valor, o imposto deve ser recolhido mensalmente via DARF – Documento de Arrecadação da Receita Federal e declarado normalmente.

Quando os ganhos conquistados estiverem dentro da faixa de isenção, eles devem ser informados em lucros isentos. Vale ressaltar que essa regra não se aplica às operações de day trade, independente do volume negociado. Por isso, verifique com calma se você realmente se encaixa na regra.

3.   Esquecer de pagar o IR todo mês

Esse é um erro muito comum entre os investidores que negociam no mercado de renda variável. Diferentes de outras modalidades de ativos, operações em bolsa de valores não têm o imposto totalmente retido pela corretora. Logo, fica a cargo dos investidores essa tarefa mensal.

É importante ressaltar que o Imposto de Retido na Fonte (IRRF) não é o mesmo que imposto de renda (IR). O primeiro refere-se a antecipação feita pela corretora (0,005% sobre o valor de cada venda), o famoso “dedo duro”. Já o segundo, trata-se do imposto sobre o lucro (15% no caso de ações).

Portanto, agora que você já sabe a diferença dos dois tipos de impostos, lembre-se que o Imposto de Retido na Fonte (IRRF) não equivale ao total de imposto a ser recolhido. Por isso, se você realizou operações na bolsa de valores, deve recolher o imposto por meio da emissão de DARF até o último dia útil do mês seguinte.

Tenha sempre em mente que a declaração anual de imposto de renda é um momento de prestação de contas com a Receita Federal e não para o pagamento de imposto.

4.   Errar na conta dos ganhos e perdas do trade

Alguns investidores esquecem de utilizar os prejuízos para reduzir o valor de imposto a ser pago, poisquando se perde dinheiro em uma operação, é possível descontá-lo quando obtiver lucro.

Por este motivo, manter o registro dos prejuízos é fundamental para que eles possam ser utilizados em um momento oportuno. O que permite ao investidor pagar menos imposto.

5.   Esquecer de calcular as ações

O cálculo do preço médio é fundamental para o preenchimento correto da declaração de imposto de renda. A tributação é realizada por ativo.

Sendo assim: o cálculo levará em consideração todas as ações que estão sob sua custódia e o preço só altera quando são feitas novas compras.

No caso de recebimento de bonificações, o preço médio deve ser feito dividindo o valor total da aquisição de ações pela quantidade de total de ações (incluindo bonificações).

Já para desdobramentos, o preço médio deve ser dividido pela mesma quantidade que a ação se desdobrou.

6. Não lembrar dos custos operacionais!

Um pequeno detalhe ou um simples esquecimento pode resultar na cobrança de mais imposto do que se deve. Isso é muito comum nas operações realizadas na bolsa, em que fica a cargo do investidor o recolhimento de imposto.

Neste caso, ao esquecer de inserir informações como custo de corretagem, dentre outras taxas, o cálculo será feito sobre o valor bruto, logo maior, quando na verdade deveria ser sobre o lucro líquido.

Fique atento! O Imposto de Renda é cobrado pela Receita Federal e não pela corretora de valores escolhida para fazer suas operações. Como a tributação é feita por CPF, o imposto é o mesmo para todas as corretoras. Logo, se você fez operações em mais de uma instituição, tenha cuidado na hora de fazer o cálculo.

7. Prorrogar demais e deixar para a última hora

Desde a chegada do novo coronavírus, os prazos de entrega da declaração de IR passaram a ser prorrogados a fim de minimizar as dificuldades trazidas pela pandemia. Neste ano, a data limite para envio era 30 de abril, no entanto a Receita Federal optou por alterar e estender o prazo para até o dia 31 de maio de 2021.

Mesmo com essa prorrogação, é importante não deixar para última hora. Ao enviar sua declaração com calma e antecedência, você reduz as chances de erro e evita problemas com o leão, além de receber a restituição logo nos primeiros lotes.

Imposto de Renda 2021: tudo o que você precisa saber para não errar na hora da declaração.

Uma alternativa para quem opera renda variável é a calculadora de IR, disponibilizada pelas corretoras. Trata-se de um sistema que reconhece as informações de suas notas de corretagem, faz o levantamento do IR mensal e já emite o DARF.

Quase sempre tem uma solução

Embora desagradáveis, erros são comuns, a boa notícia é que mesmo com a declaração já enviada é possível fazer correções e evitar problemas maiores.

Uma vez identificado o deslize, o contribuinte deve fazer a declaração retificadora, utilizando o mesmo programa usado para enviar a declaração original.

Neste ano, algumas novidades foram o recebimento do auxílio emergencial. Embora seja um benefício concedido pelo governo dada à pandemia, ele é considerado um rendimento tributável e precisa ser declarado.

Fique atento a estes detalhes, que muitas vezes passam despercebidos, e podem levá-lo ao grupo dos contribuintes que caíram na malha fina.

Quer saber mais sobre o Imposto de Renda 2021? Então veja com mais detalhes como declarar ações, day trades e fundos imobiliários no IR.

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