Open banking: o que é e como funcionará no Brasil?

Tempo de leitura: 5 minutos

Com o intuito de simplificar os processos no mercado financeiro e trazer mais autonomia para o consumidor, o open banking começou a ser implantado no Brasil. Trata-se de uma tecnologia que permite o compartilhamento de dados dos clientes entre as instituições. Assim, ele visa facilitar o seu acesso a diferentes produtos e serviços financeiros.

Mas não é preciso ficar preocupado. Afinal, a troca de informações só pode ocorrer com a sua autorização. A ideia é justamente que os clientes possam carregar seus dados financeiros para onde desejar.

Ainda está complicado entender como será o seu funcionamento? Então acompanhe este post para compreender como será o open banking no Brasil, bem como as vantagens do sistema para o consumidor.

O que veremos neste artigo?
O que é open banking?
Como funciona esse sistema?
Quando o open banking está previsto para funcionar no Brasil?
Quais as vantagens do sistema?
Quais mudanças o open banking pode trazer para ao mercado financeiro nacional?

Vamos lá?

O que é open banking?

Vamos imaginar que você tem um longo relacionamento com o seu banco. Devido a isso, a instituição conhece a fundo seu perfil, pois acompanha seu comportamento junto ao sistema financeiro há anos.

No entanto, caso você queira utilizar os serviços de outra instituição, atualmente, ela não possui acesso ao seu histórico. Pode ser mais difícil, por exemplo, conseguir taxas de juros mais baixas para um empréstimo ou financiamento, mesmo que você seja considerado um bom pagador.

Essa situação ilustra como existe muita burocracia acerca dos dados financeiros dos clientes no Brasil. E, para simplificar esses processos — e aumentar a competição entre instituições, o Banco Central está implantando no país o open banking, que significa sistema financeiro aberto.

A ideia é proporcionar o compartilhamento dos dados dos clientes entre as instituições — sempre com consentimento. É, portanto, uma maneira de você ter acesso a produtos e serviços mais atrativos do mercado com maior facilidade.

O open banking já faz parte do sistema financeiro do Reino Unido e está em estudo para ser implementado em outros países — como Japão, Estados Unidos e participantes da União Europeia. A seguir você entenderá como ele funciona.

Como funciona esse sistema?

Como foi possível perceber, o open banking traz autonomia para o consumidor em relação às suas informações financeiras. E, para que a troca desses dados ocorra entre as instituições, é utilizada a tecnologia API, uma interface de programação de aplicativos.

Trata-se de um sistema seguro, que conversa com outros softwares — e permite, assim, que as instituições financeiras consigam se conectar às plataformas de outras instituições ou bancos. Desse modo, é possível compartilhar os dados dos correntistas, sempre com a devida permissão.

Além disso, para participar do open banking, as instituições precisam obedecer às normas do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central. Os bancos e instituições de porte maior tem a participação obrigatória, porém as companhias de pequeno porte também podem participar.

Para elas, é vantajoso fazer parte desse ecossistema. Afinal, somente as instituições que fornecerem os dados dos próprios correntistas poderão receber as informações de outros bancos quando precisarem.

Quando o open banking está previsto para funcionar no Brasil?

A implantação do open banking do Brasil já está em andamento, visto que a primeira etapa aconteceu em 1° de fevereiro de 2021. Na fase inicial, as informações trocadas entre as instituições incluíram dados sobre canais de atendimento, produtos, serviços e taxas — sem envolver dados dos clientes.

Já a segunda fase terá início em 15 de julho e os clientes poderão compartilhar suas informações pessoais. Por exemplo, nome completo, CPF e CNPJ, endereço e dados de movimentações relativas aos serviços bancários.

No entanto, essa troca só ocorrerá com o consentimento do correntista. E, segundo o Banco Central, a qualquer momento o cliente pode retirar esse consentimento. Como você pode ver, a ideia é dar liberdade para os clientes.

Na terceira fase de implementação do open banking no Brasil, os clientes poderão acessar os serviços de pagamentos e propostas de crédito de outras instituições.

Por último, a fase final, que deve ter início em 15 de dezembro, ampliará o compartilhamento de informações dos clientes. Assim, as instituições poderão ter acesso a dados mais específicos, como investimentos, Previdência, seguros, entre outros.

Quais as vantagens do sistema?

Agora que você já acompanhou como está o andamento do open banking no Brasil, precisa conhecer as vantagens desse novo sistema para os clientes.

Confira os principais benefícios que ele pode trazer:

  • autonomia para os consumidores quanto às suas informações financeiras, especialmente em relação ao histórico de relacionamento com uma instituição financeira;
  • tecnologia segura para o compartilhamento dos dados dos clientes, a partir de um ambiente que conta com diversas camadas de segurança — e que funciona com a autenticação do correntista e da instituição financeira;
  • maior competição no mercado, permitindo que os clientes encontrem produtos, serviços e taxas mais vantajosas em diferentes instituições;
  • oferta de produtos e serviços mais personalizados aos clientes;
  • possibilidade de integrar, em um único ambiente, opções de produtos e serviços de bancos, fintechs, corretoras e outras empresas do sistema financeiro;
  • para os investidores, será uma forma de compartilhar suas informações sobre investimentos e ampliar o acesso a alternativas mais customizadas e atrativas.

Quais mudanças o open banking pode trazer para ao mercado financeiro nacional?

Como você pode perceber, o open banking no Brasil traz uma nova proposta de funcionamento para o mercado financeiro nacional. O primeiro ponto é que não há mais empecilhos para o acesso de produtos e serviços de outras empresas.

Então, ao optar por uma nova corretora de valores, por exemplo, você não perderá todo o seu histórico de relacionamento construído com determinada instituição. É possível aproveitar essas informações a seu favor para adquirir serviços mais interessantes para as suas necessidades.

Com o open banking, será possível reduzir a burocracia que existe no ambiente bancário — que, atualmente, limita o acesso do consumidor ao que é oferecido por outras instituições.

Assim, a comunicação entre bancos, fintechs, corretoras e outras empresas do sistema financeiro será facilitada. E quem sairá ganhando será o cliente — que contará um leque amplo de opções sobre produtos e serviços financeiros para escolher.

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