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Onde investir o 13º salário e começar o ano com dinheiro no bolso?

Tempo de leitura: 11 minutos

Quem recebe 13º salário costuma ficar indeciso sobre qual destino dar a esse valor. Com as festas de fim de ano chegando, são muitas as possibilidades de uso do montante — como comprar presentes ou mesmo fazer viagens de férias.

Nesse cenário, é normal ter dúvidas sobre como utilizar melhor o dinheiro. Nesse sentido, vale a pena considerar fazer investimentos. Afinal, conseguir rendimentos com o salário extra pode aumentar o seu patrimônio e ajudar a alcançar seus objetivos.

Quer saber como isso é possível? Neste guia, você entenderá a importância de investimentos e verá onde aplicar seu 13º salário para começar o ano bem.

Confira a seguir!

Qual a importância dos investimentos?

Os investimentos ainda não são um assunto muito conhecido entre os brasileiros. Por exemplo, você sabe a importância de investir o seu dinheiro? É comum confundir a prática com ato de poupar, mas há uma grande diferença entre os conceitos.

Realizar um investimento é aportar o dinheiro poupado para que ele renda juros ou outro tipo de remuneração. Assim, o seu capital trabalhará para você e gerará mais frutos do que se estivesse apenas guardado na conta corrente, por exemplo.

Ou seja, investir é utilizar os seus recursos com a finalidade de obter rentabilidade em um determinado período. Esses investimentos podem ser de curto, médio e longo prazo, cada um com características e remunerações diferentes.

Ademais, as alternativas podem servir para diversos objetivos — e é você quem definirá onde investir, de acordo com o que busca. Existem diversas possibilidades: conseguir uma renda na aposentadoria, fazer uma viagem, pagar a faculdade dos filhos etc.

Outro ponto importante está no fato de que, aplicando com inteligência e escolhendo os ativos e produtos financeiros alinhados às suas metas, você terá mais tranquilidade financeira. Isso porque há chances de aumentar o seu patrimônio e contar com maior capital para utilizar ao longo da vida.

Entretanto, é fundamental saber onde investir. Afinal, os investimentos possuem riscos que precisam ser manejados. Há as alternativas mais seguras, com rentabilidade limitada, e aquelas que podem oferecer mais rendimentos — mas que têm maiores riscos.

Conhecer as opções de investimentos, portanto, é uma necessidade para quem quer fazer as melhores escolhas. Desse modo, você pode ter mais segurança e tomar decisões que não o coloquem em maior risco do que deseja.

Como escolher os melhores investimentos?

Você já aprendeu por que é importante investir. Porém, é preciso escolher as alternativas certas para cada investidor e cada meta estabelecida. Mas, como colocar esses passos em prática?

A seguir, você aprenderá as principais dicas para definir onde investir o 13º salário!

Conheça seu perfil de investidor

O perfil de investidor é um conceito muito conhecido no mercado financeiro. Ele demonstra o seu nível de tolerância aos riscos. Assim, é importante defini-lo para que você consiga basear seus investimentos considerando os riscos envolvidos no aporte.

Na prática, há três tipos de investidores conforme o perfil: conservadores, moderados e arrojados. Os conservadores são aqueles que prezam pela segurança. Eles não lidam bem com investimentos arriscados e preferem ter mais proteção. Logo, ainda que haja uma oportunidade de maior rentabilidade, se ela oferecer muitos riscos, provavelmente não será uma boa opção.

Os investidores arrojados — também conhecidos como agressivos — tem um posicionamento contrário. Eles conseguem relevar a segurança de um investimento, desde que haja possibilidade de maiores lucros. Com isso, eles têm mais facilidade para se arriscar e entendem que as possibilidades de perdas podem ser recompensadas.

Porém, também há um perfil que fica entre os dois anteriores: o investidor moderado. Ele preza pela segurança nos investimentos, porém também consegue arriscar um pouco mais. Uma característica marcante deles é a versatilidade, equilibrando segurança e risco.

Defina seus objetivos

Saber se você tem um perfil conservador, moderado ou arrojado ajuda a selecionar investimentos com riscos condizentes ao que se busca. Contudo, há outro fator essencial: o que se pretende fazer com o dinheiro.

Para tanto, o ideal é pensar em metas de curto, médio e longo prazo. Defina planos claros e concretos para cada período de tempo e as anote. Assim, sempre que for fazer um investimento, terá em mente esses fatores.

Por exemplo, se você deseja aportar dinheiro para planejar um intercâmbio no próximo ano, é preciso buscar alternativas que sejam condizentes com o curto prazo. Elas certamente serão diferentes daquelas que são mais adequadas para o planejamento da aposentadoria no longo prazo.

Quais são os investimentos mais indicados para o 13º salário?

Agora você já tem uma base para escolher os investimentos mais alinhados às suas necessidades. Contudo, ainda é necessário saber quais são as opções disponíveis no mercado para facilitar as suas decisões.

Lembre-se de que é possível investir mesmo com pouco dinheiro, então você pode começar com o seu décimo terceiro. Descubra algumas das principais possibilidades:

Para formar reserva de emergência

Compor uma reserva de emergência é fundamental para proteger o seu patrimônio e não se endividar. Afinal, qualquer pessoa pode se ver em alguma situação que desafie as finanças. Por exemplo, perda de emprego, problemas de saúde até acontecimentos naturais, como uma enchente.

Essas situações fazem você ter gastos inesperados ou perder parte de seus rendimentos. Por isso, é fundamental se prevenir. Nesse sentido, quem ainda não tem uma reserva de emergência deve considerar utilizar seu 13º salário para começar uma antes de fazer outros investimentos.

Saiba mais sobre as alternativas disponíveis:

Tesouro Selic

O Tesouro Selic é um título do Governo, emitido pelo Tesouro Nacional. Ele é famoso por ser uma alternativa à poupança e trazer rendimentos mais atraentes. Como ele é de renda fixa, você saberá qual será o cálculo da rentabilidade antes de investir.

Ao comprar esse título, você empresta dinheiro ao Governo e, na data de vencimento, receberá o valor mais a taxa pactuada. Nesse caso, o retorno está vinculado à Selic, que é a taxa básica da economia. Em períodos de alta na taxa, a tendência é que o retorno também seja maior.

Outra questão importante sobre o Tesouro Selic é a liquidez, que se refere à facilidade com que o título é vendido ou resgatado. Como o Governo garante a recompra dos títulos, a alternativa conta com liquidez diária. Ademais, essas aplicações são garantidas integralmente pelo Tesouro Nacional.

CDB de liquidez diária

A sigla CDB significa certificado de depósito bancário. Nesse título de renda fixa, o investidor empresta dinheiro para uma instituição financeira. Assim, ela poderá utilizar esse capital para realizar suas operações.

Como eles são títulos privados, o risco pode ser maior em comparação aos títulos do Tesouro. Contudo, eles contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O valor coberto pelo fundo é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada instituição.

Ainda, há um limite global de R$ 1 milhão, renovado a cada quatro anos. Então, dentro desses montantes, você receberá seu capital investido acrescido da rentabilidade caso a instituição se torne insolvente.

No caso dos CDBs, vale destacar que nem todos possuem liquidez diária. No entanto, é possível encontrar alternativas que oferecem essa facilidade, permitindo resgatar o valor a qualquer momento antes do vencimento. Então pode se alinhar ao propósito da reserva de emergência.

Outras opções de renda fixa

Também existem outras possibilidades para quem quer compor uma reserva de emergência e contar com boa liquidez. Por exemplo, os fundos de renda fixa, você já os conhece? Eles são uma modalidade coletiva, na qual investidores adquirem cotas e participam de um portfólio montado por um gestor profissional.

De modo geral, os fundos de renda fixa focam em produtos dessa classe e costumam oferecer boa liquidez. Um ponto interessante é que, nos períodos em que a Selic está em alta, a rentabilidade desses fundos tende a ser favorecida.

Contudo, é preciso atenção na hora de escolher o investimento. Isso porque os fundos podem seguir diversas estratégias. E nem sempre a estratégia estabelecida oferece a segurança e liquidez que o investidor precisa para a reserva emergencial.

Para quem já tem reserva

Se você já tem uma reserva de emergência, pode pensar em investimentos focados em outros prazos e formas de rentabilidade, sem prezar tanto pela liquidez e segurança. Assim, é possível escolher alternativas com prazos mais longos e com maiores riscos, desde que isso se encaixe no seu perfil.

Para começar o ano com dinheiro investido e formando seu patrimônio, existem opções tanto de renda fixa quanto de renda variável. Lembre-se que é preciso considerar o seu perfil e saber como funcionam as alternativas.

Conheça algumas possibilidades a seguir:

Renda fixa sem liquidez diária

A renda fixa não traz apenas alternativas que podem se alinhar à reserva de emergência. Também é possível investir visando mais rentabilidade, principalmente em épocas em que a Selic está alta. Nesse sentido, é possível aproveitar aplicações de prazos mais longos e riscos um pouco maiores.

Entre as opções, estão a LCI (letra de crédito imobiliária) e a LCA (letra de crédito do agronegócio). Da mesma forma que o CDB, elas são emitidas por instituições financeiras. Seu diferencial é apresentar rentabilidades um pouco maiores, menor liquidez e serem isentas de Imposto de Renda.

Existem, ainda, as debêntures. São títulos emitidos por empresas de capital aberto e que não contam com a segurança do FGC. Portanto, são exemplos de aplicações mais arriscadas na renda fixa — o que pode fazer com que as taxas de juros oferecidas sejam mais atrativas.

Previdência Privada

A Previdência Privada é um investimento de longo prazo que pode ser adequado para quem visa obter renda na aposentadoria, por exemplo. Ao contrário dos benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), cujos recolhimentos são obrigatórios, aqui você escolhe como fará seus aportes.

Quem oferece esses serviços são as instituições financeiras ou seguradoras e existem alguns tipos de planos diferentes. Nesse caso, o investidor escolhe o tipo de fundo de acordo com seu perfil, tendo em vista que esses investimentos podem ser mais conservadores ou arrojados.

Escolhendo o plano, é necessário fazer contribuições ao longo dos anos. Ao final do período de acumulação pactuado, você receberá o rendimento acumulado. A renda pode ser recebida de maneiras diferentes, dependendo de cada plano.

Para quem tem o objetivo de uma aposentadoria tranquila ou outros planos de longo prazo, mas não sabe onde investir dinheiro, essa costuma ser uma boa solução. O 13º salário pode ser utilizado para fazer os aportes e complementar as contribuições.

Ações

Quando se fala sobre onde investir dinheiro, é comum pensar nas ações. Nesse caso, elas são investimentos de renda variável. Logo, não se sabe quanto elas renderão — ou mesmo se haverá uma rentabilidade positiva. Afinal, a volatilidade é uma característica desses ativos.

Vale saber que as ações são partes do capital social de uma empresa de capital aberto. Portanto, quem compra esses papéis têm direito a uma parte dos resultados da companhia. Isso pode acontecer, por exemplo, quando há distribuição de proventos.

Ademais, também pode haver lucro pelo ganho de capital ao vender as ações por um preço médio mais alto do que você pagou. Além disso, vale ressaltar que em períodos nos quais a taxa Selic está em alta, essa classe de investimentos pode se tornar menos atrativa no curto prazo.

Alguns setores da bolsa de valores, por exemplo, podem sofrer impactos. Empresas ligadas ao cliente final, por exemplo, podem sofrer desvalorização, pois estão ligadas ao consumo. Como o crédito fica mais caro em momentos de Selic alta, esse segmento pode ser afetado.

Por outro lado, bancos e instituições financeiras tendem a ser favorecidos. Porém, com conhecimento de mercado e até mesmo ajuda de profissionais, é possível fazer investimentos com melhor manejo de risco. Isso porque, apesar de não haver garantias, há formas de diluir o risco — especialmente para longo prazo.

E saiba que não é preciso ter muito dinheiro para investir em ações. O seu 13º salário pode ser utilizado para comprar papéis que se alinhem à sua estratégia de investimentos.

Outras opções de renda variável

Além das alternativas apresentadas, é possível utilizar seu décimo terceiro para investir de outras formas. Existem possibilidades para os mais variados perfis e objetivos. Por exemplo, a renda variável também possui fundos de investimentos, que podem ser de diferentes tipos.

Por exemplo, nos fundos de ações o gestor faz a compra de papéis de empresas na bolsa de valores. Já os fundos imobiliários podem ser interessantes para quem quer investir no setor imobiliário com pouco dinheiro.

Existem, ainda, outros fundos de investimento — como os multimercado, os fundos de índice (ETFs), os fundos cambiais etc. O ideal é conhecer cada alternativa para verificar quais delas condizem com seus objetivos e o seu perfil de investidor.

Se você tiver dificuldades para decidir, pode ter o suporte de uma assessoria para entender os investimentos disponíveis para investir seu dinheiro. Contar com análises de especialistas também pode ser bastante útil. Dessa maneira, há oportunidades de ampliar seus conhecimentos para tomar decisões mais acertadas.

Agora você já sabe como investir o 13º salário para começar o ano com dinheiro no bolso e conhece alguns dos principais investimentos disponíveis no mercado. Portanto, considere as suas necessidades para analisar as alternativas e garantir as melhores escolhas para a sua carteira!

Você gostou deste conteúdo? Se o seu intuito é começar a investir na bolsa de valores, confira nosso texto sobre como encontrar as melhores pagadoras de dividendos!

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