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Onde investir 100 mil reais? Confira 10 opções para 2022

Tempo de leitura: 10 minutos

100 mil reais é uma reserva significativa para grande parte da população brasileira. Este dinheiro pode representar o fim das dívidas, mas também uma trajetória de investidor de sucesso no mercado financeiro.

Nas próximas linhas, você terá acesso às principais modalidades para o investimento de R$100 mil no Brasil. Lembrando que as melhores oportunidades sempre devem estar alinhadas ao grau de risco e ao perfil de investidor de cada um.

O número de pessoa física na bolsa de valores do Brasil aumentou 30% em 2021, segundo a B3. O acesso à educação financeira tem contribuído para que os investidores escolham produtos de renda fixa e variável de maneira inteligente, conquistando os melhores retornos.

Quer conferir como multiplicar o seu patrimônio? Continue a leitura e conheça 10 opções de investimento que podem ser interessantes para uma carteira de 100 mil reais.

O que veremos neste material
Como começar a investir no mercado financeiro?
Vale a pena investir 100 mil na poupança?
Qual a melhor aplicação financeira para 100 mil reais?
É possível viver de renda com 100 mil reais?
Confira agora as 10 opções para você investir 100 mil reais.
O que levar em consideração ao investir seu dinheiro?
Conclusão

Como começar a investir no mercado financeiro?

Para começar a investir no mercado financeiro, é preciso ter metas e objetivos bem definidos, seguidos de conhecimento. A educação financeira é aliada à estratégia assertiva nos investimentos.

Um próximo passo é a escolha de uma plataforma de investimento segura, com custos atrativos e uma corretora de valores que ofereça um atendimento diferenciado.

No planejamento financeiro é importante considerar a reserva de emergência que servirá de proteção e sustentação para os seus objetivos de médio e longo prazo.

Vale a pena investir R$100 mil na poupança?

A poupança é uma das aplicações mais tradicionais do país. Segundo a ANBIMA, a caderneta ainda permanece como o principal destino das economias dos brasileiros.

Por tratar-se de um investimento isento de imposto de renda e com alta liquidez, a poupança deixa os investidores mais seguros. No entanto, o cenário de juros baixos dos últimos anos comprometeu o seu desempenho, que perdeu até para a inflação.

Na prática, isso significa que é possível investir 100 mil em outros ativos com nível de exposição ao risco semelhante ao da poupança e obter melhores resultados. Confira abaixo algumas das opções disponíveis no mercado:

Investimento Valor bruto de resgate (R$) Rentabilidade bruta (a.a.) Custos (R$) Valor do imposto de renda (R$) Valor líquido de resgate (R$) Rentabilidade líquida (a.a.)
Tesouro Selic (2024) 125.560,86 9,10 555,03 3.834,13 121.126,27 7,61
Poupança 116.326,89 5,95 0,00 0,00 116.326,89 5,95
CDB 120.244,00 0,67% 0,00 3.036,60 117.207,40 6,26
LCI/LCA 118.089,16 6,57 0,00 0,00 118.089,16 6,57
Fundo DI 120.781,67 7,49 0,00 3.080,60 117.456,87 6,35
Observação: as informações contidas nesta planilha foram extraídas do simulador do Tesouro Direto no dia 17/01/2022 e tem como referência o Tesouro Selic 2024, com vencimento em 01/09/2024. Vale ressaltar que não se trata de uma recomendação de investimento ou garantia de retorno.

Qual a melhor aplicação financeira para 100 mil reais?

Depende! É preciso conhecer seu nível de tolerância ao risco, seu horizonte de investimento e sua necessidade de liquidez para encontrar a melhor aplicação financeira.

As instituições financeiras que distribuem produtos de investimentos devem aplicar o “suitability”, um questionário para identificar o perfil de risco. Essa é uma prática exigida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para proteger o investidor.

Com essas informações em mãos, você certamente identificará quais ativos atendem às suas particularidades e tornam esse processo mais assertivo.

É possível viver de renda com 100 mil reais?

Viver de renda é o sonho da maioria dos brasileiros. Não é atoa que frequentemente muitos se perguntam quanto precisam investir para não mais trabalharem.

Acontece que para estabelecer esse valor antes é preciso definir quanto você necessita dispor mensalmente para ter uma vida confortável.

No caso de 100 mil reais, suponha que esse montante seja aplicado em um ativo com taxa de retorno mensal de 1%. Isso representaria um rendimento bruto de mil reais ao mês. Essa quantia seria suficiente para você viver de renda?

Caso esse valor ainda não atenda às suas necessidades, siga construindo o seu patrimônio financeiro. Lembre-se que ter uma renda passiva exige paciência e disciplina.

Confira agora as 10 opções para você investir melhor 100 mil reais

1) Tesouro Direto Selic

O Tesouro Direto Selic é um título público com desempenho pós-fixado e acompanha a taxa básica de juros do Brasil.

Entre os títulos públicos disponíveis, o Tesouro Selic é o que possui menor volatilidade, por isso é considerado um investimento mais conservador.

Ele é uma ótima opção para atender aos objetivos de curto prazo ou para compor a reserva de emergência, visto que possui baixa exposição ao risco e liquidez diária.

2) Tesouro Direto IPCA

O Tesouro IPCA é um título público atrelado à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo. Seu rendimento é composto pelas variações da inflação oficial do Brasil acrescido de uma taxa de juros fixa, definida no momento da aplicação. Por exemplo, IPCA + 5,5%.

Diferentemente do Tesouro Selic, o Tesouro IPCA é ideal para os investidores com objetivos de médio a longo prazo. Ele permite o pagamento de juros semestrais, o que pode ser interessante para aqueles que buscam uma renda passiva.

Os títulos públicos podem ser negociados antes do prazo de vencimento, já que o Tesouro Nacional garante a sua recompra no mercado secundário. Contudo, no Tesouro IPCA o resgate antecipado pode representar um risco de perda financeira.

Isso acontece porque esse título do Tesouro Direto está sujeito a marcação a mercado, ou seja, seu preço de negociação é influenciado pela oferta e pela procura do ativo.

3) CDB

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um título de crédito privado, emitido por bancos. Eles funcionam como instrumento de captação de novos recursos dessas instituições financeiras que, em troca, pagam juros aos seus investidores.

Os CDBs se diferenciam pelo tipo de remuneração, em:

  • Prefixados, cuja taxa de remuneração é definida no momento da aplicação;
  • Pós-fixados, que acompanham algum índice de referência (CDI ou IPCA, por exemplo);
  • Híbridos, cuja rentabilidade acompanha um índice e ainda conta com uma taxa fixa. Pode-se dizer que ele é uma combinação dos CDBs pré e pós-fixados.

Esses títulos de renda fixa podem ter vencimentos mais longos ou liquidez diária. Os CDBs são considerados ativos seguros por contarem com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos até 250 mil por CPF.

4) Fundos da renda fixa

Os fundos de investimento em renda fixa são aqueles que, segundo a regulamentação, possuem no mínimo 80% do patrimônio líquido exposto à variação da taxa de juros e/ou de índice de preços.

De acordo com a nova classificação de fundos da ANBIMA, os fundos de renda fixa se dividem 3, quanto ao tipo de gestão: 

  • Renda fixa simples;
  • Referenciados;
  • Ativos.

Quanto ao risco de crédito, eles se classificam como:

  • Soberano;
  • Grau de investimento;
  • Crédito livre;
  • Investimento no exterior;
  • Dívida externa.

Essa classe de ativos possui aplicações mínimas acessíveis e atende aos diferentes perfis de investidores.

5) Letras de Crédito

As Letras de Crédito são títulos de dívidas emitidos por bancos públicos e privados com a finalidade de levantar recursos para financiar os setores imobiliário e do agronegócio.

Esses ativos financeiros contam com a isenção de imposto de renda para o investidor pessoa física. Por outro lado, não podem ser negociados antes do prazo de 90 dias, carência estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Ao investir nas Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) você estará exposto ao risco de crédito, que nada mais é que o risco de inadimplência dos bancos emissores.

Vale destacar que, assim como os CDBs, as letras de crédito também contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

6) Mercado de ações

Investir no mercado de ações é uma alternativa para diversificar as carteiras de investimentos. Os ativos de renda variável, embora sejam mais sensíveis às oscilações do mercado, possuem maior potencial de retorno.

No mercado de ações o investidor tem a possibilidade de utilizar diferentes estratégias, desde as mais arrojadas e de curto prazo, como o day trade, àquelas destinadas ao médio e longo prazo, como o swing trade e o buy and hold.

Nele também é possível fazer algumas operações de proteção, mais conhecidas como hedge.

7) Fundos multimercado

Os fundos multimercado são aqueles que possuem mais liberdade na hora de investir o seu patrimônio. Eles podem utilizar diferentes classes de ativos e mercados para alcançar melhores rendimentos.

Isso faz com que esses fundos tenham maior exposição ao risco. Por este motivo, eles são destinados a investidores de perfil moderado a agressivo.

Esse tipo de fundo é um excelente instrumento de diversificação, especialmente para os investidores iniciantes.

8) Fundos cambiais

Os fundos cambiais são aqueles cujo patrimônio é exposto às variações da moeda americana.

Em uma carteira de investimentos, os fundos cambiais atuam como ferramenta de proteção, uma vez que o seu desempenho tende a ser descorrelacionado em um movimento de desvalorização do mercado.

9) Fundos imobiliários

Os fundos imobiliários representam uma forma de investir em imóveis sem ter que dispor de muito dinheiro.

Ao investir em FIIs você consegue se posicionar em diferentes setores do mercado imobiliário, como hospitalar, shopping centers, lajes corporativas, galpões logísticos, entre outros, sem ter que comprar o imóvel propriamente dito.

Suas cotas são disponibilizadas ao público geral e negociadas na bolsa de valores. Logo, é comum que elas oscilem conforme as variações do mercado.

10) Criptoativos

Os criptoativos são moedas digitais negociadas sem a participação de uma instituição financeira.

A sua alta rentabilidade atrai muitos investidores, mas é preciso cuidado. Os criptoativos são mais voláteis e por isso recomendados para aqueles com perfil investidor arrojado.

Os fundos de índices, como o HASH11, são uma alternativa para aproveitar essa classe de ativos com segurança e liquidez. Esse ETF busca replicar os movimentos do mercado de criptoativos.

O que levar em consideração ao investir seu dinheiro?

O mercado financeiro é um verdadeiro mar de oportunidades, por isso ao decidir aplicar o seu dinheiro considere utilizar alternativas de investimentos alinhadas ao seu perfil de investidor.

Fique atento às promessas de enriquecimento rápido e fácil. O processo de construção de patrimônio leva tempo e dedicação. Por isso, priorize instituições sólidas, com uma boa reputação no mercado.

Conte com o auxílio de profissionais capacitados. Ter uma assessoria de investimentos contribui para ter escolhas mais assertivas e aumenta as suas chances de sucesso.

Conclusão

Agora que você teve acesso a 10 opções de investimentos para investir R$100 mil, revise seu perfil de investidor e opte pelos ativos que melhor atendem suas necessidades e horizonte.

Lembre-se da importância da diversificação da carteira. Isso mitiga o risco e ainda contribui com o retorno do seu investimento, seja para investir 100 mil reais ou outro valor.

Quer saber mais? Aqui no Guia Financeiro, você encontra dicas de investimentos, seja na renda fixa ou variável, que lhe auxiliarão a escolher a melhor estratégia. Abra sua conta na Guide e invista com quem te entende!

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