Os minicontratos

A gente tem visto no noticiário que o país está passando por uma transformação no mercado de capitais brasileiro e que uma das principais razões para isso estar acontecendo é a queda da taxa de juros no Brasil que, no início do mês, foi reduzida para 2%, o menor patamar da história.

O que são minicontratos?
Como funcionam os minicontratos?
Onde investir em minicontratos?

E nesse cenário de juros baixos, aumenta a demanda por novas opções de investimento, já que o investidor começa a buscar alternativas para manter sua carteira rentável, aceitando, inclusive, direcionar recursos para operações de maior risco.

É isso que temos visto desde o começo do ano, com a entrada de novos investidores pessoa física na Bolsa. Esses investidores estão diversificando seus portfólios com diferentes produtos, como as ações, os ETFs, os Fundos Imobiliários, entre outros.

Hoje vamos falar de uma categoria de produto que vem ganhando muita popularidade entre os investidores pessoas físicas na B3: os minicontratos. São também operações de maior complexidade, que exigem dos investidores se aprofundar em técnicas de avaliação de riscos e estratégias de investimentos.

Mas antes de qualquer coisa é importante entender o que é esse produto e como operar esses contratos.

Mas afinal, o que são os minicontratos?

O nome já dá uma pista. Os “minis” são versões reduzidas dos contratos futuros padrão. O contrato futuro é um acordo de compra e venda de um ativo – que pode ser uma moeda, uma taxa de juros, um índice setorial ou até mesmo uma commodity – para uma data futura determinada (chamada de vencimento) a um preço previamente combinado entre o vendedor e o comprador.

Um minicontrato é equivalente a um quinto do contrato cheio. Ou seja, cada R$1 no contrato cheio equivale a R$0,20 no mini. Dessa forma, são necessários menos recursos para operar os “minis”, o que os tornam acessíveis para investidores pessoas físicas.

Por se tratar de uma operação no mercado futuro de derivativos, é importante que esse produto esteja adequado ao perfil de investimento definido para cada investidor.

O principal risco do mercado futuro de derivativos envolve as possíveis perdas financeiras. Em um investimento no mercado à vista (como por exemplo as ações de uma empresa) diante de uma queda do preço das ações, o investidor pode optar por não vender as ações durante a oscilação negativa. Assim, ele não “realiza” o prejuízo e pode esperar outro momento para se desfazer de um papel, mitigando assim as perdas.

Já com os minicontratos não existe essa possibilidade. Os contratos têm “marcação a mercado”, ou seja, tem a posição ajustada diariamente, até a data do vencimento. No caso de uma oscilação negativa ou positiva dos preços, o prejuízo ou ganho acontecerá na data do vencimento, inevitavelmente.

Risco

A escolha do investimento em minicontratos pode ser muito interessante, principalmente em relação à liquidez e à alavancagem. Por outro lado, poderá resultar em perdas, fazendo com que o investidor assuma riscos consideráveis.

Quando o investidor começa a operar minicontratos é exigido um valor (chamada de margem, ajustada diariamente) para cobrir os ajustes das oscilações, seja ela positiva (você ganha) ou negativa (você perde).

Entenderam por que é tão importante conhecer bem esses riscos para não ser surpreendido com as oscilações do mercado? Outra dica de ouro é verificar junto à sua corretora se o produto é adequado ao seu perfil de investidor.

E como eles funcionam?

Hoje existem dois minicontratos futuros negociados na B3: o de dólar futuro e o de Ibovespa futuro.

O Mini índice Bovespa (WIN) é um minicontrato relacionado à pontuação do IBOVESPA B3 no mercado futuro. Ao escolher esse produto, o participante está comprando ou vendendo uma expectativa positiva ou negativa para o índice em uma data futura.

Então, uma oscilação positiva significa um ganho de R$0,20, já uma oscilação negativa vai representar, necessariamente, uma perda de R$0,20. Essa é uma diferença importante entre comprar um mini ou um ETF de Ibovespa, por exemplo. No minicontrato, as perdas ou ganhos são realizados na data do vencimento. Já com outros ativos o investidor tem a opção de aguardar o melhor momento para comprar ou vender.

Quanto ao vencimento, no WIN se dará na quarta-feira mais próxima do dia 15, em todos os meses pares do ano.

No segundo tipo de minicontrato, o mini dólar (WDO), o investimento está relacionado à variação da moeda norte-americana.

A cotação do contrato é formada em real e a quantidade mínima de negociação corresponde a 1 (um) lote. O investidor projeta o preço em reais da moeda em uma data futura, imaginando se vai valorizar ou não. O mini corresponde a 20% do contrato cheio (R$50 mil), ou seja, R$10 mil. Ele é usado, por exemplo, por investidores que tem uma viagem marcada para o futuro e querem se proteger da oscilação do preço da moeda americana.

Diferentemente do mini índice, temos vencimento no primeiro dia útil de todos os meses do ano para esse contrato.

Como investir?

Para negociar os minicontratos, o investidor precisa ter uma conta aberta e ativa em uma corretora cadastrada da B3, como a Guide. Lá os especialistas poderão auxiliar os investidores sobre o produto e a negociação. E lembre-se: os ganhos com minis estão sujeitos à cobrança do Imposto de Renda (IR).

É muito importante se informar bem em relação aos detalhes deste mercado, que tem um funcionamento diferente do mercado de ações. A B3 também lançou recentemente um programa que incentiva as corretoras a criarem seus próprios programas de educação sobre minicontratos. Quanto mais conhecimento o cliente tiver, melhor!

Quer saber mais? Acesse o Hub de Educação da B3 e confira os materiais sobre os minicontratos.

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