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O que são Ações e como ganhar dinheiro com elas?

Tempo de leitura: 12 minutos

Quando se fala em investimentos, uma dúvida que pode surgir é o que são Ações. Elas são alternativas para quem deseja investir em renda variável. A possibilidade tem ganhado atenção, principalmente diante do cenário de queda da Selic.

Isso porque o mercado de Ações pode trazer oportunidades de lucros maiores do que a renda fixa. Contudo, é essencial compreender como elas funcionam para aproveitá-las com consciência. Afinal, existem riscos e outros fatores que devem ser avaliados na tomada de decisão do investidor.

O que veremos neste artigo?
O que são Ações?
Por que as empresas disponibilizam Ações na Bolsa?
Como as Ações funcionam?
Quais são os tipos de Ações?
Como ganhar dinheiro com Ações?
Quais são as vantagens de investir em Ações?
Quais são os riscos envolvidos?
Como investir em Ações?

Você tem interesse no tema? Acompanhe este conteúdo para entender o que são Ações e como ganhar dinheiro com esse investimento!

O que são Ações?

As Ações são títulos que representam parcelas do capital social de uma empresa do tipo Sociedade Anônima (S.A.). Elas são a menor parte possível da divisão desse capital. Por isso, basicamente, ao comprar uma Ação, você adquire uma pequena parcela do negócio. 

Por consequência, também passa a ter direito na participação dos resultados de maneira proporcional às suas Ações. Elas oferecem ganhos de diferentes formas aos acionistas, sendo os mais conhecidos o ganho de capital com a venda e os dividendos.

Assim, qualquer pessoa – ou mesmo uma empresa – pode adquirir uma Ação. Ela passa a integrar o grupo de acionistas daquela companhia. Em alguns casos, pode até mesmo participar de votações na empresa.

Por que as empresas disponibilizam Ações na Bolsa?

Uma das questões que surgem quando o assunto são Ações é o motivo pelo qual elas são disponibilizadas na bolsa. Em geral, a oferta primária de Ações ou IPO (initial public offering) é feita por empresas que buscam angariar recursos.

Essa é uma maneira de obter novos investimentos e se capitalizar. Então é possível quitar dívidas ou realizar iniciativas visando crescimento do negócio. A prática costuma aumentar o potencial da companhia no mercado.

Dessa maneira, ela poderia conseguir ainda mais investidores, criando um ciclo interessante de crescimento. Como quem investe também pode obter ganhos com os resultados do negócio, há vantagens para todas as partes.

Como as Ações funcionam?

Depois de aprender o que são Ações, é necessário compreender como elas funcionam no mercado. Primeiro, é importante saber que nem todos os papéis podem ser negociados de forma aberta. Existem empresas cujo capital é restrito a alguns sócios.

Contudo, quando se fala em investir em Ações, o foco é nas companhias de capital aberto que estão presentes na B3 — a bolsa de valores brasileira. Nos próximos tópicos, você aprenderá mais sobre o funcionamento desses ativos.

Liquidez

As Ações costumam ter alta liquidez, que se traduz na facilidade de transformar o investimento em dinheiro. Isso decorre da sua negociação na bolsa, que agiliza o processo de venda. É possível vender seus ativos a qualquer momento durante o pregão.

No entanto, é preciso ter em mente que a liquidez varia de acordo com a empresa e até mesmo com o tipo de Ação e o momento do mercado. Em alguns casos, a baixa procura por outros investidores pode dificultar a venda ou fazer com que ela aconteça com valores menores.

Riscos

Os investimentos em renda variável são conhecidos por oferecem maior risco. Logo, o investidor de Ações precisa estar preparado para isso. Está aí o motivo pelo qual a bolsa é mais indicada para pessoas de perfil moderado ou arrojado.

Os riscos acontecem porque as Ações podem sofrer desvalorizações, levando o investidor a ter prejuízos. Além disso, há riscos inerentes à empresa ou setor. Por exemplo, no caso de crises que tragam impactos negativos para o patrimônio ou lucro do negócio.

Oscilação de preços

Os preços das Ações mudam constantemente, pois sofrem influência das operações de compra e venda que podem acontecer a todo momento. Ou seja, diferente da renda fixa, não há previsibilidade dos rendimentos. Eles dependem também da lei de oferta e demanda.

A questão pode assustar investidores iniciantes ou quem tem um perfil conservador. Todavia, a volatilidade faz parte das características desses ativos. Portanto, antes de entrar no mercado de Ações, é preciso verificar a sua tolerância aos riscos.

Quais são os tipos de Ações?

Ao pesquisar as Ações, é possível se deparar com dois tipos: as preferenciais (PN) e as ordinárias (ON). Entender as diferenças é importante para saber em qual investir, então explicamos a seguir.

Confira!

Ordinárias

São as Ações que garantem, além da possibilidade de lucro e distribuição de dividendos, o direito a voto nas Assembleias deliberativas. O acionista consegue participar na escolha de diretores, modificar o estatuto social e em outras tomadas de decisão, por exemplo.

Mas vale destacar que os impactos do voto dependerão da quantidade de Ações que você possui. Isso faz com que os maiores investidores tenham um poder maior em relação ao controle da empresa.

Preferenciais

Já as Ações preferenciais não asseguram o direito ao voto. Porém, os acionistas terão preferência no momento de receber a distribuição de lucros e dividendos. O mesmo acontece no reembolso de capital, caso aconteça a liquidação da empresa.

Assim, apesar de não controlar a empresa, muitas vezes, os acionistas podem receber mais dividendos. Além disso, em algumas empresas é possível estender o direito das Ações ordinárias também para as preferenciais.

Como ganhar dinheiro com Ações?

É comum pensar que é preciso um grande capital para começar a investir na bolsa de valores. Porém, você pode começar com pequenos investimentos para se familiarizar com o mercado e os procedimentos.

Para ganhar dinheiro com Ações é preciso estudar o mercado e entender de que maneira você pretende lucrar. Existem duas formas principais de analisar os ativos para planejar o investimento: a análise fundamentalista e a análise técnica.

A análise fundamentalista estuda a situação financeira de uma empresa, com uma visão geral sobre o negócio. O foco não é apenas o desempenho do papel, mas da companhia por trás dele, pois ela influencia nos resultados obtidos no longo prazo.

Já a análise técnica não foca com os detalhes relacionados às empresas. O objetivo é estudar volumes, preços e contratos em aberto no mercado, geralmente por meio de gráficos. Por focar no curto prazo, ela é usada para tentar prever tendências futuras de preços.

Em geral, a diferença entre o tipo de análise que você usará está no seu intuito. É possível ganhar dinheiro ao investir em Ações para longo prazo ou ao especular na bolsa. A seguir, você entenderá cada possibilidade.

Investimento em longo prazo

Se o objetivo é realmente investir para obter rendimentos ao longo do tempo, a estratégia é baseada na análise de fundamentos. Nesse caso, o investidor busca Ações que tenham um bom potencial de retorno com os dividendos, além da valorização e ganho de capital.

Nesse sentido, é preciso entender as características do negócio para ver o seu potencial de crescimento e retorno. É comum acompanhar diversos indicadores, como o P/L, o P/VPA e outros índices sobre lucros e retorno da empresa.

Especulação

A especulação é uma estratégia que busca rentabilidade em curto prazo, o que potencializa os riscos. Ela é feita com base na análise técnica – considerando os preços das Ações, a movimentação gráfica e, muitas vezes, notícias econômicas.

Como o especulador não pretende ficar com os papéis por longo prazo, ele não precisa se preocupar com a qualidade do negócio. A ideia é avaliar o histórico e o momento atual do mercado para tentar prever tendências nos preços e negociações.

Dessa maneira, é viável identificar oportunidades para operar com ativos que tenham potencial de valorização, por exemplo. O trader também pode avaliar momentos de baixa e realizar negociações para lucrar com a desvalorização.

A prática pode ser feita de diversas maneiras, mas existem duas principais: o day trade e o swing trade. No primeiro caso, a compra e venda é feita no mesmo dia. No segundo, o período de tempo pode ser de alguns dias ou semanas.

Quais são as vantagens de investir em Ações?

As Ações podem trazer algumas vantagens bastante interessantes para o investidor, principalmente em longo prazo.

Veja:

Potencial de rentabilidade

O maior risco da renda variável é revertido em potencial de ganhos: é possível obter rendimentos maiores que os de renda fixa. Isso porque é possível acompanhar o crescimento das empresas e sua valorização.

Além disso, os papéis trazem duas chances de retorno. A primeira é o ganho de capital, que resulta da oscilação do preço da Ação no mercado. Ao vender o ativo depois de um tempo, pode exemplo, é possível obter lucros se ele estiver mais caro.

A outra possibilidade são os dividendos ou proventos da distribuição dos resultados entre os acionistas. Assim, os ativos oferecem possibilidade de retornos enquanto você mantém a Ação em sua carteira de investimentos.

Diversificação da carteira

A bolsa de valores apresenta diversas Ações disponíveis para o investidor. Assim, elas podem ser uma estratégia para diversificar a carteira. Existem muitas companhias listadas na bolsa, garantindo opções com diversas características.

Como você investe em empresas, é possível contar com opções de diversos setores e atividades. Para complementar, muitas Ações podem ser compradas com valores descontados, garantindo acesso até para os investidores com menor capital.

Imposto de Renda

No investimento por conta própria (e não por fundos), as regras do IR podem ser vantajosas para o acionista. Isso porque não há incidência de imposto sobre o lucro obtido na venda quando ele não ultrapassar R$ 20 mil mensais. Além disso, dividendos são isentos de IR.

Acima do limite de R$ 20 mil de venda no mês, a tributação é feita com alíquota de 15%. Mas atenção: em casos de day trade não há a faixa de isenção e a alíquota é maior (20%).

Quais são os riscos envolvidos?

Na hora de entender o que são Ações, é preciso compreender quais são os riscos que elas trazem para o investidor. Sem isso, não é possível avaliar corretamente o investimento para uma tomada de decisão adequada ao seu perfil.

Os riscos podem decorrer da própria empresa, do mercado e de liquidez. Em relação à empresa, eles abrangem a gestão do negócio, sua capacidade financeira, a concorrência etc. São fatores internos e externos que podem influenciar nos resultados obtidos e no funcionamento da companhia.

Já o risco de mercado trata das variações de comportamento que não são previstas, relacionadas a mudanças na economia. Se um setor ou todo o Brasil entra em crise, provavelmente o acionista sentirá o impacto.

Parte do risco consegue ser reduzido com a diversificação da carteira de Ações, com atividades de diversos setores, por exemplo. Porém, também há o risco sistêmico que não é diversificável, já que ele afeta todo o mercado.

Por fim, há o risco relacionado à liquidez, que é a dificuldade de negociar a sua Ação em um curto prazo. Nem sempre determinados papés têm uma grande procura. A liquidez de empresas menores, por exemplo, costuma ser mais baixa.

Como investir em Ações?

Ao pensar em investir em Ações, o mais comum é imaginar a compra direta, negociando os papéis de uma empresa. Porém, também existem outras formas de fazer isso, como por meio de Fundos de Ações e de ETFs.

Antes de tudo, é essencial definir os seus objetivos com o investimento em Ações e conhecer o seu perfil de investidor. Isso o ajudará a determinar quais papéis comprar, quando vender e quais alternativas são mais adequadas para você.

Conheça as principais possibilidades!

Fundos de Ações

Os Fundos de Ações são formados por um grupo de investidores que desejam fazer investimentos coletivos, com ajuda de um gestor. A maior parte do capital do fundo deve ser investida da bolsa de valores.

O gestor profissional responsável pelo Fundo de Investimento procurará as melhores companhias, de acordo com a estratégia estabelecida. Ele é quem escolhe comprar ou vender ativos, então os investidores não precisam lidar com as decisões.

ETFs

Mais uma forma coletiva de investir em Ações são os ETFs (Exchange Traded Funds) ou Fundos de Índice. Eles são criados com o objetivo de refletir determinados índices, que podem ser de renda fixa ou variável — incluindo índices do exterior.

Os ETFs também contam com um gestor profissional e oferecem uma maneira simples de diversificar a carteira de Ações, já que o fundo pode investir em diversos papéis. Eles também são negociados na bolsa.

Compra direta

Por fim, a compra direta é feita quando o próprio investidor adquire as Ações. Por regulação da B3, isso deve ser feito via home broker ou outra plataforma de renda variável, acessada por meio de uma corretora de valores.

Conseguiu aprender o que são Ações e como elas funcionam? A alternativa de investimento pode ser interessante, mas é sempre necessário considerar o seu perfil de investidor e ponderar os riscos.

É com base nisso e nos seus objetivos que você encontrará as melhores opções para investir!

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