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6 Informações que você precisa conhecer antes de começar a investir na bolsa!

Tempo de leitura: 8 minutos

Quem quer começar a investir na bolsa precisa conhecer diversas informações importantes. Afinal, fazer aportes sem entender esse mercado e o que considerar pode levar a sérios problemas financeiros e outras situações indesejáveis.

Se houver uma boa estratégia, o capital utilizado para investimento deve servir para alcançar objetivos financeiros e trazer mais qualidade de vida. Para isso, o investidor precisa estudar sobre o tema e seguir alguns passos antes de começar.

Pensando nisso, neste texto você conhecerá 6 informações para começar a investir na bolsa de valores com mais embasamento. Confira a seguir!

1. Conheça seu perfil de investidor

Uma informação fundamental para começar a investir na bolsa de valores diz respeito ao perfil de investidor. Ele é uma maneira de categorizar os investidores de acordo com a tolerância aos riscos atrelados aos investimentos.

Assim, ele é dividido em três tipos: conservador, moderado e arrojado. Os investidores conservadores são aqueles que têm pouca tolerância aos riscos do mercado financeiro. Então eles costumam optar por alternativas mais seguras e previsíveis.

Já os moderados possuem uma resistência maior aos riscos que os conservadores, principalmente em longo prazo. Dessa maneira, apesar de ainda preferirem os baixos riscos, conseguem suportar um pouco mais de insegurança em determinadas oportunidades.

Por último, os investidores arrojados são aqueles com mais tolerância aos riscos. Eles se expõem a alternativas mais arriscadas para aproveitar maiores oportunidades de rentabilidade. Geralmente, já possuem mais conhecimento de mercado e estabilidade financeira.

Desse modo, conhecer o perfil de investidor é muito importante para pautar as escolhas de investimentos. Isso evita que você aporte em alternativas mais arriscadas que o seu perfil e não fique confiante com os resultados.

Já se você tem um perfil mais moderado ou arrojado, focar em opções muito seguras e previsíveis pode trazer frustração. Afinal, elas costumam ter uma limitação de rentabilidade se comparadas às demais alternativas.

Para conhecer o perfil, costuma-se utilizar a Avaliação de Perfil de Investidor (API). Ele é um questionário aplicado por corretora de valores no momento da abertura de conta. Dessa forma, o investidor entenderá a sua tolerância e as alternativas disponíveis serão mais bem direcionadas.

2. Defina seus objetivos

Outra informação muito importante para os investidores são os objetivos financeiros. Ou seja, o que você deseja alcançar com os investimentos. Nesse sentido, é preciso entender que eles são pessoais e variam entre cada investidor.

Enquanto uns desejam ter uma aposentadoria tranquila com renda passiva, outros querem comprar um automóvel ou casa própria, por exemplo. Logo, você deve pensar com cuidado e considerar suas expectativas e necessidades.

No momento de definir os objetivos, é importante ponderar alguns aspectos. Primeiro, eles devem ser concretos e com um valor certo. Não basta dizer que você quer comprar um imóvel, por exemplo. É preciso saber qual é o valor necessário para isso.

Ademais, lembre-se de definir uma média de prazo para a concretização dos objetivos. Nesse sentido, saiba em quanto tempo você pretende alcançar cada finalidade. Com isso, seu planejamento pode ser mais assertivo.

Ter objetivos muito abstratos, sem valores ou com prazos indefinidos pode prejudicar o seu processo de tomada de decisão. Isso porque você não conseguirá avaliar os investimentos que fazem sentido para essas finalidades.

3. Entenda as alternativas da bolsa de valores

Além de conhecer o seu perfil e definir objetivos, você precisa entender como funcionam as alternativas na bolsa de valores. É comum que, ao ouvir falar desse mercado, as ações sejam os ativos mais conhecidos.

No entanto, elas não são as únicas alternativas na bolsa, apesar de serem as mais famosas. Nesse cenário, os investidores também podem encontrar cotas de fundos imobiliários e ETFs (exchange traded funds), BDRs (brazilian depositary receipts) entre outros.

Cada ativo e modalidade tem um funcionamento diferente e características próprias. Dessa maneira, a sua decisão só será adequada ao seu perfil e objetivos se você entender essas questões previamente.

Vale ressaltar que, mesmo entre alternativas do mesmo tipo, também há diferenças importantes. Por exemplo, o investimento em ações funciona da mesma maneira para todos os papéis. Ou seja, ao adquiri-los, o investidor passa a ser um sócio da empresa emissora.

Dessa forma, poderá participar dos seus resultados, aumentando o patrimônio quando as ações valorizarem e recebendo os dividendos que podem ser distribuídos. No entanto, como há muitas empresas listadas, os papéis não se comportam da mesma maneira.

Por exemplo, alguns podem ser mais adequados para quem foca no recebimento de dividendos, já outros podem ter um potencial de valorização maior. Portanto, o estudo deve ser constante para entender realmente essas questões e ter uma decisão que faça sentido para objetivos e perfil.

4. Saiba os riscos envolvidos

Ao investir na bolsa de valores, os investidores precisam conhecer os riscos envolvidos em cada ativo ou modalidade. Aqui é preciso destacar que, por serem alternativas de renda variável, elas não possuem uma previsibilidade em relação aos rendimentos.

Ou seja, os preços variam conforme as movimentações naturais do mercado, resultados e expectativas dos investidores. Questões como volume de negociações e lei da oferta e demanda também influenciam diretamente nessas oscilações.

Apesar de não haver previsibilidade como na renda fixa, em que a forma de rentabilidade é conhecida antes do aporte, é possível traçar expectativas. Para isso, no caso das ações, costuma-se utilizar a chamada análise fundamentalista.

Ela funciona como um estudo sobre a empresa emissora dos papéis, visando conhecer os seus fundamentos. Analisando os documentos financeiros da companhia, como o balanço patrimonial e o demonstrativo de resultados, o investidor pode verificar pontos importantes.

Fatores como o lucro no período, o patrimônio líquido, o nível de alavancagem e endividamento, o histórico de gestão e expectativas para o negócio trazem informações importantes. Eles ajudam a traçar uma expectativa do comportamento da empresa ao longo do tempo.

Assim, é possível analisar se a companhia tem condições de atender às suas expectativas e objetivos. Mas é preciso entender que, mesmo com uma ótima análise, situações inesperadas podem acontecer. Em especial, no curto e médio prazo, por conta das oscilações nas cotações.

Contudo, é comum que esses movimentos sejam diluídos no longo prazo. É por isso que investidores com perfil moderado conseguem aceitar esses riscos sabendo que as boas empresas do mercado de ações tendem a se valorizar.

5. Considere a diversificação

Mesmo antes de começar a investir na bolsa de valores, o investidor deve considerar diversificar o portfólio. Essa estratégia é muito recomendada por profissionais do mercado e grandes investidores, principalmente para quem deseja reduzir riscos e ter maior possibilidade de retorno.

Diversificar a carteira significa fazer aportes em alternativas de diferentes áreas, setores e mercados. Então, em vez de aportar todo o capital em apenas um ativo, você pode dividi-lo em mais de uma opção.

O efeito da diversificação é claro: o seu capital não ficará exposto a apenas um risco, que pode corroer seu patrimônio. Suponha que você separou um valor expressivo para investir e o utilizou comprando ações da empresa X.

Como você viu, mesmo fazendo uma boa análise fundamentalista, podem ocorrer situações inesperadas. Caso haja uma crise setorial ou mesmo problemas internos que afetam a cotação da ação que você comprou, todo seu capital foi comprometido.

Considerando a diversificação, seria possível utilizar seus recursos para comprar ações da empresa X e também papéis da empresa Y de outro setor, assim como cotas de fundos imobiliários e BDRs. Naquela mesma crise ou problema, apenas o capital aportado na empresa X seria afetado.

Nesse sentido, investindo em alternativas descorrelacionadas, seus outros aportes podem valorizar e balancear os resultados da carteira. Por isso, a diversificação é uma forma de pulverizar os investimentos e se expor a diferentes riscos.

Desse modo, as oscilações ficam diluídas, pois sua carteira está exposta a impactos de formas diversas, e não concentrada em apenas um fator. Consequentemente, seu capital não fica tão vulnerável a um tipo de risco que pode acabar por corroer seu patrimônio.

6. Conte com a ajuda de profissionais

A bolsa de valores pode realmente ser um ambiente intimidador para quem quer começar a investir. Como vimos, os iniciantes nos investimentos precisam conhecer diversos conceitos e o funcionamento dos ativos e modalidades negociados para correr menos riscos.

Esse conhecimento é muito importante para que a decisão de investimento seja coerente e faça sentido para suas características e objetivos. No entanto, com o volume de informações disponível e agentes prometendo lucros e dinheiro fácil, é comum ter dificuldades.

Por isso, vale a pena contar com empresas e profissionais capacitados para orientá-lo. Apesar de ser possível aprender sozinho sobre o mercado, pode ser difícil filtrar as informações relevantes e corretas.

Abrir sua conta em uma corretora de qualidade, com um bom portfólio e assessorias vinculadas é uma boa dica. A Guide, por exemplo, possui uma plataforma voltada para investidores de todos os perfis e níveis de conhecimento.

Além disso, disponibilizamos um serviço completo por assinatura que conta com muitos diferenciais para seu aprendizado sobre o mercado. Com o Guia Financeiro você tem acesso a notícias, análises de profissionais, mentorias e playlists recomendadas.

Acompanhar dados do mercado brasileiro e mundial e contar com a opinião de especialistas é fundamental. Desse modo, é viável aumentar seus conhecimentos e verificar se essas informações fazem sentido para sua estratégia.

Como você percebeu, antes de começar a investir na bolsa é preciso conhecer informações importantes para ter mais segurança. Com isso, ficará mais fácil pautar suas decisões e montar uma carteira adequada para o seu perfil e objetivos.

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