O que o BBB e o fenômeno Juliette podem te ensinar sobre ações?

Tempo de leitura: 5 minutos

Depois do sucesso do BBB 20, o Big Brother 21 também veio com tudo, mas do seu jeito. O programa de entretenimento, que passou durante todo o período de pandemia, trouxe diversas pautas sociais que guiaram a trajetória do programa: o tratamento de boa parte dos participantes, principalmente da cantora Karol Conka, com o ator e rapper Lucas Penteado e a exclusão da advogada Juliette Freire, logo no começo da temporada.

O que veremos neste artigo?
A trajetória de crescimento da Juliette Freire
O “fenômeno Juliette” virou marketing
Como entender o que são ações com base no “fenômeno Juliette”?
E se o “fenômeno Juliette” começar a se desvalorizar?
Quando é hora de comprar e vender ações, considerando o “fenômeno Juliette” e o BBB?

A trajetória de crescimento da Juliette Freire

A advogada e forte representante do nordeste, que entrou no programa no grupo “pipoca”, ou seja, no grupo de não famosos, tinha apenas um pouco mais de 3 mil seguidores no Instagram na época – janeiro de 2021. E no mesmo dia em que foi anunciada na Globo como participante, ela já bateu 100 mil seguidores. Daí em diante, foi só crescimento:

25 de janeiro – Lançamento do programa
28 de janeiro – 500 mil seguidores
30 de janeiro – 1 milhão de seguidores
2 de fevereiro – 2 milhões de seguidores
3 de fevereiro – 3 milhões de seguidores
5 de fevereiro – 4 milhões de seguidores
14 de fevereiro – 8 milhões de seguidores
2 de abril – 18 milhões de seguidores
21 de abril – 23 milhões de seguidores

Com essa valorização, antes do término do programa, Juliette já entrou para a história como a participante com mais seguidores enquanto está dentro do programa. E, ainda, entre todos os ex-bbb’s ela perde apenas para Sabrina Sato (considerando os dados de hoje – 3/5/2021). Ou seja, Juliette é um fenômeno que conquistou o Brasil.

O “fenômeno Juliette” virou marketing

Com um crescimento estrondoso, Juliette possui diversas marcas de olho nela, mesmo antes de sair do programa. Sorte da empresa que Juliette comenta na casa.

Por exemplo: um belo dia, Juliette, que também é maquiadora, usou uma escova de dente como pente para sobrancelha. Foi o que faltava. Pouco tempo depois, a marca da escova de dente e a marca patrocinadora de maquiagens do programa já estavam unidas interagindo nas redes sociais falando de lançar algo em conjunto.

Mais exemplos? Pinturas nas paredes por todo o Brasil, jogos de videogame, bonecas e muito mais. Ela realmente virou um fenômeno e, enquanto está na casa, nem imagina o tamanho da coisa.

Como entender o que são ações com base no “fenômeno Juliette”?

Imagine que a Juliette seja uma empresa. Quando falamos em “investir em Juliette, como uma empresa”, significa que a pessoa virou sócia da empresa, ou seja, comprou uma ação.

Quem decidiu investir em Juliette lá na metade de janeiro, quando ela ainda tinha seus 3 mil seguidores, pegou um bom momento em que poucas pessoas a conheciam e se importavam, ou seja, ela estava em uma situação bem semelhante a uma ação “desvalorizada”.

Assim, quem se tornou sócio da empresa Juliette logo que ela foi anunciada no BBB, comprou sua ação por um preço mais baixo do que o seu valor justo hoje, porque ela está extremamente mais valorizada. Mesmo quem comprou depois, ainda tem lucro, afinal, ela está em constante valorização, até então.

E se o “fenômeno Juliette” começar a se desvalorizar?

Enquanto uns se valorizam muito, como Juliette, outros participantes se desvalorizaram devido aos acontecimentos na casa mais vigiada do Brasil. Dá só uma olhada nestes dois casos:

Karol Conka: a cantora entrou no programa com cerca de 1,5 milhão de seguidores, ganhou meio milhão no início e, por conta de suas atitudes lá dentro, perdeu em média 800 mil seguidores, ou seja, um pouco mais do que ganhou ao entrar na casa. Além disso, Karol perdeu contrato com marcas, patrocínios e muito mais.

Sarah Andrade: a consultora de marketing que já morou em Los Angeles e foi figurante em série da Netflix, entrou no programa com cerca de 18 mil seguidores e bateu 8 milhões enquanto estava lá. Mas sabe o que chama atenção para o nosso entendimento? Ela bateu essa marca 2 vezes enquanto estava no programa e agora, depois que saiu, bateu a terceira vez. Isso mostra a oscilação de seus seguidores e pessoas que querem acompanhá-la.

Quando é hora de comprar e vender ações, considerando o “fenômeno Juliette” e o BBB?

Não existe certo ou errado para essa resposta, mas neste conceito, quanto mais barato você consegue pagar por uma ação, ou seja, se você compra uma ação, nesse caso, quando você começa a seguir a pessoa com um número x de seguidores, e, quando vende, ela tem x vezes mais seguidores, você está com lucro. Se isso não acontece, como aconteceu no exemplo da Karol ou da Sarah, você tem prejuízo.

Então uma hora sempre terá prejuízo? Não necessariamente.

Basta manter a posição, ou seja, não realizar a venda das suas ações, aguardando um melhor momento para tomar essa atitude. As ações de empresas (agora não supondo que pessoas são empresas) listadas na Bolsa de Valores podem ser compradas e vendidas a qualquer momento. Então você pode manter a ação esperando que ela volte a convergir ao seu valor anterior ou se valorizar ainda mais. Se você acredita que isso não é possível ou se já conquistou a valorização desejada ou qualquer que seja a sua estratégia, basta vender a sua parte de sócio da empresa.

Vale dizer que, as oscilações que aconteceram com os seguidores da Sarah, também é normal com os valores das ações na Bolsa e, no mercado financeiro, esse conceito é chamado de volatilidade. Portanto, investir pode ser simples, mas deve ser feito com muita cautela e autoconhecimento. Por isso, é muito importante conhecer o seu perfil de investidor antes de escolher onde aplicar o seu dinheiro.

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