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O que fazer com a taxa Selic cada vez mais baixa?

A taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, foi reduzida novamente pelo Banco Central na última reunião do COPOM. A meta da taxa Selic agora é de 5,5% ao ano. A tendência é que ocorram novos cortes nas próximas reuniões. Há quem fale em juros em 4,5% no futuro próximo.

A taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, foi reduzida novamente pelo Banco Central na última reunião do COPOM. A meta da taxa Selic agora é de 5,5% ao ano. A tendência é que ocorram novos cortes nas próximas reuniões. Há quem fale em juros em 4,5% no futuro próximo.

Do ponto de vista da economia real, isto significa uma sinalização do BACEN de que acredita que a inflação está controlada e que a economia pode ser aquecida. Ou seja, com taxas de juros mais baixas, há um incentivo para as pessoas tomarem mais empréstimos e consumirem mais, logo, para empresários investirem mais em seus negócios e, com isso, a economia voltar a crescer de forma mais acelerada.

Do ponto de vista dos investimentos, o cenário pode ser positivo ou negativo, a depender de sua atitude em relação a esta realidade.

Se você está acostumado a deixar seu dinheiro em investimentos pós fixados atrelados ao CDI ou à própria Selic, é bom se acostumar com rendimentos mensais na ordem dos 0,45%. Esqueça os famigerados 1% ao mês sem risco. Este cenário não deve voltar tão cedo. Na verdade, pelo bem da economia, é até melhor que não volte de maneira alguma. Lembre-se que boa parte dos países desenvolvidos trabalha com juros negativos.

Aí você tem dois caminhos para atingir seus objetivos financeiros: ou você poupa mais (a atitude mais conservadora) ou você tomar mais risco.

Poupar mais é necessário pelo seguinte: com juros em 1% ao mês, se você poupava R$ 1.000,00 por mês, em 10 anos você teria R$ 230.000,00. Hoje em dia, com 0,45% ao mês, para atingir os mesmos R$ 230.000,00 em 10 anos, você precisa poupar R$ 1.450,00. Ou seja, 45% a mais!

Tomar risco significa investir em ativos que terão oscilação de preços e que podem ou não apresentar uma rentabilidade maior no longo prazo.

Não compre ativos mais arriscados e espere que todos os meses eles apresentem uma rentabilidade maior que ativos mais conservadores ou até mesmo no curto prazo. Esses ativos vão oscilar e podem até apresentar rentabilidade negativa.

Se isso te incomoda comece com pouco e estude mais sobre os produtos financeiros, se mesmo assim continuar incomodado, poupe mais já que seu perfil é conservador.

Para os mais arrojados, ainda se vê boas oportunidades em ações, fundos imobiliários e ativos atrelados à inflação, por exemplo. Em nossos relatórios, disponíveis aqui no blog, você pode ver quais as recomendações da Guide. Opções não faltam!

Nestas horas é importante tomar uma decisão consciente, embasada em fundamentos e, o mais importante de tudo, ciente de quais são os possíveis cenários de retornos, sejam eles positivos ou negativos.

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