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O que é a taxa de administração e por que considerar ao investir em fundos?

Tempo de leitura: 6 minutos

Escolher um ou mais fundos de investimento pode ser uma boa alternativa para diversificar sua carteira e alcançar resultados esperados. Porém, antes de investir é preciso conhecer muito bem o produto financeiro, o que envolve avaliar sua taxa de administração.

O que veremos neste artigo?
O que é a taxa de administração?
Como funciona a cobrança da taxa?
Quais são os fundos que costumam cobrar taxa de administração?
Como a taxa administrativa muda com o tipo de gestão?
Quais são outras possíveis taxas incidentes nos fundos?
Por que conhecer a taxa do fundo no qual você tem interesse?

Essa é uma cobrança presente em todo tipo de fundo de investimento e que pode ter impacto na rentabilidade. Ao mesmo tempo, ela pode indicar a qualidade da gestão do fundo e, por isso, deve ser avaliada com critério.

Na sequência, descubra como a taxa administrativa funciona e veja como usá-la em sua tomada de decisão!

O que é a taxa de administração?

A taxa de administração é cobrada em fundos de investimento como forma de remunerar o gestor. Ele é o profissional que realiza a alocação do portfólio do fundo nos ativos e nos instrumentos financeiros que estão disponíveis no mercado.

Como o profissional deve desenvolver e/ou aplicar estratégias de investimento, a taxa administrativa garante que o gestor receba pela atividade. Assim, saber o que é a taxa de administração deixa claro que ela tem como principal função pagar pela prestação de serviços da gestão.

Em troca de não precisarem tomar as decisões de alocação, os investidores fazem esse pagamento para que o profissional execute a tarefa. Portanto, ele está atrelado às etapas operacionais de funcionamento do fundo.

Como funciona a cobrança da taxa?

Depois de descobrir o que é a taxa administrativa, é necessário compreender como ocorre a cobrança. Primeiramente, você deve saber que, geralmente, a taxa apresentada tem caráter anual. No entanto, ela tem provisão diária e é descontada diretamente das cotas de cada investidor.

Essa taxa incide sobre todo o patrimônio do fundo, já que o montante completo é administrado pelo gestor. A cobrança ocorre automaticamente, então quando você vê os resultados do seu investimento já é com o valor descontado.

Quais são os fundos que costumam cobrar taxa de administração?

Cada tipo de fundo de investimento tem uma forma de realizar a cobrança da taxa de administração, especialmente em relação aos valores. Em geral, boa parte apresentam a taxa, mas alguns fundos de renda fixa possam isentar a cobrança, devido à facilidade na gestão.

Os fundos de ações são exemplos que investem a maior parte dos recursos em ações de empresas. Neles, o gestor geralmente tem muitas tarefas ao traçar estratégias para montar e balancear a carteira, de acordo com o perfil de volatilidade e risco.

Nos fundos imobiliários, o profissional aloca os recursos prioritariamente em imóveis físicos (fundos de tijolo), em títulos imobiliários (fundos de papel) ou em outras cotas (fundos de fundos). A estratégia ajuda a aproveitar oportunidades e a diminuir chances de perdas.

Nos fundos multimercado, a estratégia é diversificada e varia para cada fundo. Há alternativas que alocam em ativos mais seguros e outras que priorizam investimentos mais arriscados.

Já um fundo de índice ou ETF (Exchange Traded Fund) visa replicar a carteira teórica de um indicador de mercado. Nesse caso, o gestor não define a estratégia, apenas executa as operações. Por isso, é natural que as taxas sejam mais baratas.

Como a taxa administrativa muda com o tipo de gestão?

O valor cobrado pelas taxas varia de acordo com os tipos de fundos e mesmo com as instituições responsáveis. Outro ponto que afeta bastante a cobrança é a estratégia de gestão. Ela pode ser de dois tipos: ativa ou passiva.

Na modalidade ativa, o gestor precisa desenvolver uma estratégia condizente com o perfil de risco, o que exige mais análises e considerações para a tomada de decisão. Devido à maior quantidade de recursos e de esforço empregados, é comum que a taxa cobrada seja maior.

Por outro lado, uma estratégia passiva visa apenas acompanhar um benchmark — e não necessariamente superá-lo. Um exemplo é o ETF, como você viu anteriormente.

Em fundos passivos, o gestor não precisa realizar tantas análises. Além disso, ele toma menos decisões. Afinal, a estratégia está pronta. Assim, é comum que as taxas sejam proporcionalmente menores.

Isso também deve ser considerado para que você avalie se a taxa cobrada pelo fundo faz sentido ou não. Ou seja, é preciso analisar as características dele para avaliar o custo-benefício.

Quais são outras possíveis taxas incidentes nos fundos?

Apesar de a taxa de administração ser uma das cobranças mais importantes nos fundos de investimento, ela não é a única. Alguns fundos ativos contam com a taxa de performance, que incide sobre o desempenho que excede um indicador de referência.

Também há fundos que cobram taxas sobre aportes realizados, como os fundos de Previdência. Vários deles têm a taxa de carregamento, que incide em cada novo investimento feito. Outras têm a taxa de saída, que é cobrada no momento do resgate.

É preciso considerar, ainda, os impostos. Um exemplo é o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) — cobrado apenas em resgates realizados com menos de 30 dias do aporte. Em relação ao Imposto de Renda, a cobrança depende de cada tipo de fundo.

Por que conhecer a taxa do fundo no qual você tem interesse?

Antes de escolher uma alternativa para adicionar à sua carteira de investimentos é importante fazer uma análise de rentabilidade real. Conhecendo o valor que você receberá, é possível saber se é mais interessante seguir no fundo ou em um investimento de renda fixa atrelado à Selic, por exemplo.

Assim, a taxa de administração e outras cobranças afetam a avaliação de retorno. Afinal, é um valor que precisa ser retirado do total, o que pode diminuir o rendimento. Por isso a relevância de conhecer antecipadamente a cobrança e comparar taxas entre fundos e instituições.

Porém, esse não deve ser o único fator avaliado. É preciso considerar seu perfil de investidor, seus objetivos financeiros e a relação do fundo com a sua carteira. Afinal, um fundo pode ter taxa mais barata, mas não se adequar às suas necessidades ou expectativas.

Portanto, apesar de ser relevante comparar e buscar oportunidades melhores quanto à taxa de administração, é crucial não se deixar convencer apenas por valores baixos. Lembre-se de que essa é a remuneração por um trabalho qualificado.

A taxa de administração de um fundo garante que o gestor receba pelo desenvolvimento e pela aplicação de uma estratégia de alocação. Com a avaliação adequada quanto a essa cobrança é possível investir em fundos alinhados com a sua carteira e até favorecer a rentabilidade!

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