PIX: o nome da revolução nos sistemas de pagamento

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Um sistema de pagamentos pode ser definido como sendo o conjunto de procedimentos, regras, instrumentos e sistemas operacionais integrados com a função de transferir recursos do pagador para o recebedor e, a partir disso, encerrar uma obrigação.

O que é o PIX?
Quais as vantagens trazidas pelo PIX?
Como tenho acesso ao PIX?
Qual o preço do PIX?
Conclusão

Até o presente momento, os serviços de transferências eletrônicas de recursos mais comuns eram por meio de DOC ou de TED. Mas isso está prestes a mudar, e graças a um novo meio de pagamento que promete revolucionar o sistema de pagamentos brasileiro: o Pix.

O que é o PIX?

Talvez a pergunta mais correta fosse: “O que será o PIX?”. Porém, considerando o anúncio realizado pelo Banco Central (BC) desde fevereiro, além de toda a descrição disponibilizada pelo próprio BC, é possível dizer que o PIX já é uma realidade, apesar de que o seu lançamento está previsto ainda para novembro.

Logotipo Pix - powered by Banco Central

Acerca do PIX, uma realidade prestes a ser lançada (e extremamente aguardada), este consiste em um sistema de pagamentos que funcionará de maneira instantânea e digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana. Os serviços do PIX estarão disponíveis em todos os dias do ano, não existindo mais a velha dor cabeça com os feriados ou fins de semana impedindo você de movimentar seu dinheiro.

As transferências com o PIX ocorrerão diretamente da conta do usuário pagador para a conta do usuário recebedor, dispensando a necessidade de intermediários. A dispensa de intermediários possibilitará a redução dos custos de transação.

Quais as vantagens trazidas pelo PIX?

Se o PIX fosse definido em apenas uma palavra, esta seria: Modernidade.

No caso de poder ser definido a partir de duas, estas seriam: Modernidade necessária.

Isso é devido a incrível dinâmica propiciada pelo atual mundo digital, que permitiu o surgimento de novas empresas, principalmente no setor financeiro. Como exemplo disso, temos a emergente importância das fintechs. Devido a essa dinâmica, novas necessidades precisam ser atendidas e é nessa lacuna que o PIX vem atuar, “revolucionando” o cenário atual.

O PIX aumentará a velocidade em que pagamentos/transferências são feitos e recebidos, estimulando a competitividade e a eficiência do mercado. Isso reduz os custos e eleva a segurança dos clientes. Além disso, é possível observar todo um movimento de inclusão financeira que facilitará a entrada de novas empresas no mercado, possibilitando a inovação e o criação de novos modelos de negócio.

Desse modo, o PIX consiste em uma modernidade necessária, uma verdadeira revolução nos meios de pagamento do Brasil. Basicamente porque a inovação que ele traz é permitir que você precise cada vez menos de andar com dinheiro, uma vez que as transações, tais quais fazemos com dinheiro, poderão acontecer a qualquer hora do dia.

Como tenho acesso ao PIX?

As diversas instituições financeiras – quase mil – que se colocaram como interessadas em participar dessa revolução, já estão disponibilizando os meios a seus clientes. No fim do dia, isso ocorrerá por meio de um cadastro de dados.

Pode soar estranho que tais instituições, que já têm nossos dados, peçam um novo cadastro. Mas provavelmente isso ocorre porque essa base para o PIX será nova, exclusiva e, o mais importante, rápida.

Qual o preço do PIX?

Segundo o Banco Central, a tecnologia que permite o PIX existir é bem mais barata que as anteriores. Tão barata que, segundo nossa autoridade monetária, a cada dez transações o custo será de um centavo, sendo que hoje uma TED, por exemplo, tem um custo médio de R$0,07. Apesar do custo baixo, não se sabe sobre a cobrança de taxas para esse tipo de transferência, isso ficará livre a cada instituição.

Em relação a tributação, o fantasma da CPMF segue rondando novamente e não podemos descartar que venha a virar realidade. Se esse for o caso, o custo de usar o PIX seria, então, esse novo “microimposto” somado a taxa definida pela instituição bancária.

Conclusão

O PIX representa um avanço importante por pelo menos três motivos: tem um potencial real de diminuir a demanda por papel moeda (essa que recentemente aumentou tanto que justificou a famigerada nota de R$200,00), permite que as pessoas não andem tanto assim com dinheiro físico e ainda coloca o sistema bancário em contato com a modernidade de poder transferir dinheiro com a mesma facilidade de enviar um e-mail (a qualquer dia e hora).

Aliás, cabe dizer que teria sido um golaço liberar a tecnologia durante o período de pandemia para reduzir a necessidade das pessoas de enfrentarem longas filas para sacarem o auxílio emergencial. Ainda assim, muitos elogios a essa medida do Banco Central, pois deve ajudar bastante os brasileiros.

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