Você sabe como o IPCA influencia as suas finanças?

Tempo de leitura: 3 minutos

Vamos considerar uma situação: você recebeu R$100,00 hoje e deve ir ao mercado fazer compras. Dessa forma, você voltou com uma sacola com alguns produtos: cacho de bananas, um quilo de carne, cereais e iogurte. Pois bem, se em um ano após, você receber esse mesmo dinheiro, acredita que será possível comprar exatamente os mesmos itens na mesma quantidade?

Provavelmente não, tivemos aí o efeito da inflação, corroendo o poder de compra, ou seja, um real hoje não é igual um real no futuro. Para compreender melhor este conceito, temos o IPCA como o indicador econômico atrelado à inflação e, portanto, com impacto direto ao consumo da população brasileira. Este índice também afeta as aplicações financeiras e deve estar no radar de quem busca melhores resultados em seus investimentos.

Continue a leitura e compreenda o que é o IPCA, para que serve e suas projeções para os próximos anos no Brasil.

Afinal, o que é IPCA?

No exemplo didático, a cesta de compras é utilizada como o termômetro da inflação no país. O preço do pãozinho francês e das passagens de ônibus muitas vezes também fazem este papel. Mas é no IPCA que encontramos os números oficiais da inflação no Brasil.

O IPCA significa Índice Nacional de Preços do Consumidor Amplo. O indicador econômico é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e busca apresentar o custo de vida médio para famílias que possuem renda entre 1 e 40 salários mínimos.

A meta do IPCA para 2020 é de 4%, já para os próximos anos os números devem ter posições decrescentes: 3,75% para 2021, 3,50% para 2022 e 3,25% para 2023. Entretanto, devido a forte crise do Coronavírus, possivelmente o país terá uma deflação não prevista em 2020. O IBGE anuncia os resultados mensais ao longo do ano relativos ao IPCA.

Como o IPCA afeta os investimentos?

Como indicador oficial, o IPCA é a referência para as metas de inflação do Banco Central e, por consequência, impacta diretamente nas taxas de juros. Para ficar mais claro, nos últimos anos temos observado uma inflação bem mais controlada, o que possibilitou a redução da taxa Selic para as mínimas históricas, hoje em 2,25% ao ano.

Essa nova realidade de inflação e da taxa Selic afeta diretamente os investimentos, principalmente as modalidades em renda fixa. O rendimento da poupança, aplicação financeira mais utilizada pelo país, muitas vezes tem ficado abaixo do poder de compra. Os títulos de renda fixa pós-fixados também estão com retornos afetados, como é o caso do Tesouro Selic. Aqui, você pode ler mais sobre “Selic em 2,25%: Tesouro Selic ou Poupança?”.

Além disso, o IPCA é utilizado na remuneração dos títulos de renda fixa indexados, aqueles que oferecem a inflação de um período adicionado de uma taxa prefixada no momento de compra. Nesse grupo temos o Tesouro IPCA, em que a grande vantagem está na proteção inflacionária: isto significa que independentemente de quanto será a inflação no período, você estará protegido e terá um retorno real.

Qual a diferença entre IPCA e Selic?

O IPCA é um índice de preços que nos mostra a inflação, ou seja, reflete como está o poder de compra e como os preços estão se comportando na economia. Por outro lado, a Selic é a taxa básica de juros no Brasil e serve de referência para definição da remuneração dos investimentos (principalmente para os de renda fixa) e também para linhas de créditos oferecidas pelas instituições financeiras.

Conclusão

Entender o conceito de inflação e acompanhar o resultado do IPCA mensalmente são atividades importantes na vida de qualquer cidadão. Para o investidor, ao monitorar o Índice Nacional de Preços do Consumidor Amplo, ele encontra maneiras de proteger o seu dinheiro, garantindo poder de compra ao optar por títulos com proteção inflacionário e ganho real.

Vencer a inflação deve ser o mínimo para qualquer investimento, de outra forma, não faria sentido poupar e investir. Em um ambiente mais controlado do ponto de vista de inflação, também há um cenário de juros mais baixos. Fica o alerta para que o investidor acompanhe os indicadores econômicos de forma contínua e sempre ajuste o seu portfólio.

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