O que é um hedge e como ele pode ajudar sua carteira de investimentos?

O nome pode até ser complicado, mas o hedge trata-se de uma estratégia de proteção para os investimentos financeiros. Traders profissionais ou iniciantes devem ter entendimento dos tipos de hedges para que possam blindar seu portfólio de eventuais quedas. Continue a leitura e perceba como é possível reduzir as chances dos riscos em suas operações.

Mas o que é, de fato, hedge?

Do inglês, hedge denota uma cerca-viva e essa palavra foi utilizada justamente para significar uma estratégia de proteção para o mercado financeiro. Uma carteira com hedge é aquela em que o investidor diversificou seu portfólio e optou por certos tipos de blindagem para evitar grandes prejuízos.

Como dizia Milton Friedman, vencedor do prêmio nobel em economia, não existe almoço grátis. Quase sempre quem coloca um hedge na carteira, está, ao mesmo tempo, sacrificando um potencial de ganhos. Entretanto, estas proteções podem ser um manejo de risco assertivo, já que as perdas podem ser extremamente impactantes.

Conheça os principais tipos de hedge

Um hedge, na grande maioria dos casos, consiste em adicionar no portfólio um ativo com um perfil de retorno inversamente proporcional à carteira. A ideia é amenizar os prejuízos caso ocorra uma forte queda. Diante da tolerância ao risco, o investidor pode escolher qual tipo de hedge utilizar, lembrando que eles podem simultaneamente fazer parte da carteira de investimentos.

Ativos anticíclicos

Uma empresa como a Petrobrás é uma empresa que, além de estar bastante ligada com o governo, a venda de gasolina a deixa muito alinhada com a economia brasileira. Ativos com este perfil são chamados de cíclicos. Em contraposição, os ativos que se valorizam quando há uma crise econômica são considerados os anticíclicos. Consegue pensar em um exemplo? O mais famoso é o dólar, por isto, você pode encontrar o termo “hedge cambial” ao estudar sobre os tipos de proteção ao investimento em ativos financeiros.

Acrescentando dólar na carteira, então, você estaria recebendo retorno se por acaso a economia se deteriorasse. Mas podemos ser mais criativos: e se colocássemos uma empresa cuja a maioria das receitas estivesse atrelada ao dólar? Ou seja, uma empresa exportadora. A Suzano é um exemplo já muito utilizado para ajudar a carteira na crise, já que suas receitas sobem ao passo que o dólar valoriza.

Long & Short

Operações Long & Short (L&S) são provavelmente o uso mais clássico de hedges. Seu nome é auto explicativo, você faz uma operação comprada (long) ao mesmo tempo que faz uma operação vendida (short) para ganhar com a diferença de preços dos ativos. L&S é reconhecida como uma arbitragem clássica em ações, cada vez mais rara nos dias atuais, pois devido a pressão de compra e de venda, os preços convergem rapidamente.

Derivativos

Quando o investidor opta por derivativos, ele negocia ativos com preços acordados antecipadamente e, sendo assim, consegue se precaver da volatilidade do mercado financeiro. Apesar dos ajustes diários, há uma previsibilidade que permite ter uma segurança no resultado das negociações.

Desta maneira, quem escolhe principalmente por contratos futuros e opções pode ter parte de seu retorno garantido. Até mesmo em operações de day trade, é possível utilizar destas estratégias. Muitas commodities como ouro, café, soja e boi gordo são negociadas como derivativos, o que oferece certa segurança aos produtores e ao mercado.

Conclusão

Hedges são uma parte essencial do trabalho de um investidor, principalmente para os que buscam uma performance mais profissional ao trade. Apesar da contraposição entre rentabilidade e risco, vale a pena utilizar as estratégias de proteção ao seu capital. A diversificação da carteira e a definição de stops são outros mecanismos que podem contribuir para a gestão responsável dos investimentos.

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