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O que é um hedge e como ele pode ajudar sua carteira de investimentos?

Tempo de leitura: 5 minutos

A diversificação dos investimentos é uma regra para minimizar os riscos e aumentar o retorno no médio a longo prazo. No entanto, algumas operações realizadas no mercado financeiro exigem instrumentos de proteção específicos, como o hedge.

O hedge é uma estratégia utilizada para assegurar que nos períodos mais turbulentos do mercado, em que as variações de preços dos ativos financeiros são mais fortes, os investidores estarão protegidos, evitando assim grandes prejuízos.

Quer saber mais sobre o hedge? Continue a leitura e saiba como reduzir os riscos de suas operações através desse mecanismo de proteção.

Confira o que veremos neste material
De fato, o que é hedge?
Conheça os principais tipos de hedge
Na prática, como fazer um hedge?
Considerações sobre o hedge

De fato, o que é hedge?

Por definição, o hedge é uma estratégia de proteção utilizada no mercado financeiro, especialmente por investidores da renda variável. Independentemente do cenário econômico, ele funciona como um seguro dos ativos.

A ideia é amenizar os prejuízos, caso ocorra uma forte e inesperada queda do mercado. Na prática, para executar este tipo de operação financeira, o investidor adiciona em seu portfólio ativos com desempenho descorrelacionado.

Desta forma, em um cenário de desvalorização, enquanto o preço de um produto cai, o outro aumenta, diminuindo os riscos de perdas de capital.

Por outro lado, as carteiras hedgeadas normalmente limitam o seu potencial de ganho em prol da proteção, já que os prejuízos podem ser significativos. Como dizia o professor e economista Milton Friedman, vencedor do prêmio nobel em economia 1976, “não existe almoço grátis”.

Quem precisa fazer hedge?

As operações de hedge são recomendadas para quem deseja proteger os ativos de variações negativas do mercado, em especial no curto prazo, em que os riscos de perdas de capital são maiores.

Por exemplo, o setor agropecuário utiliza esse instrumento de proteção para reduzir os efeitos das variações de preço das commodities e resguardar os produtores rurais.

O hedge também é indicado para aqueles que têm compromissos internacionais, como uma viagem agendada para o exterior e desejam minimizar os impactos das variações cambiais.

Conheça os principais tipos de hedge

Diante da tolerância ao risco, o investidor pode escolher qual tipo de hedge utilizar. Para facilitar, selecionamos os principais:

Tipo de hedge Características
Hedge de ações Utilizado para proteger a carteira de ações das oscilações do mercado. Ele pode ser feito através da compra de opções. Os fundos de índices ou ETFs são outra alternativa.
Hedge cambial É uma estratégia que utiliza a moeda estrangeira para proteger o investidor das variações do mercado. Ela pode ser feita através de contratos futuros de dólar, aquisição de cotas de fundos cambiais, compra da moeda ou títulos cambiais.
Hedge de commodities Feito através de contratos futuros, em que são fixados o preço das commodities. Ele assegura que a venda dos produtos terá um preço justo, independentemente das condições da bolsa de valores.
Hedge natural Quando a composição da carteira protege “naturalmente” o capital de oscilações do mercado. Por exemplo, as posições em empresas exportadoras que tendem a valorizarem quando a moeda nacional deprecia. Logo, as ações dessas empresas funcionam como uma proteção indireta.

Na prática, como fazer um hedge?

Existem diferentes formas de se executar uma operação de hedge. Confira algumas delas:

Ativos anticíclicos

Uma empresa como a Petrobrás, em geral, é muito alinhada à economia brasileira. Ativos com este perfil são chamados de cíclicos, isto quer dizer que quando há momentos de estabilidade econômica provavelmente os ativos PTR3 ou PTR4 estão em alta.

Em contraposição, os papéis que se valorizam quando há uma crise econômica são considerados os anticíclicos.

Um bom exemplo é o dólar. Em um cenário de deterioração da economia brasileira, a moeda estrangeira tende a se beneficiar, protegendo assim a carteira que compõe.

O mesmo vale para as empresas exportadoras como a Suzano. Suas ações podem ajudar uma carteira na crise, já que suas receitas sobem ao passo que o dólar sobe.

Long & Short

O Long & Short (L&S) é, provavelmente, uma das operações mais clássicas de hedge. Ele consiste na compra (long) e venda (short) simultânea dos ativos e visa ganhar com a diferença de preços deles.

Essa operação financeira é frequentemente utilizada por investidores mais experientes e por muitos gestores de fundos de investimento, como os fundos de hedge, que lucram com a oscilação dos preços.

Mercado de derivativos

O investidor que opta por derivativos, negocia ativos com preços acordados antecipadamente e consegue se precaver da volatilidade do mercado. Apesar dos ajustes diários, há uma previsibilidade no resultado das negociações.

Desta maneira, quem escolhe principalmente por contratos futuros e opções pode ter parte de seu retorno garantido, inclusive em operações de day trade.

Muitas commodities como ouro, café, soja e boi gordo são negociadas como derivativos no mercado futuro, o que oferece segurança aos produtores através do preço fixo acordado no contrato de hedge.

Considerações sobre o hedge

Investidores utilizam as estratégias de hedge para proteção de sua carteira e a performance consistente ao longo de suas operações financeiras. 

Apesar da contraposição entre rentabilidade e risco, vale a pena utilizar os instrumentos de hedge, principalmente para atuação no day trade e no mercado futuro.

Lembre-se que existem diferentes tipos de mecanismos de hedge, tais como o hedge de ações, hedge de câmbio, hedge de commodities ou até mesmo o hedge natural. Conhecer cada um deles ajuda a identificar qual atenderá suas necessidades.

Investir na bolsa de valores exige constante aperfeiçoamento para aproveitar as melhores oportunidades.

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