O que é FIDC e como funciona o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios

Tempo de leitura: 5 minutos

O mercado de renda fixa tem se mostrado bastante aquecido e com opções de investimentos atrativas, como, por exemplo, os Fundos de Investimentos em Direito Creditório, mais conhecidos como FIDCs.

Se você quer conhecer melhor esta classe de ativos, continue a leitura e entenda como este tipo de estratégia pode aumentar o potencial de retorno de seus investimentos.

O que veremos neste artigo?
O que é o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios?
Como funciona o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios?
Qual a aplicação mínima em FIDC?
Quais são as vantagens em investir em FIDC?
Quais são os riscos ao investir em FIDC?
Como declarar FIDC no imposto de renda?
Conclusão

O que é o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios?

Trata-se de um fundo de investimento que aplica, no mínimo, 50% do seu patrimônio líquido em direito creditório, de vários setores da economia (financeiro, mercantil, imobiliário, entre outros), e o restante em títulos de renda fixa sejam eles públicos ou privados. Neste caso, como seu retorno vem de taxas acordadas previamente, pode-se dizer que é um tipo de investimento em renda fixa. Vale lembrar que os FIDCs podem ser constituídos sob forma de condomínio aberto, em que o investidor pode aplicar ou resgatar com facilidade, ou condomínio fechado, que não permite movimentações a qualquer momento.

Como funciona o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios?

Diferente de outros tipos de fundos de investimentos, os FIDCs precisam de uma estrutura específica e muito mais complexa. Em sua composição, os fundos de investimento em direito creditório contam com 5 importantes elementos: cedente (proprietário do Direito Creditório), estruturador (responsável por montar o fundo), administrador fiduciário (responsável legalmente pelo fundo), custodiante (responsável por cobrar, receber, guardar e controlar os recebíveis) e cotistas (investidores do fundo).

Além disso, os FIDCs possuem cotas de diferentes classes, são elas: sênior e subordinadas, sendo estas classificadas como mezanino e júnior. No caso de resgate e amortização, as cotas seniores têm preferência, enquanto as subordinadas não. Por este motivo, quando o fundo apresenta um desempenho além do esperado, os investidores com cotas seniores recebem o rendimento acordado, já os subordinados recebem mais, por estarem mais expostos aos riscos. Logo, através dessa classificação é possível segregar os investimentos com base no perfil de risco dos investidores.

Embora pareça complexo, o que os Fundos de Investimentos em Direito Creditório fazem está muito mais presente em nosso dia a dia do que se imagina. Um bom exemplo disso são as compras parceladas no cartão de crédito, a antecipação do imposto de renda, dentre outras operações em que uma instituição consegue antecipar, com desconto, um recebível futuro, enquanto o devedor continuará arcando com seu compromisso. Neste caso, o recurso será destinado ao fundo que fez o adiantamento à instituição.

Qual a aplicação mínima em FIDC?

De acordo com a Comissão de Valores Mobiliários – CVM, o investimento mínimo inicial para essa classe de ativo é de R$25 mil reais. Contudo, ter essa quantia não é suficiente. Devido às particularidades desse tipo de estratégia, para aplicar em FIDC, o investidor deve ser classificado como qualificado (possuir mais de 1 milhão em aplicações financeiras ou deter de certificação aprovada pela CVM) ou, em alguns casos, profissional (possuir mais de 10 milhões em aplicações financeiras ou deter de certificação aprovada pela CVM).

Quais são as vantagens em investir em FIDC?

Os Fundos de Investimento em Direito Creditório são excelentes instrumentos para a diversificação em uma carteira de investimentos. Em geral, apresentam retornos mais atrativos que outros ativos de renda fixa, variando conforme o risco de crédito a que estão expostos. E por falar em riscos, a cada três meses, aproximadamente, o risco dos FIDCs é classificado por agências de rating, o que traz ainda mais segurança ao investidor que terá conhecimento acerca da qualidade do crédito e integridade da operação. Além disso, essa modalidade de investimentos é acompanhada por várias instituições, logo o nível de fiscalização é maior, o que torna o FIDC mais seguro.

Quais são os riscos ao investir em FIDC?

Assim como todo e qualquer tipo de investimento, no FIDC também existem alguns riscos envolvidos, são eles:

Risco de crédito: trata-se do risco de inadimplência envolvido nas operações, que pode reduzir ou até mesmo comprometer o retorno dos investimentos. Por este motivo, uma análise de risco de crédito é fundamental.

Risco de liquidez: trata-se da dificuldade que o investidor pode encontrar ao decidir vender suas cotas no mercado secundário. Como este é um investimento de público mais restrito, é natural que tenha uma demanda menor.

Risco de mercado: trata-se das variações do mercado que podem refletir na rentabilidade do fundo como, por exemplo, as oscilações na taxa de juros e inflação. Neste caso, é o risco comum a todos os investimentos.

Como declarar FIDC no imposto de renda?

Assim como outros tipos de fundos de investimento em renda fixa, o recolhimento de imposto de renda no FIDC também acontece direto na fonte. Neste caso, ao preparar sua declaração anual de imposto de renda, o investidor apenas informará o imposto já recolhido de acordo com a tabela utilizada pela Receita Federal, cuja alíquota máxima é de 22,5% e mínima de 15% se o período investido for superior a dois anos. Lembre-se: um investimento de longo prazo deve ser inserido na ficha de “Bens e Direitos” – código 72.

Conclusão

É fato que a onda de juros baixos tem realmente despertado muitos investidores. A procura por modalidades alternativas de investimentos tem crescido substancialmente em 2020. E, contrário ao que muitos pensam, os fundos de renda fixa tem conquistado cada vez mais espaço. Vale lembrar que embora investir em FIDC seja restrito a investidores qualificados ou profissionais, existem outras opções que também oferecem uma rentabilidade atrativa e que podem conter este tipo de ativo na composição de sua carteira. Um bom exemplo são os fundos de crédito privado. Isso significa que fazer uma boa seleção dos ativos certamente refletirá em resultados cada vez melhores.

Quer saber mais sobre fundos de investimentos? Veja esta lista que a Guide preparou para você.

Relacionados

5 coisas que você precisa saber sobre diversificação

Existe uma regra de ouro no mundo dos investimentos: nunca devemos colocar todos os ovos na mesma cesta. Mas você já [...]

B3 - A Bolsa do Brasil - 17/06/2021

Efeito de Rede

O efeito de rede é uma característica presente em plataformas de empresas da “nova economia”, como Instagram, Facebook, entre outras. O [...]

Suno Research - 17/06/2021

Curva de juros: o que é e como ela afeta os seus investimentos?

O que veremos neste artigo?O que é a curva de juros? Como funciona a curva de juros?Por que é importante conhecer [...]

Guide Investimentos - 16/06/2021
Logo o guia financeiro

Entrar

Como deseja continuar?

Abra sua conta

Preencha os campos abaixo
ou use uma das opções