O que é CRI? Aprenda como funciona e como investir em 2020 [Guia Completo]?

Diante de tantas incertezas em relação à economia do país e do mundo, é mais que importante a diversificação da carteira de investimentos. O CRI pode ser uma opção para os investidores que buscam rentabilidade, mas sem deixar de lado seu perfil de risco conservador ou moderado. Ficou curioso? Leia até o final e saiba tudo sobre o Certificado de Recebíveis Imobiliários.

O que veremos neste artigo?
O que é CRI e como funciona?
Quais são os tipos de CRI?
Qual é a rentabilidade do CRI?
Qual é o prazo e a liquidez do investimento?
Qual é o investimento mínimo no CRI?
Quais são as vantagens do CRI?
Quais são as desvantagens no CRI?
Existe um perfil investidor em CRI?
Por que investir no CRI e não na poupança? 
Diferença entre CRI e LCI
CRI e Imposto de Renda
Por que investir em CRI?

O que é CRI e como funciona?

O Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) é um título de renda fixa de crédito privado que foi concebido como uma promessa de pagamento ou um direito de crédito futuro. É uma aplicação que possui lastro em créditos imobiliários, como: financiamentos de construções, comerciais e residenciais, contratos de aluguéis (de longo prazo), entre outros. 

Ou seja, o CRI é uma ferramenta para captar recursos e custear transações do mercado imobiliário. Neste caso, ao comprar um título, o investidor promove o financiamento deste setor e recebe em troca uma rentabilidade (geralmente juros), que pode ser de forma periódica ou no vencimento do título. 

Quais são os tipos de CRI?

Existem dois tipos de CRI:

CRI padronizado performado: são os créditos imobiliários garantidos, que já possuem certidão de ‘Habite-se’ o que atesta que o imóvel está pronto a ser ocupado, de acordo com as regras do município.

CRI não performado: são os créditos de imóveis ainda não acabados. Isto significa que o investidor dá o suporte financeiro para que a obra seja construída. 

Qual é a rentabilidade do CRI?

Existem alguns tipos de rentabilidade que o investidor precisa analisar na hora de comprar os papéis. 

Rendimento prefixado: antes mesmo de comprar o certificado, é possível calcular a rentabilidade em reais que o investidor obterá até o final do prazo, no vencimento do papel. 

Rendimento pós-fixado: o retorno efetivo do papel, neste caso, é desconhecido, porém é apresentado o indicador que servirá como referência para a remuneração do papel. Geralmente os indicadores são: CDI (principal índice de rentabilidade da renda fixa) ou Selic (taxa básica de juros da economia brasileira).

Rendimento híbrido: os papéis deste tipo possuem uma parte com rendimento prefixado e outra pós-fixado. 

Mas fique atento, cada investidor possui um perfil de tolerância ao risco, por isso é muito importante observar, além do rendimento, os prazos de resgate e demais particularidades.

Qual é o prazo e a liquidez do investimento?

O CRI pode não ser o investimento ideal para quem busca resgate imediato. Suas aplicações nesta modalidade geralmente só poderão ser captadas após o mínimo de dois anos, sem que isso impacte nos retornos projetados. Em cada contrato, há um prazo predeterminado para o vencimento do título, por isso é preciso que o investidor preste muita atenção ao prazo e a liquidez do CRI.

Qual é o investimento mínimo no CRI?

Segundo a B3 não há valor mínimo para começar as aplicações em CRI. Caso o investidor tenha a flexibilidade de aguardar o prazo dos contratos, esta modalidade pode acrescentar na carteira de investimentos com projeções de retorno.

Quais são as vantagens do CRI?

Com certeza você já ouviu alguém falar que comprar imóveis era a melhor opção de investimento. Este argumento mesmo que indiretamente está alinhado aos propósitos de quem escolhe os Certificados de Recebíveis Imobiliários. O grande diferencial é que você pode iniciar seu investimento com uma quantia acessível.

Na prática, a dinâmica assemelha-se aos outros ativos de renda fixa, o investidor compra papéis em troca de alguma remuneração (juros). O CRI vale a pena para quem quer diversificar sua carteira de investimentos, com ativos com pouco risco ou atrelados à inflação. Para isso, é importante observar as regras para o retorno. 

Quais são as desvantagens no CRI?

De maneira geral, os CRI são considerados ativos de baixa liquidez. Caso haja necessidade de vender os papéis antes do final do prazo, será preciso recorrer ao mercado secundário e procurar por interessados. Por isso, para o investidor que não puder manter o dinheiro ‘’preso’’ até o vencimento, o CRI pode não ser uma boa opção.

Já o risco de crédito, o principal fator é que: diferente da maioria dos investimentos de renda fixa, o CRI não possui garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Sendo assim, os CRI possuem riscos que são considerados maiores em relação a alguns títulos de renda fixa como CDB, LCA e LCI

Portanto, é fundamental compreender os riscos presentes para fazer uma alocação adequada no portfólio do investidor. 

Existe um perfil investidor em CRI?

O CRI atende bem o perfil de investidores conservadores ou moderados. Esta alternância se dá por que apesar dos riscos reduzidos e da rentabilidade previsível, é preciso dimensionar o tempo para o resgate da aplicação. Além disso, outras opções da renda fixa podem ter uma garantia mais considerável como é o caso da LCI.

Por que investir no CRI e não na poupança? 

A poupança, apesar de ser considerada o investimento mais tradicional entre os brasileiros, está perdendo espaço por conta da baixa rentabilidade. Além disso, em épocas de alta inflação, o investidor pode acabar perdendo seu poder de compra, deixando dinheiro na caderneta. Por isso, para quem busca alternativas com maiores ganhos reais, o CRI pode ser uma excelente opção. Clique aqui para ver mais investimentos com maior rentabilidade do que a poupança.

Diferença entre CRI e LCI

A LCI (Letra de Crédito Imobiliário), assim como o CRI possui lastro no mercado imobiliário. A principal diferença entre o CRI e a LCI, é que o Certificado Recebível Imobiliário não apresenta garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Além disso, existem outras diferenças. O emissor dos CRI são as securitizadoras, por isso que não possuem garantia. Já as LCI são emitidas por bancos, o que garante uma proteção ao investidor. 

CRI e Imposto de Renda

Assim como a poupança, o CRI é isento de imposto de renda para pessoas físicas. Entretanto, é importante estar atento para não cair em malha fina. Eles entram na categoria de impostos não tributáveis e devem ser declarados. Para complementar, o Certificado de Recebíveis Imobiliários também são livres do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Em resumo, por que investir em CRI?

É preciso dimensionar o tempo para o resgate e programar-se com bastante responsabilidade, mas o CRI destaca-se como aplicação de maior rentabilidade entre as modalidades de renda fixa, além de ser isento da IR e IOF. Estude mais sobre as opções disponíveis para fazer a gestão de seus investimentos. 

Procure sua corretora ou instituição bancária para que fique claro como o investimento em CRI pode estar em seu portfólio. Para uma performance investidora com resultados, o recado é sempre diversificar a carteira a fim de amortização dos riscos e o alcance de uma maior rentabilidade. 

Agora que você já sabe mais sobre CRI, abra sua conta na Guide e invista nesse e outros tipos de investimentos!

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