CDB: O que é, como funciona, taxas e como investir em 2021 [Guia completo]

Tempo de leitura: 11 minutos

A renda fixa apresenta diversas oportunidades para investidores de todos os perfis. Apesar de ser muito procurada por conservadores, quem se considera moderado ou arrojado também pode valorizar a segurança para parte da carteira.

O que veremos neste artigo?
O que é e como funciona o CDB?
Quais são os tipos de CDB?
O que é o CDI e como ele se relaciona com CDB?
Como funciona o rendimento do CDB?
Quando vencem os títulos do CDB?
O investimento em CDB tem cobrança de IR?
CDBs são seguros?
Quais as diferenças entre o CDB e outras aplicações?
Quais são os passos para investir em CDB?

Nesse sentido, vale a pena saber o que é o CDB (Certificado de Depósito Bancário) e como ele pode ser atrativo para você. Para isso, faz-se necessário entender o conceito, acompanhar seu funcionamento, conhecer suas taxas e saber como investir.

Então, continue a leitura para entender tudo o que precisa sobre o assunto!

O que é e como funciona o CDB?

CDB é um dos principais títulos de renda fixa disponíveis no mercado. Ele é emitido por bancos, com intuito de captar recursos que serão usados em suas atividades e projetos. Por exemplo, empréstimos e financiamentos concedidos aos clientes.

O funcionamento básico de um CDB se assemelha a um empréstimo. Enquanto em um título da plataforma do Tesouro Direto você financia a dívida do Governo, por exemplo, no CDB você está emprestando dinheiro para um banco.

Em troca, o emissor oferece uma taxa de rentabilidade, que é os juros pagos ao investidor. Cada CDB apresenta, ainda, um prazo de vencimento — quando o título pode ser resgatado para recebimento dos juros. Em alguns casos, a liquidez pode ser diária. Em outros, é só no vencimento.

Quais são os tipos de CDB?

Há diversos CDBs disponíveis no mercado, principalmente em corretoras de valores. Afinal, a corretora distribui produtos emitidos por bancos variados. Cada título pode ter condições particulares, como taxa, prazo, liquidez, risco etc.

Os CDBs podem ser divididos em tipos de acordo com a lógica de rentabilidade de cada um. Eles podem ser pré-fixadospós-fixados ou híbridos.

Veja detalhes sobre cada alternativa a seguir:

Prefixado

No caso da taxa pré-fixada, você sabe exatamente qual será o rendimento percentual do período em que deixará aplicado o dinheiro. Imagine um exemplo: ao adquirir um CDB pré-fixado de 3% ao ano com prazo de um ano, é possível calcular o montante final que será resgatado.

Pós-fixado

Já quando se trata de um CDB pós-fixado, o rendimento estará atrelado a alguma taxa. Ou seja, os juros não são estáveis sempre, pois acompanham a variação de um índice ao longo do período. É comum que a taxa seja relacionada ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

Por exemplo, você pode adquirir um CDB cujo rendimento seja de 100% do CDI. Na prática, isso faz com que o dinheiro investido ele tenha o rendimento exatamente igual ao da taxa. Se ela subir ou descer, a rentabilidade também terá oscilação.

Híbridos

Existe ainda um terceiro rendimento possível, o híbrido. Nesse caso, a taxa combinada envolve dois elementos, sendo que um prefixado e outro pós-fixado. Ou seja, em títulos híbridos você encontrará uma combinação das taxas anteriores.

Em um exemplo prático, você pode encontrar um CDB que ofereça um percentual atrelado ao IPCA adicionado de alguma taxa fixa ao longo do tempo. Assim, a aplicação renderá de acordo com o índice, mas sempre apresentando também uma taxa acima dele.

O que é o CDI e como ele se relaciona com CDB?

Como você viu, o CDI é um indicador comum utilizado na rentabilidade pós-fixada dos CDBs. Isso faz com que muitas pessoas confundam os dois conceitos e acreditem que o CDI é um tipo de investimento. Na verdade, ele representa operações bancárias e não está acessível às pessoas físicas.

Logo, a relação entre o CDB e o CDI é que o primeiro é o título e o segundo é a remuneração associada ao título. O CDI é a taxa de juros utilizada entre os bancos quando se emprestam recursos. Ele costuma ter sempre valor próximo ao da Selic — a taxa básica de juros brasileira.

Como funciona o rendimento do CDB?

Agora que você viu as formas de rentabilidade do CDB e também sabe o que significa o CDI, podemos falar mais sobre o rendimento das aplicações. Na corretora, o investidor pode encontrar títulos com rendimentos muito diferentes entre si.

De modo geral, a simulação de rendimento de um CDB leva em conta o período que você deseja manter o seu dinheiro investido. Afinal, é preciso saber por quantos meses ou anos a aplicação será mantida e estará rendendo juros sobre juros.

Independente de ser pós-fixado, prefixado ou híbrido, você pode comparar o investimento levando em conta os mesmos períodos. Assim, é possível ver em qual alternativa suas perspectivas de ganhos são maiores.

De modo geral, o rendimento está relacionado a algumas condições. Veja alguns exemplos:

Liquidez

Há CDBs que oferecem liquidez diária — ou seja, permitem que o dinheiro seja resgatado a qualquer momento. Em geral, a rentabilidade dessa opção é menor. Por outro lado, há títulos que apresentam liquidez apenas no vencimento.

Isso significa que o investidor não pode resgatar o dinheiro com facilidade e sem perdas antes da data. Pela condição de não ter acesso ao total por um tempo, as taxas prometidas costumam ser maiores.

Logo, os CDBs que apresentam maior rendimento normalmente são aqueles que pagam a mais pela liquidez tomada do investidor. Ou seja, em termos práticos, o Certificado de Depósito Bancário que não tem liquidez diária tende a ter rendimentos maiores do que aquele que a tem.

Essa dinâmica demonstra que o dinheiro tem valor no tempo. Quando você aplica seus recursos com uma instituição financeira sem poder movimentar a quantia por um período, ela deve lhe remunerar por esse tempo.

Prazo

Ainda em relação ao dinheiro relacionado ao tempo, podemos dizer que o prazo da aplicação também influencia nos seus rendimentos. De modo geral, um CDB com vencimento em um ano pagará uma taxa menor do que um título com prazo de 5 anos, por exemplo.

A lógica é a mesma: o investidor deve ser remunerado pelo tempo que aceita deixar o seu dinheiro disponível, sem solicitar o resgate. Logo, quanto maior o prazo estabelecido pelo banco, mais atrativas tendem a ser as taxas.

Risco

Existem diversos bancos e instituições financeiras que emitem CDB. Com isso, é possível encontrar títulos de grandes instituições tradicionais e também das menores. Logicamente, os bancos mais sólidos apresentam menos riscos.

Com eles, a qualidade da instituição oferece mais segurança de que o investidor será pago sem problemas. Por outro lado, bancos menores podem apresentar maior risco de calote ou mesmo de falência no futuro.

Por isso, a rentabilidade também se relaciona com o risco. Ou seja, geralmente os bancos maiores apresentam taxas de rendimento mais limitadas. Enquanto isso, as instituições menores precisam atrair o investidor e remunerá-lo pelo maior risco, oferecendo taxas maiores.

Quando vencem os títulos do CDB?

Você acabou de ver que o prazo é uma das características fundamentais do CDB. É importante saber que a data de vencimento depende de cada título. Ela é definida, assim como a regra de rentabilidade e a liquidez, pelo próprio banco emissor.

Então o prazo é conhecido no momento em que se faz a aquisição do CDB. Na corretora, você pode encontrar títulos com vencimentos de curto, médio ou longo prazo. Eles também terão liquidez diferenciada.

Como vimos, é possível ter liquidez diária (que pode ser resgatado a qualquer momento) ou liquidez apenas no vencimento. Cabe ao investidor escolher a opção ideal para si. Ao aplicar dinheiro com baixa liquidez, você deve se certificar de não precisar dele antes do prazo.

Pensando nisso, vale a pena investir em títulos com prazos mais longos apenas quando você já tem uma reserva de emergência. Esse dinheiro, voltado para prestar suporte em urgências financeiras, precisa estar alocado em uma opção com liquidez diária e segurança.

O investimento em CDB tem cobrança de IR?

Semelhante a outras aplicações de renda fixa, o CDB apresenta cobrança de Imposto de Renda segundo a tabela regressiva. Significa que a tributação muda de acordo com o período em que a quantia fica investida.

O Imposto de Renda é cobrado, então, segundo as seguintes regras:

  • até 180 dias, ele será de 22,5%;
  • de 181 a 360 dias, de 20%;
  • de 361 a 720 dias, de 17,5%;
  • acima de 721 dias, de 15%.

É possível perceber que investimentos com prazo menor terão maior alíquota. Além do IR, vale a pena ficar atento a outra taxa: o Imposto Sobre Operações Financeiras (o IOF). Ele incide de maneira regressiva durante os primeiros trinta dias da operação.

O imposto começa em 94% do rendimento, para o caso de você o manter apenas por um dia, e deixa de existir após o trigésimo dia. Assim, incide somente para resgates feitos no primeiro mês depois do investimento.

CDBs são seguros?

Como representantes da renda fixa, os CDBs estão entre os investimentos menos arriscados do mercado financeiro. Afinal, é possível contar com a estabilidade nos rendimentos. Contudo, como você viu, há o risco da instituição financeira enfrentar problemas.

Mesmo nesses casos, o investidor pode se sentir seguro. Isso porque o CDB conta com uma garantia a mais: a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Ele assegura o pagamento do dinheiro investido e da rentabilidade, caso o banco decrete falência.

A garantia tem um teto de até R$ 250 mil reais por CPF e por conglomerado financeiro. O investidor pode, ainda, ser restituído em casos de quebra de mais de um banco. Contudo, o teto máximo global é de R$ 1 milhão – e os valores são renovados a cada 4 anos.

Quais as diferenças entre o CDB e outras aplicações?

Se você está conhecendo o CDB agora, pode ficar em dúvida sobre quais seriam as diferenças entre eles e outras aplicações conhecidas da renda fixa.

Confira a seguir!

CDB x Poupança

A caderneta de poupança é a aplicação mais popular no Brasil. Em relação ao CDB, as diferenças são basicamente três: o rendimento, como ele ocorre e os impostos incidentes.

Sobre o rendimento, a Poupança apresenta rentabilidade de acordo com a Taxa Selic e a Taxa Referencial (que é zero desde 2017). Enquanto isso, o CDB pode ter possibilidades diferentes, como você viu neste conteúdo.

A forma como os rendimentos ocorrem também é diferente. Na Poupança, a rentabilidade só é recebida depois de um mês. É o chamado aniversário do depósito. No CDB, ele ocorre diariamente. Isso é uma vantagem, pois saques feitos antes dos 30 dias já contam com juros.

Em relação aos impostos, o CDB apresenta uma desvantagem. Afinal, a Poupança é isenta de IOF e IR. Ainda assim, não significa que ela é mais atrativa do que o CDB. Como apresenta rentabilidades geralmente mais altas, o Certificado de Depósito Bancário pode oferecer maiores ganhos, mesmo depois do IR.

CDB x LCI/LCA

As Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio são mais dois títulos disponíveis na renda fixa. As principais diferenças entre o CDB e a LCI/LCA estão em dois pontos: tributação e liquidez. Em termos de tributação, as letras contam com a mesma vantagem de isenção da poupança.

Já sobre a liquidez, elas costumam apresentar um nível mais baixo do que os CDB. Você viu que os CDBs podem ser de liquidez diária ou não. A LCI/LCA costuma ter liquidez apenas no vencimento. Algumas opções podem oferecer resgates antecipados, mas apenas depois de um prazo inicial.

CDB x títulos públicos

Os títulos públicos são aplicações emitidas pelo Governo Federal e oferecidas na plataforma do Tesouro Direto. Eles podem ser de diversos tipos. Por exemplo, o Tesouro Selic, com rendimento pós-fixado, o Tesouro prefixado e o Tesouro IPCA (com rentabilidade híbrida).

Em comparação com o CDB, a principal diferença diz respeito ao emissor. Os títulos públicos apresentam a garantia do próprio Governo. Já o CDB é um título privado e conta com a proteção do FGC.

Quais são os passos para investir em CDB?

Você gostou de conhecer o CDB e acredita que ele é interessante para sua carteira? O primeiro passo para decidir investir neles é considerar o seu perfil de investidor e os seus objetivos. São eles que guiarão suas escolhas no mercado financeiro.

Por exemplo, para reserva de emergência e planos de curtíssimo prazo pode ser interessante considerar o CDB de liquidez diária. Sendo o caso de uma aplicação que tenha foco em um prazo maior de tempo, pode ser vantajoso considerar datas de vencimento mais longas.

Independentemente da sua decisão, uma etapa importante para investir é ter uma conta em corretora de valores. Como vimos, essa é a forma de ter acesso a títulos de diversos bancos — encontrando rentabilidades e condições variadas.

Aproveite que descobriu o que é o CDB e confira as possibilidades de investimento que ele apresenta. Ele pode ser utilizado por investidores de todos os perfis para buscar segurança e diversificação!

Quer começar a investir em CDBs e outros produtos e ativos financeiros? Então abra sua conta na Guide!

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