Aluguel de ações: o que é e como funciona?

A máxima para ganhar dinheiro com a alta da bolsa está em comprar o ativo e vendê-lo quando ficar ainda mais caro. Mas sabia que é possível ter rentabilidade quando se opera na queda de uma ação? Para fazer isso, é preciso dominar uma das modalidades menos exploradas do mercado financeiro: o aluguel de ações.

Como alugar uma ação?

Assim como você aluga um apartamento ou um carro, também é viável alugar uma ação. O serviço é chamado de Banco de Títulos CBLC, conhecido como BTC (não confundir com ticker do Bitcoin). Diferente de um aluguel tradicional, que pode ter um risco de não-devolução do ativo, a CBLC é sempre a contraparte das operações, diminuindo assim bastante o risco do aluguel.

Alugar ações é extremamente vantajoso para a parte doadora, muitas vezes holders de longo prazo. Com o aluguel, eles conseguem um retorno adicional para seu portfólio sem fazer esforço algum. As taxas muitas vezes estão entre 2% e 5%a.a., mas podem variar bastante de acordo com a oferta e a demanda, e assim alcançar uma porcentagem anual altíssima caso não tenham outros fornecendo o serviço. É preciso salientar que o doador no aluguel continua tendo o direito aos dividendos e os receberá normalmente.

Já os tomadores devem considerar que, além de pagar a taxa de aluguel, há os custos dos emolumentos da CBLC, que refere-se ao valor cobrado pela Bolsa de Valores. Ainda é necessário ter garantias para cobrir eventuais despesas, caso aconteça. Tendo isso em mente, deverão ainda decidir o tipo de operação a ser realizada. Felizmente, existem diversas estratégias interessantes de ser implementadas com uma ação alugada.

Venda descoberta ou short selling

A venda descoberta, chamada de short selling em inglês, é a primeira negociação que se pensa ao se alugar uma ação. A ideia é simples: da mesma forma que se compra barato para vender caro, o trader pode vender caro para “recomprar” barato. A diferença entre a venda e a compra seguinte é o resultado financeiro da operação.

Por exemplo: Itaú soltou um resultado e você acredita que ele pode cair de 34 para 30 reais. Você pode alugá-lo e vendê-lo a 34, esperar cair a 30, recomprar e fechar o aluguel. Seu resultado financeiro será de 4 reais por ação menos os custos de aluguel, corretagem e emolumentos. Como não é preciso garantir o aluguel em 1:1, há chances de alavancar a operação e ganhar muito mais do que os 13% que se esperaria. Obviamente, alavancagem têm maiores riscos.

Long & Short

Outra operação interessante é usar a venda em conjunto com a compra de outra ação, fazendo um long & short. Esse tipo de transação permite anular certos tipos de risco, como os de setor, por exemplo, se for feita com duas empresas do mesmo segmento. É possível fazer arbitragem estatística com séries diferentes de ações da mesma empresa, por exemplo, se beneficiando da dispersão de ativos semelhantes.

Financiamento

Um investidor também pode realizar uma venda descoberta de uma ação alugada para financiar outras operações, ao invés de fazer um Long & Short. Para isto, é importante encontrar uma ação estável, com pouca volatilidade e uma taxa de aluguel baixa, além de ter um título público de garantia. Ao vender a ação, você já recebe o valor direto em caixa, que pode ser usado para outras atividades no mercado.

Estas são as principais estratégias e vantagens de se alugar ações na bolsa. Só não se esqueça de ter garantias o suficiente, já que assim que o ativo subir, a bolsa vai requerer segurança para conseguir pagar o doador. Estude e perceba se o aluguel de ações pode valer a pena para você e abra sua conta na Guide para investir. 

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