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O que é a renda variável? Saiba tudo sobre ela!

Tempo de leitura: 11 minutos

Você deseja aumentar as chances de rentabilidade da sua carteira de investimentos ou busca diversificar para atingir novos objetivos? Então vale a pena saber o que é renda variável e como ela pode oferecer algumas oportunidades para os investidores.

Antes de começar a investir nessa classe de investimentos, no entanto, é importante conhecer suas características. Afinal, nem todo investidor tem tolerância aos riscos que os ativos de renda varável podem apresentar. Nesse sentido, é fundamental ter conhecimento para evitar perdas financeiras.

A seguir, você entenderá o que é e como funciona a renda variável. Vamos lá?

Afinal, o que é renda variável?

A renda variável pode ser entendida como uma classe de investimentos que não possui retornos previsíveis. Isso significa que, ao investir nos ativos financeiros da categoria, não é possível ter certeza do quanto seu dinheiro renderá ao longo do tempo.

Ou seja, a renda variável é o oposto da renda fixa — em que os investimentos possuem lógica de rentabilidade definida no momento da aquisição. Nela, você sabe quanto seu dinheiro deverá render até a data de vencimento.

De outro lado, a renda variável possui a volatilidade como característica porque os preços de ativos e derivativos variam conforme as expectativas do mercado.

Entre os principais fatores considerados, estão:

  • empresa ou setor de atuação;
  • tipo de ativo;
  • cenário político e econômico local e externo;
  • entre outros.

A volatilidade representa a intensidade e frequência com que ocorrem as movimentações da cotação de um determinado ativo em certo período. Como os fatores apresentados mudam ao longo do tempo, algo que hoje é lucrativo e bem-visto pode se tornar pouco interessante para o mercado em outro momento.

Por isso, a volatilidade é uma variável econômica natural do mercado. Se você quiser ter bons lucros investindo em Ações, por exemplo, precisa aceitar esse tipo de risco, principalmente no curto prazo.

Como a renda variável funciona?

Em grande parte, os investimentos de renda variável são negociados na bolsa de valores. De forma simplificada, as bolsas de valores são instituições privadas que estruturam a negociação de títulos, fiscalizando e registrando as operações no campo do mercado financeiro.

O conceito não se refere a um local físico, mas sim a todo o sistema que permite o encontro entre os interessados na compra e na venda de ativos e derivativos. Atualmente, as transações são feitas via internet, com mediação das instituições financeiras — como corretoras.

Na renda variável, o lucro pode vir basicamente de duas maneiras: pelo recebimento de proventos ou pela valorização no preço dos ativos. A primeira diz respeito à distribuição de lucros. Os dividendos, por exemplo, são compartilhados com acionistas ou cotistas de um fundo.

No segundo caso, tem-se o aumento da cotação. Ao comprar uma Ação, por exemplo, você investe um determinado valor na compra. Se, após algum tempo, ela estiver sendo negociada a um preço mais alto, você pode realizar a venda com lucro.

Quais são os principais tipos de investimentos em renda variável?

Existem diversas alternativas disponíveis para investir em renda variável, desde as mais simples até as mais sofisticadas. Cada uma tem as suas próprias características, como risco e liquidez. Antes de escolher a alternativa mais adequada, é importante fazer uma boa avaliação dos ativos.

Além dos ativos negociados no mercado à vista, a renda variável também apresenta outras oportunidades para investidores e especuladores. É o caso dos derivativos negociados no mercado futuro ou no mercado de Opções. No entanto, não vamos nos aprofundar neles aqui.

Conheça a seguir os principais tipos de investimentos em renda variável!

Ações

As Ações são valores mobiliários emitidos por empresas do tipo sociedade anônima. Os papéis representam uma parcela de seu capital social. Logo, os investidores que os adquirem participam da sociedade da companhia.

Elas são emitidas por organizações que desejam captar recursos para desenvolver projetos que promovam o seu crescimento, por exemplo. As Ações podem ser de dois tipos: ordinárias ou preferenciais.

O primeiro tipo dá aos seus detentores o direito de voto nas assembleias de acionistas. Já as Ações preferenciais asseguram prioridade no recebimento de dividendos ou no reembolso do capital no caso de liquidação da empresa.

ETF

O Exchange Traded Fund (ETF) é um fundo de índice com cotas negociadas na bolsa de valores. O objetivo dele é replicar algum índice do mercado — como o Ibovespa. Além dos indicadores brasileiros, existem opções disponíveis que espelham índices do exterior.

Nesse caso, eles são uma forma de investir em Ações de outros países sem precisar enviar recursos ao exterior. Os ETFs são administrados de forma passiva por uma gestora e o investidor remunera o trabalho dela por meio de uma taxa de administração.

Fundo de Investimento Imobiliário

O Fundo de Investimento Imobiliário (FII) reúne os recursos de um grupo de pessoas interessado em aportar em ativos relacionados ao mercado mobiliário. O administrador — uma instituição financeira específica — é responsável por montar o fundo e captar recursos dos investidores através da venda de cotas.

Os FIIs podem negociar títulos mobiliários, cotas de outros fundos ou imóveis físicos. No caso dos bens físicos, os recursos poderão ser utilizados para a aquisição de propriedades urbanas ou rurais, construídas ou em construção, destinadas a fins residenciais ou comerciais.

Já no primeiro tipo citado, o patrimônio do fundo é usado para a aquisição de títulos de renda fixa ligados ao setor de imóveis. Entre eles, estão os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), as Letras de Crédito Imobiliário (LCI).

BDR

O Brazilian Depositary Receipt (BDR) representa Ações emitidas por empresas em outros países, mas são negociados no Brasil. Ele funciona como um certificado que permite que os investidores brasileiros tenham acesso às empresas estrangeiras na própria bolsa de valores brasileira.

Os BDRs não são as Ações em si, mas valores mobiliários lastreados em papéis de companhias listadas no exterior. Logo, em vez de comprar diretamente a Ação, quem investe em BDR adquire um título representativo do ativo.

Os papéis existem de fato e ficam depositados e bloqueados em uma instituição financeira (custodiante). A responsável por comprar as Ações estrangeiras e emitir os BDRs é chamada de instituição depositária.

Fundo de Ações

Assim como os Fundos Imobiliários, os Fundos de Ações também reúnem os recursos do grupo de investidores. A diferença é que eles focam no mercado de Ações. O gestor, que é responsável pela carteira do fundo, aporta o capital dos cotistas em companhias avaliadas por ele.

Os recursos também são captados através da venda das cotas. No entanto, esse tipo de fundo não é negociado em bolsa. Eles são encontrados nas plataformas das corretoras de valores.

Todos os fundos de Ações possuem um regulamento que determina a sua política de investimento. A alternativa pode ser interessante para investidores que desejam investir em papéis, mas não querem ou não sabem escolher os ativos individualmente.

Quais são as vantagens e desvantagens da renda variável?

Uma das vantagens de investir em renda variável é a possibilidade de obter ganhos maiores do que na renda fixa. Diferente dela, a bolsa de valores não apresenta limites na rentabilidade. Assim, os lucros podem ser mais significativos.

Por outro lado, o risco também é maior. Na renda variável, não existem garantias de que o melhor cenário acontecerá. Já na renda fixa, as condições de remuneração são estabelecidas desde o início e existem algumas iniciativas que visam garantir maior segurança para as aplicações.

O mercado de renda variável oscila bastante no curto prazo. Na bolsa de valores, o preço das Ações pode subir e descer diariamente. Inclusive, com movimentações bruscas. Por isso, é importante estar com a parte emocional preparada para lidar com a instabilidade do mercado.

Em relação às vantagens, também pode ser citada a diversidade de ativos no mercado de renda variável. Dessa forma, é possível escolher investimentos e segmentos que atendam às expectativas de cada investidor. Isso também permite diversificar a carteira e fazer um melhor manejo de riscos.

Quais são as oportunidades na renda variável?

Como você viu, o mercado financeiro oferece várias oportunidades e estratégias para quem quer investir e aumentar o patrimônio. Na renda variável existem possibilidades tanto para especulação quanto para investimentos de longo prazo.

De forma geral, quem busca investir com foco no longo prazo quer reduzir os riscos dos seus aportes e garantir uma rentabilidade consistente. Para isso, o investidor se baseia em análises de fundamentos do mercado.

Já os especuladores aproveitam as oscilações do mercado para ter lucro no curto prazo. Assim, utilizam de outro tipo de análise para acompanhar os preços.

Como você pode ver, especular e investir são operações muito diferentes. É importante estar atento aos seus objetivos e ao seu perfil ao escolher entre elas.

Para quem a renda variável pode ser adequada?

Se após a leitura você se interessou pela renda variável, precisa entender que ela pode ser mais adequada a quem tem perfil moderado ou arrojado. Afinal, é importante ter alguma tolerância a riscos para manter parte do patrimônio exposto aos ativos dessa classe de investimentos.

Em relação ao volume de capital, ao contrário do que muita gente acredita, não é necessário ter muito dinheiro para fazer investimentos em renda variável. Existem alternativas de menor custo, como a compra de Ações no mercado fracionário ou cotas de ETFs.

Também não é necessário ser um especialista em economia ou finanças para começar a investir na bolsa. O importante é estudar e se manter bem informado sobre os investimentos que deseja fazer ou que já incluiu na carteira.

Como investir em renda variável?

Da perspectiva operacional, é muito simples investir em renda variável. Basta ter uma conta em uma corretora de valores. Com isso, é possível fazer todas as operações pelo home broker ou via plataforma da instituição.

É necessário transferir dinheiro da sua conta para a corretora. Depois, basta buscar pelo código (ticker) dos investimentos que deseja adquirir na bolsa e informar quantas Ações ou cotas deseja comprar. Na sequência, você deve confirmar a ordem de compra.

Para investimentos que não estão disponíveis na bolsa de valores, basta acessar a plataforma da corretora e realizar seus aportes nas alternativas de seu interesse.

Todas as negociações são realizadas de forma eletrônica e você precisa apenas garantir que o dinheiro estará disponível na conta para liquidar a operação. É possível monitorar sua carteira pelo site ou aplicativo da corretora.

Também é possível vender os ativos quando desejar e fazer os ajustes necessários no seu portfólio. Mas lembre-se de que algumas possibilidades, como os Fundos de Ações, não são negociados em bolsa. Para aportar neles, é preciso conferir o que está disponível na corretora e fazer a aquisição das cotas.

 Vale destacar que a parte operacional é a mais simples nessa questão. Antes de investir de fato, é importante ter uma estratégia de escolha de investimentos. O objetivo é montar uma carteira que faça sentido para o seu perfil de investidor e para o seu planejamento pessoal.

Qual é a importância da corretora para quem investe?

Por fim, você deve estar se perguntando se é importante contar com uma corretora sólida para realizar as suas operações. A resposta para essa questão é sim. É fundamental que a instituição ofereça uma plataforma eletrônica de negociação moderna, rápida e segura.

Assim, você pode ver as cotações, acompanhar sua carteira de investimentos e comprar e vender ativos de onde estiver. Outro ponto que você deve avaliar é se a corretora oferece um atendimento de alta qualidade para os clientes.

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Agora você sabe o que é e como funciona a renda variável e conhece os principais investimentos que fazem parte do mercado. Também viu os riscos e os benefícios que ele oferece. Com informações de qualidade, se torna mais fácil escolher os investimentos que estão alinhados ao seu perfil de investidor e aos seus objetivos!

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