Moedas Globais: dólar avança com foco no Fed; euro recua em dia de Lagarde

Tempo de leitura: 2 minutos

O índice DXY, que mede o dólar ante outras moedas fortes, avançou nesta segunda-feira, com investidores atentos aos sinais do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Além disso, o euro recuou, com investidores avaliando o quadro após a eleição de domingo na Alemanha e após a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, reafirmar sua postura sem pressa por um aperto monetário.

No fim da tarde em Nova York, o dólar subia a 111,01 ienes, o euro recuava a US$ 1,1700 e a libra tinha alta a US$ 1,3704. O DXY subiu 0,32%, a 93,327 pontos.

Entre os dirigentes do Fed, o presidente da distrital de Nova York, John Williams, afirmou que uma redução no ritmo das compras de bônus “pode ser necessária em breve”.

Já o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, disse que a economia americana está próxima do nível que permitirá o início do chamado “tapering” nas compras de bônus.

A diretora Lael Brainard disse que a covid-19 continua a representar risco negativo, mas também notou que, caso o emprego continue como esperado, em breve ser atingido o “progresso substancial” que pode justificar o início do processo de redução nas compras de ativos.

Na Europa, havia muitas avaliações sobre o resultado eleitoral da Alemanha. Os social-democratas (SPD) venceram com margem estreita e agora deve haver negociações de uma coalizão, mas não há garantias sobre o resultado do diálogo.

A expectativa, de qualquer modo, é por uma administração centrista, sem grande ruptura na política econômica ou fiscal.

A Capital Economics comenta em relatório que a política fiscal deve seguir “relativamente conservadora” na Alemanha e espera que a recuperação dos EUA seja mais forte do que a da zona do euro, o que deve colocar pressão de baixa sobre a moeda comum. Nesse quadro, a consultoria projeta que o dólar se fortaleça para cerca de 1,15 euro até o fim de 2022.

Na política monetária, Lagarde ressaltou que os juros na zona do euro não serão elevados antes de a inflação atingir a meta de 2% “de forma sustentada”. Segundo ela, o BCE continua a considerar que o impulso de alta inflacionária é algo “amplamente temporário”, com a reabertura após o auge do choque da pandemia.

Relacionados

Há perda de ritmo de recuperação na China e também no Brasil, diz diretora do BC

A diretora de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Fernanda Guardado, afirmou que há um "sinal [...]

Estadão - 14/10/2021

Casa Branca diz buscar maneiras de melhorar logística de fornecimento de energia

A secretária de imprensa dos Estados Unidos, Jen Psaki, disse que os problemas de energia no país se dão em parte [...]

Estadão - 14/10/2021

Descolado do exterior, Ibovespa cai 0,24%, a 113.185,48 pontos

O Ibovespa voltou a se descolar do exterior nesta quinta-feira, desta vez em direção contrária à de quarta-feira, quando havia conseguido [...]

Estadão - 14/10/2021
Logo o guia financeiro

Entrar

Como deseja continuar?

Abra sua conta

Preencha os campos abaixo
ou use uma das opções