BCE defende apoio fiscal na crise, mas diz que estímulo não pode ser excessivo

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O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, voltou a defender estímulos fiscais à economia do bloco em meio à crise da covid-19. Desta vez, porém, ele alertou que o apoio precisa ser dosado e não pode ser “excessivo”, considerando os riscos associados à contração de dívidas.

Em simpósio virtual organizado pelo BCE nesta terça-feira, 15, Lane fez um retrospecto da crise de 2008 e seus desdobramentos, quando muitos países da União Europeia tiveram de se endividar e, depois, apresentaram dificuldade em reorganizar as contas públicas. “Os reguladores europeus tiveram papel importante para diminuir o nível da dívida”, lembrou. “O atual contexto de juros baixos diminui o custo da dívida e abre espaço para mais gastos fiscais, mas é preciso ter cautela”, acrescentou.

Sobre a crise trazida pela covid-19, o economista-chefe da autoridade monetária avaliou que o euro e o sistema bancário têm mostrado grande capacidade de resistir à onda recessiva. Por outro lado, o dirigente ainda vê um longo caminho para a consolidação da união bancária e da união monetária, pontos considerados por ele fundamentais para a resiliência da zona do euro em futuras crises. “Há muito a ser feito.”

Questionado sobre o papel do BCE no combate às mudanças climáticas, Philip Lane contemporizou e atribuiu a responsabilidade às autoridades fiscais: O papel de um banco central é mais pelo lado do apoio”, opinou.

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