Moedas globais: dólar sobe ante maioria das moedas rivais

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O dólar operou em alta nesta terça-feira ante a maioria das moedas rivais, revertendo queda da sessão anterior, quando foi particularmente pressionado pelo euro. A publicação de indicadores sugeriu um cenário de certa cautela no mercado, que acabou por fornecer impulso a moeda americana. Amanhã, o mercado observará a publicação do relatório ADP de empregos dos EUA, uma espécie prévia para o payroll de sexta-feira.

No fim da tarde em Nova York, o dólar subia a 109,30 ienes, em sessão ainda com os mercados fechados no Japão em virtude do feriado. O euro recuava a US$ 1,2017 e a libra tinha queda a US$ 1,3890. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de outras moedas, avançou 0,38%, a 91,288 pontos.

A Western Union comenta que o dólar parece estar encontrando apoio, após “uma onda de vendas generalizadas em abril”. O TD Securities diz que há projeções de que o dólar pode se fortalecer em geral ao longo do mês de maio, mas avalia haver um padrão “razoavelmente estável” na moeda.

Entre os indicadores, hoje Departamento do Comércio americano informou que as encomendas à indústria dos EUA aumentaram 1,1% em março ante fevereiro, abaixo da previsão de alta de 1,3% de analistas. Além dos dados de empregos nos EUA, a Western Union aponta que os índices de gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) compostos e de serviços que serão publicados amanhã pela IHS/Markit “serão observados de perto em busca de sinais de força da reabertura das economias dos EUA e globais”.

No caso do euro, a Western Union aponta que novos casos da covid-19 diminuem na zona da moeda comum e o esforço de vacinação começa a funcionar. As projeções de crescimento para a zona do euro são de 4,4% neste ano, apesar de uma contração do crescimento no primeiro trimestre, cita a consultoria, sugerindo que o euro pode “consolidar” sua posição acima dos US$ 1,20, seguindo a retomada econômica.

Em relação à libra, a decisão de política monetária do Banco da Inglaterra (BoE) na quinta-feira é alvo de atenção. A autoridade monetária “deverá deixar as taxas de juros e seu programa de quantitative easing inalterados. Mas terá que atualizar suas previsões de crescimento econômico e reconhecer o progresso adicional feito contra a covid-19”, projeta a Western Union.

Já o peso colombiano de desvalorizou ante ao dólar hoje, seguindo a troca no Ministério da Fazenda do país, relacionada às recentes turbulências após a tentativa de aprovar uma reforma tributária. No fim da tarde, o dólar era cotado a 3888,3 pesos colombianos.

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