Moedas globais: dólar opera em alta ante rivais e DXY avança

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O dólar operou em alta ante moedas rivais nesta sexta-feira, apoiado pelo baixo apetite ao risco nos mercados em Nova York, em meio a realização de lucros e reajustes durante o último pregão deste mês. A sessão também foi marcada pela fraqueza da libra e do euro, diante do recuo do Produto Interno Bruto (PIB) do 1º trimestre na zona do euro e em países do bloco.

O Dollar Index (DXY), que mede a variação da moeda dos Estados Unidos em relação a outras seis divisas fortes, avançou 0,73% hoje, aos 91,280 pontos, com alta de 0,46% na semana. No acumulado de abril, o índice recuou 2,09%, revertendo avanço superior a 3% no primeiro trimestre. No fim da tarde em NY, o dólar subia a 109,34 ienes, a libra recuava a US$ 1,3813, enquanto o euro tinha baixa a US$ 1,2022.

Além dos ajustes de portfólios nas negociações hoje, o dólar se beneficiou da divulgação da primeira leitura dos PIBs de França, Alemanha, Itália e zona do euro para o 1º trimestre de 2021, que recuaram em maioria, com exceção da França. A desaceleração econômica no continente reflete as medidas restritivas adotadas nos primeiros três meses deste ano para conter a pandemia de covid-19 na Europa, comenta a Oxford Economics. Apesar da recessão, a casa considera que o PIB da zona do euro mostrou resiliência ante os lockdowns.

Também foi divulgado a taxa de desemprego de março na União Europeia (UE), que teve queda modesta de 8,3% em fevereiro a 8,1% em março, mas ainda em resultado melhor que o projetado por analistas, que esperavam estabilidade do indicador. Já o índice de preços ao consumidor da região avançou 1,6% em abril ante março.

Ainda no noticiário europeu, investidores acompanharam a decisão da Rússia de colocar oito autoridades da UE em uma lista negra, em retaliação às sanções do bloco em resposta à prisão do líder da oposição russa Alexei Navalny. A decisão foi criticada pela UE.

Nos Estados Unidos, a alta acima das expectativas nos gastos com consumo, renda pessoal e do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) reforçaram a percepção de aceleração econômica no país, dando ainda mais impulso ao dólar. Além disso, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) dos EUA, medido pelo Instituto de Gestão de Oferta (ISM, na sigla em inglês) subiu a 72,1 em abril, maior nível em quase quatro décadas.

Entre moedas emergentes, o peso mexicano recuou ante o dólar nesta sexta-feira, após o PIB do país avançar 0,4% no trimestre passado, em desaceleração em relação ao período imediatamente anterior. Perto do fechamento dos mercados em NY, o dólar subia a 20,2641 pesos mexicanos.

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