O Brasil de imigrantes

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Brasil de Imigrantes, documentário realizado pela HISTORY Brasil acerca de imigrantes que marcaram a história do nosso país, conta a trajetória de diferentes famílias que desembarcaram em terras brasileiras em busca de um sonho: o de fazer riqueza. A partir disso, com apresentação de Maria Fernanda Cândido, somos convidados a acompanhar algumas dessas famílias que chegaram cheias de sonhos e se tornaram sinônimo de sucesso, superação e empreendedorismo em terras brasileiras.

Bauducco, Vélez, Ostrowieck, Saraiva, Nakaia e Thái, famílias com origens diferentes, de épocas e histórias bem distintas. Porém, apesar de todas as diferenças, cada uma delas possui, como um elo em comum, trajetórias de sucesso em meio a grandes adversidades, juntamente com uma profunda capacidade de aproveitar oportunidades e enxergar novas. Em razão disso, conseguiram vencer em um país estrangeiro e que, como sabemos, possui uma série de problemas que chegaram até mesmo a receber a alcunha de Custo Brasil

Mas é justamente isso que define o que é ser um empreendedor: identificar soluções para problemas existentes e que possam atender determinadas demandas. Ofertar novos serviços e produtos, a preços baixos e com uma qualidade diferenciada no mercado, costuma ser o caminho para o sucesso em qualquer lugar, inclusive no Brasil.

Ofertando um novo produto

Quando chegou ao Brasil, lá no início do século XX, o empresário italiano Carlo Bauducco, deparou-se com um país que não vendia panetones. A ausência desse produto em solo brasileiro foi a sua grande oportunidade, a de poder ofertar uma (literalmente) apetitosa novidade para um mercado consumidor em expansão.

Dessa forma, logo após a chegada do senhor Carlo, a família Bauducco desembarca no Brasil para se dedicar a produção de panetones, fundando uma empresa com o mesmo nome da família. Enfrentando grandes adversidades, a exemplo de escassez de matérias primas e até mesmo um grande incêndio em uma das suas fábricas, a Bauducco foi expandindo e diversificando a sua produção – criando novos tipos de panetones e também ofertando vários outros tipos de produtos -, fazendo com que a família Bauducco deixasse o seu sobrenome marcado na história brasileira.

Vendendo a preços baixos

A família Saraiva saiu de uma pequena aldeia de Portugal chamada Velosa para tentar a sorte no Brasil na década de 1950. No início, envolvendo-se nos mais diferentes tipos de negócio, como na venda de doces e pães, mas procurando seguir uma mesma regra: a de realizar uma política de preços baixos.

Foi vendendo barato que a família pôde sobreviver até chegar ao negócio da venda de esfihas que, mais tarde, tornaria-se a grande rede Habib’s. Esfihas já eram vendidas no Brasil antes da chegada dos Saraiva, mas, sendo vendidas a preços muito baixos, como se fosse um negócio de fast-food, fez um retumbante sucesso no Brasil. A adoção de uma estratégia de vendas a preços baixos permitiu com que a família Saraiva saísse de Portugal para se tornar uma das famílias mais bem sucedidas do Brasil.

A questão da qualidade

Na década de 1990, a família Vélez saiu da Colômbia para poder escapar da violência promovida pelos cartéis do narcotráfico. Inicialmente imigrando para a Costa Rica e depois para os EUA, a família acabaria encontrando a rota do sucesso no Brasil e em um mercado altamente concentrado: o setor bancário.

David Vélez, filho de um empresário do setor de botões, deparou-se com vários dos inúmeros problemas dos grandes bancos brasileiros, como a burocracia e as altas taxas de juros, fatores que o motivaram a criar um banco moderno e inovador. A partir disso surgiu o Nubank, com uma proposta de oferecer maior qualidade nos serviços bancários, por meio de uma plataforma digital e atendimento humanizado, com menores taxas de juros e burocracia reduzida, abrindo espaço em meio a gigantes tradicionais do setor bancário brasileiro.

Brasil, um país de estrangeiros?

Sem dúvida, as bem-sucedidas famílias mostradas em “Brasil de Imigrantes” , das massas Bauducco dos Bauducco, do Nubank dos Vélez, da Multilazer dos Ostrowieck, do Habib’s dos Saraiva, da Sakura dos Nakaia e da Góoc dos Thái, venceram com base no próprio mérito, superando grandes adversidades e sabendo aproveitar as oportunidades que surgiram. A oferta de um novo produto, a adoção de preços baixos e o oferecimento de um serviço de maior qualidade foram algumas das estratégias realizadas e que se mostraram muito bem sucedidas.

Mas, não obstante as ações dessas famílias, outro fator que não pode ser desconsiderado é o chamado fator Brasil. Mesmo com todas as suas adversidades, o Brasil é um país tradicionalmente reconhecido por receber muito bem pessoas advindas das mais variadas nações e culturas. Em todos os episódios essa questão foi ressaltada: a receptividade brasileira para com os imigrantes.

Uma provável razão para essa receptividade é histórica, pois desde a sua formação, o Brasil é um país miscigenado, algo que se acentuou em demasia com o passar dos anos. Não é exagero nenhum, mas o Brasil é um país de estrangeiros que, em busca de oportunidades para fazer fortuna, contribuíram para erigir uma grande nação.

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