Mercado financeiro: o que é, como funciona e como investir?

Tempo de leitura: 12 minutos

Para quem já investe ou pretende começar a investir, saber o que é o mercado financeiro é essencial. Afinal, é nesse ambiente em que ocorrem as negociações e é por meio das oportunidades dele que é possível fazer o dinheiro trabalhar para você.

O que veremos neste artigo?
O que é o mercado financeiro?
Como funciona o mercado financeiro?
Quais são os principais mercados inseridos no sistema financeiro?
Quais são as características do mercado de capitais?
Quais são os principais ambientes do mercado de capitais?
O que é a renda fixa? E a renda variável?
Quais são os principais produtos financeiros negociados?
Como investir no mercado financeiro?
Qual é o papel de uma corretora de valores?

Quanto mais você conhecer sobre o assunto, mais fácil será tomar decisões informadas e que favorecem o alcance de objetivos. Desta forma, será mais fácil saber como investir e descobrir quais são os ativos e derivativos disponíveis para alocar seu dinheiro.

Quer saber tudo sobre o mercado financeiro? Continue a leitura deste artigo!

O que é o mercado financeiro?

O mercado financeiro é o ambiente ou a estrutura que viabiliza a negociação de produtos e ativos financeiros. Ele é composto por pessoas físicas e jurídicas, bem como por instituições de diversos tipos.

Ele também é regulamentado por órgãos que visam ao cumprimento de regras, de modo a evitar fraudes ou outros problemas.

Como funciona o mercado financeiro?

O mercado financeiro tem por base duas figuras principais: o tomador e o investidor. O tomador é a figura de quem recebe os recursos investidos e pode aplicá-los para as finalidades acordadas, como realizar projetos.

É o caso de uma empresa que capta recursos pela venda de Ações. Já o investidor é o responsável por fornecer os recursos para os tomadores, em troca da chance de receber uma rentabilidade.

O mercado financeiro serve, justamente, como um ponto de encontro, onde tomadores e investidores com características equivalentes podem se unir. Como consequência, passa a haver um fluxo financeiro.

Outros integrantes desse mercado são os agentes financeiros. Basicamente, são os responsáveis por intermediar as relações e operações. Tudo ocorre de acordo com regras que incluem os registros de informações, o atendimento a padrões, o pagamento de taxas e assim por diante.

Quais são os principais mercados inseridos no sistema financeiro?

Além de entender o que é o mercado financeiro e como ele funciona em linhas gerais, vale compreender como é a sua composição em termos de ambientes. Pensando no sistema financeiro, é possível dividi-lo em quatro pilares principais.

Conheça!

Mercado de crédito

O mercado de crédito é voltado para a negociação de valores destinados a pessoas físicas e jurídicas. Os prazos variam entre curto, médio e longo.

Os produtos principais são os empréstimos, os financiamentos e as demais linhas de crédito. Todos os elementos são regulamentados pelas instituições competentes, como o Banco Central do Brasil.

Mercado monetário

O mercado monetário é composto por empréstimos de curtíssimo e curto prazo, cujos vencimentos são inferiores a 12 meses, oferecendo liquidez monetária. Entre os produtos financeiros, é comum que os títulos do Tesouro Nacional ganhem destaque pelo modelo de oferta.

Mercado de câmbio

O mercado de câmbio está atrelado às diferenças de cotações de moedas e às trocas que podem acontecer entre elas.

A cada vez que o real é convertido em uma moeda estrangeira ou vice-versa há uma atuação no setor de câmbio. Além disso, é possível recorrer a produtos financeiros com foco cambial.

Mercado de capitais

O mercado de capitais também pode ser chamado de mercado de investimento propriamente dito. Afinal, é nele em que ocorrem as negociações de ativos e derivativos financeiros, como títulos privados ou Ações.

No caso, aproveitar o mercado de capitais significa conhecer e explorar as possibilidades de investimento, em busca de resultados desejados. Pode-se dizer que a bolsa de valores faz parte do mercado de capitais, mas não significa que o ambiente, sozinho, represente todo o mercado.

Quais são as características do mercado de capitais?

Descobrir o que é mercado financeiro inclui, entre outras coisas, saber como o mercado de capitais funciona. Como você viu, é nele em que são negociados valores mobiliários de diversos tipos, tanto da renda fixa quanto da renda variável.

Os investidores oferecem os recursos por meio da aquisição de títulos que são emitidos por entidades do mercado financeiro. A negociação dos ativos ocorre em ambientes que dependem de suas características.

As Ações e os Fundos Imobiliários, por exemplo, são negociadas na bolsa de valores. Enquanto alguns títulos de renda fixa e muitos fundos são oferecidos nas plataformas de instituições financeiras.

Outra característica do mercado de capitais é que ele se divide em duas possibilidades: mercado primário e secundário. O mercado primário é aquele em que os valores mobiliários são negociados pela primeira vez, o que faz com que o dinheiro siga diretamente para o tomador.

Já o mercado secundário se baseia na negociação entre outros agentes do mercado, como entre dois investidores. Quando você compra a Ação em uma oferta inicial (IPO), por exemplo, é no mercado primário. Já quando compra de outro investidor está no mercado secundário.

Quais são os principais ambientes do mercado de capitais?

Pensando nas modalidades de negociação, convém entender que o mercado de capitais pode se dividir em ambientes.

No mercado à vista, a realização da negociação acontece de maneira imediata. Se você decidir comprar uma Ação, fará o pagamento naquele momento e poderá incluí-la em sua carteira de investimentos logo que a liquidação acontecer.

Já o mercado futuro se baseia em contratos futuros. Como o nome indica, eles estabelecem condições referentes a um prazo definido. É o caso de um contrato futuro ligado a commodities agrícolas. Ele prevê a determinação de um preço para uma data futura.

Já o mercado a termo é parecido com o mercado futuro, mas tem pontos distintos. Ele firma um compromisso entre as duas partes quanto ao pagamento de valores em uma data definida. Então existe a obrigação de comprar e vender as Ações, por exemplo.

O vencimento ocorre apenas na data prevista. Por outro lado, no mercado futuro as negociações são geralmente apenas financeiras e os resultados acontecem com um ajuste diário.

Por fim, existe também o mercado de Opções. Nele, são negociados derivativos que envolvem o direito de comprar ou vender um ativo-objeto a um preço determinado, em uma data futura.

O que é a renda fixa? E a renda variável?

A divisão do mercado de capitais também está atrelada às classes de investimentos. Na prática, é possível investir em renda fixa e em renda variável.

Primeiramente, a renda fixa reúne os investimentos em que há como conhecer as regras de remuneração. No momento em que investe, você sabe o quanto receberá ou, pelo menos, conhece o modelo de rentabilidade.

Já a renda variável reúne investimentos em que não é viável saber como (ou mesmo se) ocorrerá a remuneração. Trata-se de uma alternativa que eleva os riscos associados, mas que também pode melhorar o potencial de rentabilidade.

Na hora de investir, é possível compor uma carteira com investimentos da renda fixa e da renda variável. A proporção dependerá de suas características — em especial, o seu perfil de investidor, que indica o risco que está disposto a correr.

Quais são os principais produtos financeiros negociados?

Agora que você sabe o que é mercado financeiro e como o mercado de capitais se divide, é interessante entender algumas oportunidades de investimento.

Confira!

CDB

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um título emitido por instituições financeiras de pequeno, médio e grande porte. Em termos de rentabilidade, são três as classificações possíveis:

  • prefixado: rende de acordo com uma taxa fixada no momento do contrato;
  • pós-fixada: varia de acordo com um indicador de mercado — normalmente, o Certificado de Depósito Interbancário (CDI), com flutuação diária;
  • híbrida: tem o rendimento composto por uma parte fixa e por outra parte que varia com um indicador de referência (normalmente a inflação).

Essa alternativa tem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que aumenta a segurança em caso de falência da instituição.

Títulos do Tesouro

Os títulos do Tesouro Nacional são títulos públicos que também podem ser prefixados, pós-fixados (Tesouro Selic) e híbridos (Tesouro IPCA+). Assim como o CDB, tem tributação pela tabela regressiva do Imposto de Renda.

Eles não apresentam cobertura do FGC, mas são considerados os títulos mais seguros do mercado, por estarem atrelados ao Governo.

LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) são investimentos de renda fixa, com lastro nos respectivos mercados.

Suas principais diferenças em relação aos títulos anteriores são a baixa liquidez e a isenção de Imposto de Renda. Elas também têm cobertura do FGC.

Debêntures

As Debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas. Trata-se de uma alternativa de renda fixa, especificamente do crédito privado. A rentabilidade pode ser maior do que outros títulos, pois há riscos também maiores. Elas não têm cobertura do FGC.

Além disso, a liquidez costuma ser baixa. Só é possível resgatar os recursos no vencimento dos títulos. As Debêntures comuns são tributadas pela tabela regressiva do IR. Contudo, Debêntures incentivadas são isentas.

Fundos de Investimento

Os Fundos de Investimento têm funcionamento coletivo. Diversos investidores adquirem cotas e passam a ter direito de participação nos resultados. O portfólio é alocado no mercado financeiro, de acordo com a estratégia de cada fundo.

As decisões são de responsabilidade de um gestor profissional. A principal forma de rentabilidade dos fundos em geral é pela valorização de cotas. Mas alguns específicos, como Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs), podem incluir a distribuição de dividendos.

Além dos FIIs, há muitas possibilidades de tipos. Por exemplo, Fundos de Ações, Fundos de Índices (ETFs), Fundos Cambiais e Fundos Multimercados. Também há os Fundos de Renda Fixa, como os Fundos DI.

Com isso, há alternativas para todos os investidores, tanto na renda fixa quanto na renda variável.

Ações

Uma Ação é a menor parte do capital social de uma empresa. Por meio de sua aquisição, o investidor se torna acionista do negócio e passa a ter participação em seus resultados.

Esse é um investimento de renda variável e a negociação acontece na bolsa de valores. A rentabilidade é obtida, primeiramente, pela valorização. Se você vender uma Ação por um preço maior que o de compra, poderá ter lucro.

Além do mais, o retorno pode ser obtido pela distribuição de lucros. Toda empresa negociada na bolsa brasileira é obrigada a dividir parte do lucro líquido. Então é possível ter retorno por meio de dividendos, juros sobre capital próprio, direitos de subscrição ou novas Ações.

Opções

As Opções são um tipo de derivativo que concedem o direito de adquirir ou vender Ações e outros ativos, em determinada data, por um preço definido antecipadamente. Tudo isso é possível mediante o pagamento de uma taxa sobre a operação.

No momento de vencimento da Opção, você pode definir se deseja ou não realizar seu direito. Logo, pode ser uma forma de gerenciar riscos da renda variável. O mercado de Opções também pode ser usado por especuladores para lucrar com as oscilações de preço.

Pensando em outros derivativos, também é possível considerar alternativas como commercial papers e contratos futuros, que compõem as estratégias, principalmente, de especuladores.

Como investir no mercado financeiro?

Agora você conhece diversas possibilidades. Mas, para começar a investir, é preciso ter atenção com as etapas que permitem tomar decisões melhores. O primeiro passo é conhecer o seu perfil de investidor, que diz qual é a sua tolerância ao risco.

Os conservadores priorizam a segurança, enquanto os moderados correm um pouco mais de riscos em busca de melhores resultados. Já os arrojados são os que estão dispostos a correr o maior nível de riscos calculados.

Também é preciso entender quais são os seus objetivos. No caso de uma reserva de emergência, é preciso buscar uma alternativa segura e líquida, para que possa retirar os valores quando precisar. Já se quiser construir patrimônio, o longo prazo pode ser uma alternativa.

Sabendo disso, você deverá explorar as alternativas do mercado e selecionar o que fizer sentido para você. Também é importante pensar na diversificação. Escolher investimentos que tenham comportamentos distintos e que dependam de condições diferentes permite equilibrar riscos.

E lembre-se que seu trabalho de análise não acaba ao investir. Depois, é preciso continuar acompanhar os investimentos e seus resultados. Além disso, você deve balancear a carteira sempre que for necessário.

Qual é o papel de uma corretora de valores?

Independentemente das oportunidades que você quiser aproveitar no mercado de capitais, é necessário contar com uma corretora de valores. A instituição financeira atua para conectar os investidores às alternativas de investimento.

Com uma conta na corretora, você poderá comprar e vender títulos, ativos e derivativos, além de acompanhar a evolução da sua carteira. Portanto, é fundamental escolher uma corretora robusta, com boa estrutura e que disponibilize diversas possibilidades de investimento.

Depois de saber o que é o mercado financeiro, fica claro que ele traz oportunidades, especialmente para quem deseja investir. Com o apoio dessas informações, você tem a chance de fazer seu dinheiro começar a render!

Como você viu, buscar uma corretora é essencial para ter acesso às melhores oportunidades. Entre em contato com a Guide e abra sua conta!

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