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Cotações por TradingView

O que é o mercado de capitais e quais suas especificações? Entenda!

3 de junho de 2022
Escrito por Guide Investimentos
Tempo de leitura: 9 min
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Tempo de leitura: 9 min

A movimentação de recursos é um elemento indispensável para o crescimento da economia de um país. Nesse sentido, o mercado de capitais cumpre um papel importante — visto que ele permite a negociação de diversos valores mobiliários.

Esse ambiente é responsável por conectar investidores, instituições e demais agentes do mercado para movimentar capital. Além disso, o mercado de capitais também fornece uma estrutura que visa trazer segurança institucional para os envolvidos.

Neste artigo, você entenderá o que é o mercado de capitais e quais são suas especificações. Ainda, saberá quais são os principais investimentos disponíveis nesse ambiente de negociação.

Aproveite a leitura!

O que é o mercado de capitais?

O mercado de capitais é um instrumento de negociação de valores mobiliários presente no mercado financeiro. É por meio dele que existe a conexão entre investidores que buscam formas de ampliar seu patrimônio e instituições ou empresas que procuram levantar recursos para a sua operação.

Isso acontece porque, ao disponibilizar títulos ou ativos, o emissor está arrecadando dinheiro com investidores para utilizar em seus processos. Em troca, o investidor poderá obter remuneração a partir dos juros ou se expor aos rendimentos possíveis em um ativo.

Desse modo, o mercado de capitais consiste em uma estrutura composta por diversos agentes que é relevante para o crescimento do país. Afinal, a movimentação facilitada de recursos possibilita o desenvolvimento econômico.

Como ele é composto?

Compreendeu o que é o mercado de capitais? Então é preciso saber como é a composição dessa estrutura de negociação de valores mobiliários.

Conheça os principais agentes!

Bolsa de valores

A bolsa de valores consiste no ambiente de negociação de diversos ativos e derivativos financeiros. Nela, é possível comprar e vender ações de empresas de capital aberto, cotas de exchange traded funds (ETFs), contratos futuros e outras alternativas.

No Brasil, há apenas uma bolsa de valores em funcionamento, a B3. A criação dela aconteceu em 2017 após a fusão da BM&FBovespa com a Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos (Cetip).

O objetivo da bolsa é oferecer um espaço seguro e transparente para que investidores e empresas consigam realizar suas movimentações. Além disso, ela pode atuar como agente de custódia, guardando os investimentos em nome do proprietário.

Instituições reguladoras

Para fornecer a segurança institucional, há diversos agentes reguladores presentes no mercado de capitais. Eles regulamentam o funcionamento das negociações e fiscalizam a atuação dos envolvidos no mercado.

No Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma das instituições mais importantes. Ela age para garantir integridade ao mercado financeiro. Isso é possível a partir da normatização e fiscalização das operações.

A ANBIMA é outra organização com papel relevante no mercado de capitais nacional. Ela atua representando diversas instituições financeiras e viabilizando a regulação de suas atividades — por meio da autorregulação. Ademais, a instituição oferece certificações para profissionais que desejam atuar no mercado financeiro.

Instituições financeiras

A estrutura do mercado de capitais também tem a presença das instituições financeiras. Elas podem ser, por exemplo, corretoras de valores — como a Guide. São essas organizações as responsáveis por intermediar as operações de compra e venda no mercado.

Para acessar a bolsa de valores, por exemplo, os investidores podem usar o home broker da corretora. Ele consiste na plataforma que permite negociar ativos e derivativos nesse ambiente. Ademais, existem outras alternativas que a própria instituição pode oferecer.

Como funciona o mercado de capitais?

Agora que você entendeu o que é o mercado de capitais, é preciso saber como essa estrutura funciona. Nesse sentido, vale a pena aprender que existe uma divisão dele.

Confira!

Mercado primário

O mercado primário é o mecanismo pelo qual uma instituição consegue captar recursos para sua atividade. Para entender melhor, imagine uma empresa que tem o objetivo de abrir seu capital e negociar suas ações na bolsa de valores.

Dessa maneira, o capital social da companhia será dividido em ações que serão disponibilizadas pela primeira vez para negociação. Esse processo é chamado de initial public offering (IPO), ou oferta pública inicial.

Assim, os investidores comprarão os papéis diretamente da empresa nesse primeiro momento. Ou seja, o dinheiro captado no IPO vai para a companhia. Logo, ela conseguirá uma injeção de capital para sua operação.

Assim, é possível entender o mercado primário como aquele que possibilita a negociação direta entre o emissor e os investidores. Além de ações, ele é usado para títulos de renda fixa e demais possibilidades.

Mercado secundário

A outra divisão do mercado de capitais é o mercado secundário. Como o próprio nome adianta, ele surge após as operações no mercado primário. Com isso, o mercado secundário destaca por, de forma mais comum, não ter controle da emissora do título ou ativo no processo.

Considere que o investidor que adquire ações no mercado primário pode vendê-las para os demais interessados na bolsa de valores. Essas negociações se dão no mercado secundário e, nesse caso, os recursos serão destinados para a conta daquele que vendeu o ativo, e não para a empresa.

Assim como acontece no mercado primário, o mercado secundário pode ser utilizado para negociar diversas alternativas de investimento. Ele é importante para proporcionar liquidez para o ativo ou título. A liquidez se refere ao potencial de negociabilidade do investimento no mercado.

Qual a proposta do mercado de capitais?

Como você viu, o mercado de capitais desempenha um papel importante para a economia de um país. Uma de suas principais propostas consiste em facilitar a captação de recursos por parte de empresas.

Dessa forma, elas podem aplicar esse capital no desenvolvimento de sua própria operação e aumentar suas chances de crescimento. Logo, a companhia poderá se desenvolver, movimentar dinheiro e gerar empregos — contribuindo para o sistema econômico.

Além disso, o mercado de capitais também tem o propósito de apresentar oportunidades para investidores ampliarem seu patrimônio. Isso acontece porque as aplicações deles podem gerar resultados positivos no curto, médio e longo prazo.

Ademais, por meio de uma estrutura complexa e ação de diversos agentes, o mercado de capitais também proporciona segurança institucional. Como reflexo, pessoas físicas e jurídicas podem realizar movimentações com menos riscos.

Quais são os principais investimentos disponíveis nesse mercado?

Agora que você conhece mais sobre o funcionamento do mercado de capitais, é interessante saber quais são os principais investimentos disponíveis. Junto a isso, vale entender as diferenças entre as classes de investimentos.

Acompanhe!

Renda fixa

A renda fixa é uma classe de investimentos que se caracteriza por sua previsibilidade. Os investimentos presentes nela funcionam como um tipo de empréstimo. Ou seja, o investidor disponibiliza seu capital para a instituição, a fim de receber o montante com juros no futuro.

Esses títulos contam com um prazo de vencimento. Logo, quando ele é atingido, o investidor receberá os ganhos da operação. Contudo, existem casos em que é possível negociar antes dessa data — no mercado secundário, por exemplo.

Os produtos de renda fixa se diferenciam de acordo com o seu emissor. Quando são emitidos pelo Governo, eles são chamados de títulos públicos. No Brasil, o Tesouro Direto é a plataforma de negociação deles.

Já quando a emissão é feita por empresas ou instituições financeiras, eles são chamados de títulos privados. Entre eles, alguns dos mais conhecidos são os certificados de depósitos bancários (CDBs) e as letras de crédito do agronegócio (LCAs) e imobiliário (LCIs).

Além disso, também existem os títulos de crédito privados — cuja emissão é feita por companhias. Nesse grupo, podem ser citadas as debêntures, os certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) e do agronegócio (CRAs).

Renda variável

Por sua vez, a renda variável conta com alternativas com mais riscos e menor previsibilidade de ganhos. Em contrapartida, elas costumam apresentar maior potencial de lucros.

O mercado acionário está presente nessa classe. Como você viu, as ações são frações do capital social de uma empresa e permitem que um investidor possa fazer parte do quadro societário dela.

Muitos fundos de investimento também estão presentes na renda variável. Eles consistem em veículos coletivos que agrupam investidores com objetivos similares. A presença de uma gestão profissional é uma das principais características dessas alternativas.

Como participar do mercado de capitais?

Apesar de trazer vantagens para o país e para os investidores, é preciso ter cuidado ao participar do mercado de capitais. Por isso, é importante levar determinados aspectos em consideração antes de escolher seus investimentos.

Saiba mais!

Perfil e objetivos

O primeiro passo para decidir como investir é considerar o seu perfil de investidor. Ele determina a tolerância aos riscos que você está disposto a lidar no mercado de capitais. À vista disso, existem três perfis principais: conservador, arrojado e moderado.

O investidor conservador é aquele que prioriza segurança e costuma aplicar na renda fixa. Já o arrojado prefere maior potencial de retorno e dá preferência para oportunidades na renda variável. Por fim, o moderado combina características de ambos.

Em relação aos objetivos, eles dizem respeito aos resultados que você busca alcançar — que podem ser no curto, médio ou longo prazo. Dessa maneira, eles servirão de norte para a execução da sua estratégia de investimento.

Conta em corretora

Para investir na prática, você deve abrir sua conta em uma corretora de valores. Como vimos, será por meio dela que você conseguirá realizar suas movimentações no mercado de capitais — seja na renda fixa ou variável.

Se você quer escolher uma boa corretora, vale analisar quais alternativas estão disponíveis na plataforma da instituição e quais são as taxas envolvidas nas negociações. Também é interessante considerar as avaliações do público quanto ao serviço da empresa.

Estudo do mercado

Por fim, é imprescindível continuar estudando sobre o mercado de capitais. Existem diversas tendências que surgem e podem ser oportunidades interessantes para o seu perfil de investidor e objetivos financeiros.

Além disso, não deixe de acompanhar notícias e ter acesso a análises do mercado. Desse modo, você poderá realizar movimentações mais estratégicas e ampliar o seu potencial de resultados.

Como vimos, o mercado de capitais oferece diversas oportunidades para investidores e empresas. Neste conteúdo, você pôde aprender como ele funciona e quais são os principais agentes que operam nesse ambiente.

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