Confira a lista dos melhores investimentos para 2021!

Tempo de leitura: 12 minutos

Encontrar os melhores investimentos é o objetivo de muitos investidores. Afinal, fazer boas escolhas é importante para minimizar os riscos da sua carteira e aumentar as chances de impulsionar seus resultados. No entanto, não há como eleger um investimento perfeito.

Afinal, isso dependerá de diversos critérios pessoais, de forma que a melhor alternativa para você pode ser diferente do que é mais alinhado a outros investidores. Entretanto, é possível tomar boas decisões ao considerar o que você deseja e o que cada alternativa do mercado oferece.

Neste artigo, você conhecerá as características daqueles que podem ser os melhores investimentos para 2021, tanto em renda fixa como em renda variável. Lembre-se que, antes de investir, é sempre necessário entender se o produto desejado se aplica ao seu objetivo e perfil de investidor. Continue a leitura e aprenda mais sobre o tema para embasar as suas decisões!

Vamos lá?

Tesouro IPCA+

O Tesouro IPCA+ é um dos títulos públicos oferecidos pela plataforma do Tesouro Direto. Ele possui rentabilidade híbrida, composta por um indicador econômico (IPCA — Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), acrescido de uma taxa fixa.

Com isso, o título garante que o investidor terá uma rentabilidade real acima da inflação. Isso é importante para proteger o patrimônio da perda de poder de compra — especialmente em cenários de inflação em alta. Além disso, devido ao vencimento do título, de anos ou décadas, ele costuma ser alinhado ao longo prazo.

Outro ponto importante é que os títulos do Tesouro IPCA+ podem oferecer o pagamento de juros semestrais. Porém, também há alternativas que preveem o pagamento do valor aportado acrescido dos juros na data de vencimento.

Em relação à tributação, incide o Imposto de Renda (IR) de acordo com a tabela regressiva. Portanto, a alíquota se inicia em 22,5%, mas pode chegar a 15% para resgates realizados a partir de 721 dias. Embora a liquidez seja diária, podem ocorrer perdas se o resgate for antecipado, como resultado da marcação a mercado.

CDB

Os certificados de depósito bancário são opções de renda fixa do crédito privado que podem ser interessantes para diferentes objetivos. Afinal, existem títulos com prazos de vencimento variados e, até mesmo, com liquidez diária — que podem ser usados para formar sua reserva de emergência, por exemplo.

Entre as principais vantagens do CDB está a segurança. Há cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), de até R$ 250 mil por instituição financeira e por CPF ou CNPJ. Ainda, há um limite global de R$1 milhão, renováveis a cada 4 anos.

Já a rentabilidade varia conforme o título, podendo ser prefixada, pós-fixada ou híbrida. No primeiro caso, é possível saber exatamente quanto o valor aportado renderá durante o período do investimento.

Sobre os pós-fixados, geralmente eles estão atrelados ao CDI (certificado de depósito interbancário) — uma taxa próxima à Selic. Por fim, na híbrida, eles tendem a ser atrelados ao IPCA, mais um percentual fixo, como o Tesouro IPCA+.

Vale ter atenção também à cobrança de IR, que segue a tabela regressiva entre 22,5% e 15%, conforme o tempo de investimento.

CRI e CRA

Mais uma alternativa de renda fixa privada são os certificados de recebíveis imobiliários (CRI) e do agronegócio (CRA). Eles são emitidos por empresas securitizadoras, responsáveis por antecipar recebíveis de companhias desses setores.

Os títulos securitizados são transformados em investimentos e oferecidos aos investidores no mercado financeiro. A captação dos recursos é utilizada para custear essas operações. Eles também podem estar atrelados à inflação e oferecer rentabilidade real acima do índice, além de ter as opções pré e pós-fixada.

Como são investimentos de maior risco comparados a outras opções de renda fixa, o retorno pode ser maior. Nesse caso, cabe ressaltar que não há cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), mas há isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas.

LCI e LCA

A letra de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA) são investimentos de renda fixa com lastro nos respectivos mercados. Eles captam recursos para que as empresas dos setores financiem seus investimentos.

Assim como os CDBs, a rentabilidade da LCI e da LCA pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida. Em geral, a liquidez é baixa, então eles tendem a ser mais adequados para objetivos de médio prazo. Nesse sentido, existem títulos com carência de resgate, que costuma ser de 90 dias, pelo menos.

Porém, existem outros que só permitem o resgate no vencimento. Também vale destacar que essas características variam conforme o emissor e devem ser observadas antes da contratação do título.

Uma das principais vantagens dessas letras de crédito é que ambas são isentas do Imposto de Renda. Outro benefício é que elas são cobertas pelo FGC. É interessante observar que, para o investidor, não faz diferença investir em LCI ou LCA.

Ambas possuem as mesmas características em termos de liquidez, rentabilidade e riscos. Dessa forma, a decisão deve considerar as condições de cada título e as suas necessidades no momento da aplicação.

Debêntures

Ainda na renda fixa, as debêntures podem ser uma alternativa para quem busca melhores rentabilidades. Elas são títulos de dívida emitidos por empresas para conseguir recursos para diversos fins. Em geral, eles são utilizados para expansão e desenvolvimento de novos projetos.

Em relação aos prazos, eles são variados. No entanto, o mais comum é encontrar debêntures com prazos superiores a 5 anos, por exemplo. Já a liquidez depende da debênture e da companhia emissora, mas costuma existir apenas no vencimento.

Por se tratar de um título privado, as debêntures envolvem maiores riscos, pois não contam com a proteção do FGC. Isso pode trazer rentabilidades mais elevadas, mas é preciso avaliar o seu nível de tolerância à menor segurança.

Uma questão interessante é que as debêntures podem ter regras distintas sobre a tributação. De maneira geral, há cobrança de IR sobre o rendimento. Entretanto, existem as chamadas debêntures incentivadas, que são isentas do tributo.

O motivo para isso é que elas são utilizadas por empresas que atuam no segmento de infraestrutura do país. Portanto, recebem incentivo fiscal do Governo.

FII

Também é interessante conhecer as alternativas de investimento na renda variável. Os fundos de investimento imobiliário (FIIs) são um veículo de investimento que reúne investidores com o objetivo em comum de investir em atividades do setor imobiliário.

Logo, funcionam na forma de condomínio, em que os participantes adquirem cotas de participação. Dessa forma, a remuneração de cada cotista é proporcional ao número de cotas que eles adquiriram.

Uma das principais características dos FIIs é contar com um gestor, que fica responsável por gerir os recursos financeiros do fundo. Ele também busca boas rentabilidades ao realizar os investimentos, de acordo com a estratégia definida na lâmina.

Inclusive, é importante saber que os fundos imobiliários podem ter diferentes objetivos. Um exemplo são aqueles que investem em imóveis comerciais para locação. Com o lucro obtido com os aluguéis desses empreendimentos, eles podem gerar renda passiva para os cotistas.

Também existem fundos que investem em títulos de dívida da renda fixa atrelados ao segmento imobiliário, entre outras estratégias. Portanto, é importante saber como analisar cada veículo antes de investir.

Cabe ressaltar que eles não possuem a cobertura do FGC e são negociados na bolsa de valores, então o preço das suas cotas oscilam com as variações do mercado. Ainda, é fundamental ter atenção às taxas e tributação, pois elas influenciam na rentabilidade do investimento.

Em relação às taxas, elas variam conforme as regras de cada FII. Já a tributação é de 20% sobre o ganho de capital na venda das cotas, com dividendos isentos de IR para pessoas físicas.

Ações ESG

As ações são a menor parte do capital social de uma empresa e podem ser negociadas na bolsa de valores. Assim, o investidor se torna sócio e pode se beneficiar dos resultados obtidos pelo negócio. Ao mesmo tempo, um dos temas mais relevantes na sociedade — e um destaque entre os investimentos em 2021 — é o ESG.

A sigla se refere a environmental, social and governance. Em português, o conceito pode ser traduzido como ambiental, social e governança. Esses critérios servem para avaliar o impacto operacional das empresas no meio ambiente e na sociedade.

Com isso, o investidor pode verificar se a companhia está comprometida com o desenvolvimento social, sustentável e com a própria gestão. Ou seja, a sustentabilidade pode ser um critério para escolha dos ativos.

Existem algumas alternativas para investir em empresas ESG no Brasil. Uma delas é o investimento direto em ações dessas companhias. Contudo, é interessante avaliar os outros fatores, como aqueles relacionados à saúde financeira do negócio e aos indicadores fundamentalistas.

Nesse ponto, quando se fala em investimento, as ações costumam compor objetivos de longo prazo, o que ajuda a mitigar riscos e potencializar resultados.

Fundos ESG

Outra forma de investir com foco em ESG é por meio dos fundos de investimento. Como visto, eles são uma modalidade coletiva, mas a estratégia pode variar. Além dos FIIs, existem diversos tipos de fundos disponíveis no mercado.

Por exemplo, eles podem ser de ações, multimercados, cambiais, de renda fixa, entre outros. Um diferencial em relação aos FIIs é que esses fundos não são negociados em bolsa, mas disponibilizados na plataforma de investimentos da sua corretora de valores.

Os fundos ESG, especificamente, não são um tipo específico de fundo. Na verdade, o termo se refere a um veículo cujo portfólio é formado por ativos que atendam aos critérios. Ou seja, ele ajuda a direcionar a estratégia que será utilizada pelo gestor profissional.

Para tanto, ele selecionará os investimentos a partir de critérios sociais, ambientais e de governança. Em relação às regras de tributação e taxas, elas variam conforme o tipo e o prazo do fundo, então vale consultar as regras aplicáveis antes de investir.

Fundos internacionais

Outra opção entre aqueles que podem ser os melhores investimentos para 2021 é o fundo internacional. Ele se diferencia por focar em operações com investimentos estrangeiros. Dessa forma, a carteira é montada pelo gestor com total ou grande participação de ativos de mercados externos.

A grande vantagem é que você pode investir em fundos internacionais diretamente no Brasil. Isso significa que não é necessário abrir conta em uma instituição estrangeira ou se preocupar com remessas de câmbio para ter exposição internacional.

Essa pode ser uma forma simples e prática de internacionalizar seus investimentos e diversificar a sua carteira. Eles também são utilizados por investidores que buscam hedge (ou proteção) para seus portfólios.

Isso é possível porque os ativos internacionais costumam ser descorrelacionados com a bolsa brasileira. Ainda, como é possível se expor ao dólar, a correlação negativa da moeda com a bolsa faz com que ele tenha um comportamento oposto às oscilações do mercado.

BDR

O brazilian depositary receipt (BDR), também chamado de depósito de valores mobiliários, é outra alternativa para investir internacionalmente sem sair do Brasil. Com a desvalorização do real, ele pode se tornar uma opção interessante para investir em 2021.

Cada BDR está atrelado a ativos de outros países. Esses investimentos ficam bloqueados, sob responsabilidade de um agente custodiante. Os certificados são, então, negociados na bolsa de valores do Brasil.

Então, na verdade, quem adquire um BDR não está aportando diretamente nos ativos internacionais. No entanto, o investidor pode participar dos resultados dele e se expor ao cenário fora do Brasil. Isso significa que se os ativos se valorizarem no exterior, seus certificados também poderão se valorizar.

O contrário também pode acontecer. Portanto, quem investe em BDR acompanha as oscilações dos ativos correspondentes no exterior, que podem ser ações, títulos de dívidas, entre outros. Além disso, o investidor pode se expor ao câmbio, aproveitando o desempenho de moedas mais fortes.

ETF

Por fim, o exchange traded fund (ETF) é mais uma alternativa que pode compor a sua carteira este ano. Também chamado de fundo de índice, ele é negociado em bolsa e visa replicar o desempenho de um determinado indicador do mercado financeiro, que pode ser de renda fixa ou de renda variável.

Por exemplo, no Brasil, um indicador bastante relevante é o Ibovespa. Ele é o principal índice da bolsa brasileira e reúne as ações das empresas com maior volume de negociação e peso no mercado. Assim, um fundo de índice atrelado ao Ibovespa busca obter um resultado equivalente ao obtido pelo indicador.

Além dessa possibilidade, um ETF pode replicar índices de sustentabilidade e indicadores internacionais, por exemplo. Com isso, também se tornam uma alternativa para quem quer investir em ativos ESG ou internacionalizar a carteira.

Como escolher os melhores investimentos para 2021?

Você conheceu algumas das inúmeras alternativas de investimentos que podem integrar sua carteira. Mas, como escolher os melhores investimentos para 2021 e para os próximos anos?

Para fazer escolhas mais acertadas e compor um portfólio sólido, é importante avaliar, primeiramente, seu perfil de investidor e seus objetivos financeiros. Lembre-se de que são muitas as possibilidades de investimento no mercado — e elas precisam estar alinhadas às suas metas e tolerância a riscos.

Ainda, vale a pena identificar as possibilidades que o mercado oferece — como você viu neste artigo. Assim, se torna mais fácil eleger sua própria lista com os melhores investimentos para 2021, de acordo com sua estratégia pessoal.

Agora você já sabe que os melhores investimentos para o seu portfólio em 2021 — e nos próximos anos — depende de uma análise completa e individual das alternativas que o mercado oferece. Para aumentar suas chances de sucesso, não esqueça de contar com a melhor corretora de valores ao seu lado!

Gostou do conteúdo? Complemente a leitura e entenda o que significa rentabilidade negativa nos investimentos!

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